segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ser metaleiro.... ser neurótico????




Esse artigo foi originalmente publicado alguns anos atras no blog "Crisalidá de Aço", mas acho que o tema é legal para gerar discussões 

“Enquanto houverem garotos chateados com a vida, continuará a existir o Heavy Metal.” Assim profetizava Ozzy Osborne, o avô do metal, nos idos dos anos 80s. Buscava definir o Heavy Metal em uma frase e creio não haver aforismo mais sábio que este. Nos referidos anos 80s quando este estilo ganhava o mundo um caso de suicídio chocou a opinião pública, quando os pais do dito suicida resolveram processar Ozzy Osborne por induzir através de sua música o rapaz ao suicídio. Outros casos como estes aconteceram e vêm acontecendo uma vez ou outra. 
Culpar um estilo musical por fazer apologia ao suicídio parece uma solução interessante sobretudo para quem detesta tal musica. Mas será que as famílias destes suicidas não querem mesmo é se redimirem da própria culpa...?

A discussão seria mais proveitosa se analisássemos o perfil do fã de Metal. O popular “metaleiro” – como o próprio Ozzy nos alertou acima – é um sujeito chateado com a vida, alguém que precisa se libertar de alguma forma, creio que chama-lo de “marginal” por estar a margem da sociedade não seria nenhum exagero. Neste sentido a musica Heavy se torna uma válvula de escape e, sobretudo uma forma de manifestação social, o metaleiro quer ser ouvido, esta musica é a única forma que ele encontra para que a sociedade o ouça.

O metaleiro não é um suicida em potencial, no entanto se encontra oprimido demais dentro de uma sociedade consumista e hipócrita que valoriza cada vez mais padrões irreais de beleza e do socialmente correto. O fã de Metal é na verdade uma pessoa que se sente incapaz de viver nesse mundo real desolador tão diferente daquele que eles realmente almejam. Quando ficam mais velhos caem na real e vêem que o tão sonhado mundo épico das capas dos álbuns das bandas que gostam é apenas uma utopia. Mas as vezes algo errado acontece - muito raramente é verdade -  caem na real e sua estrutura psicológica já abalada não suporta tamanha realidade.


Aí pessoal quero manifestações de vocês a esse respeito...


André Stanley 

André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

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