domingo, 11 de fevereiro de 2018

(Filme) Camille Claudel






Filme: Camile Caudel
Nome original: Camille Claudel
Direção: Bruno Nuytten
Produção: Bernard Marescot
Roteiro: Bruno Nuytten e Marilyn Goldin
Direção de fotografia: Pierre Lhomme
Ano de lançamento: 1988



A história daquela que é considerada por muitos a mais criativa escultora francesa de todos os tempos esta repleta de indagações a respeito da arte, da loucura e da sociedade francesa do final do século XIX. Camille Claudel teve uma vida conturbada. Em uma sociedade conservadora, a França da virada do século XIX para o XX, uma mulher de caráter libertário se expressa através da arte. Não bastasse ser incomum uma mulher apostar em uma carreira artística, Camille Claudel optou por uma arte que não era condizente com a feminilidade. A escultura era vista como uma arte de prática bruta, onde necessitava de manipular instrumentos de características masculinas como o formão e o martelo. Camille nunca se sentia constrangida por praticar arte tão robusta. E tinha total apoio do pai que fez de tudo para consagrar a carreira da filha. O mesmo empenho não foi mostrado pela mãe que ao contrário odiava a filha por suas praticas “subversivas”. Este paradoxo familiar perseguiu Camille por toda sua vida.

Seu irmão caçula Paul Claudel, tinha fixação pela irmã, que o iniciou nas suas leituras. Paul Claudel se tornou mais tarde um escritor respeitado, principalmente no meio católico, religião que abraçou com vigor aos trinta e poucos anos. O filme mostra esta conversão em um diálogo com Camille. O fato mais marcante da carreira e também da vida de Camille Claudel, foi seu romance com o maior escultor francês de todos os tempos, Auguste Rodin. Este era mais conhecido pelos seus casos amorosos. Rodin certamente influenciou Camille como escultora mas como o próprio Rodin disse em uma cena “eu apenas mostrei o caminho, o que ela tem agora é dela mesma”. Este caso de Camille com Rodin , que já era casado acirrou ainda mais a hostilidade da mãe em relação a Camille. Hostilidade que conduzira Camille ao asilo que veio a morrer em 1942.

Camille desenvolveu uma paranoia constante que ira leva-la a perder o controle de sua vida. Alegava sempre estar sendo perseguida pelos homens de Rodin que queriam roubar suas obras, chagando ao ápice de destruir grande parte de suas esculturas em uma crise de loucura, fato que certamente privou a humanidade de muitas obras magníficas. Passou a ficar cada vez mais confinada dentro de seu ateliê para que pudesse tomar conta de seus pertences, se recusava a se pronunciar publicamente e até mesmo pregou as janelas com tábuas para impedir a visão interna de seu ateliê. Esta paranoia foi crescendo, pois cada vez menos Paul a visitava, pois este exercia sua carreira de diplomata viajando por todo o mundo. De sua mãe Camille nunca poderia esperar nada de afetivo. Seu pai já não gozava mais de seu vigor físico e intelectual para protege-la, e para piorar a situação da escultora, seu pai veio a falecer. Camille está totalmente perdida em sua loucura. Ao irmão e a mãe só resta uma atitude. Confinar Camille em um asilo para doentes mentais. 

Foram 30 anos de internação onde Camille nunca mais esculpiu novamente. Esta obra mostra uma mulher de família burguesa que se manifestou no mundo da arte em um época onde isto era um fato extraordinário para uma mulher. Tinha vocação desde criança pra a arte da escultura e o pai que a amava a apoiou desde o principio. No entanto, foi vítima de uma doença psiquiátrica que a levou ao isolamento. Sobre o seu estado psíquico, não ha evidencias do garu de alucinação a que chegou essa escultora, mas seu problema hoje em dia seria visto como uma excentricidade e talvez não seria motivo para uma internação. O filme faz um recorte da fase criativa de Camille e não foca em seu claustro. 


Imagem-Camile Claudel by Stanley Creation



André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.





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