Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Prática pedagógica: A Educação em 6 manchetes.



Related image




(Bruna de Pieri)
(Bruna de Pieri)
Terça Livre - 11 de dezembro de 2019

(Anônimo)


Jornal da Cidade - 18 de janeiro de 2020



Image result for weintraub careta




9 vezes em que Abraham Weintraub se mostrou inimigo da educação.
(Ana Luiza Basilio)
Carta Capital - 30 de dezembro de 2019

Demissão de Weintraub é questão de vida ou morte para a educação do Brasil
(Iago Montalvão)
Carta Capital - 16 de dezembro de 2019

Pior ministro, Weintraub pode levar Educação ao colapso.
(Chico Alves)
UOL - 26 de janeiro de 2020



O leitor pode notar que dividi as seis matérias entre pró e contra Weintraub, para você chegar a uma opinião bem embasada e imbatível, ou seja uma opinião da qual você terá muita facilidade em defender, pois você conhecerá os dois lados do espectro ideológico contido nelas, você terá que conhecer o seu "oponente". No entanto, é importante que você note que trata-se de duas bolhas e a melhor forma de abordar o tema da educação é ver isso por fora dessas bolhas, pensando na educação como tema principal, e não quem o o que vai fazê-la melhor, mas você mesmo chegue a uma conclusão sobre isso. É um desafio, eu sei, mas vale a pena estourar bolhas, tentem isso é edificante. 









André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

A crise da Educação brasileira em 10 manchetes. Weintraub, o ministro mais "Mané" que o Brasil já teve.


Related image
Créditos da imagem: Claylton

Abaixo podemos ver, por meio de manchetes dos principais sites políticos brasileiros, a ascensão do projeto de destruição da Educação brasileira protagonizado pelo ministro Weintraub. Podemos notar sua imaturidade - briga com seus críticos como se fosse um pré-adolescente. 

Faz acusações sérias sem apresentar prova alguma. 

Ignora os problemas da educação no Brasil, ou no mínimo é conivente com a corrupção dentro do ministério. 

Comete erros grotescos de ortografia e oratória - eu também cometo, mas não sou ministro da Educação - demonstrando uma incompetência abismal. 

Isso tudo nos levou a uma crise que por sua vez causou graves erros na correção das provas do ENEM. Enquanto isso o ministro ainda encontrava tempo para fazer videozinhos nas para redes sociais atacando jornalistas que apontavam sua latente incompetência, em vez de trabalhar para resolver o problema de milhares de candidatos que não puderão se inscrever no SISU, por causa de suas lambanças no comando da pasta. 

Podemos notar também um crescente que deu início com sua nomeação até a crise sem proporções que temos hoje na área da Educação. A pergunta que fica é: Onde isso vai parar? Afinal esse governo vem nos ensinando, dia após dia, que não há nada tão ruim que não possa piorar. 





Istoé - 18-11-2019


O Antagonista - 22-11-2019


G1-Educação - 03-12-2019


Estadão - 08-01-2020

Folha de São Paulo - 20-01-2020


Istoé - 23-01-2020


Exame - 25-01-2020


O Antagonista - 26-01-2020


Crosoé - 27-01-2020


UOL- 27-01-2020

Para resumir, podemos elencar alguns dos principais adjetivos a serem atribuídos e este ministro. 

Ocioso - eufemismo para "vagabundo"
Imaturo - eufemismo para "retardado"
Ignorante - eufemismo para "burro"
Mentiroso
Negacionista
Incompetente

Ou seja, tudo isso nos apresenta o adjetivo principal que podemos atribuir à esta besta, "Perigoso"


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Literatura e ensino de língua estrangeira (com plano de aula anexo).

  • Público alvo – alunos de língua espanhola em escolas convencionais, ou institutos de ensino de idioma espanhol. (alunos entre 1º e o 3º anos do ensino médio).
  • Objetivo – aguçar o engajamento do aluno na leitura de obras literárias tanto na língua alvo quanto na língua mãe. 
  • Ter referências sobre obras literárias para a prática da leitura de língua estrangeira. Após este workshop, a aluno deverá dominar os seguintes tópicos. 
  • Uso do discurso direto e indireto.
  • Usar de forma espontânea estruturas linguísticas pertinentes ao debate de temas contraditórios. Ser capaz de defender seu ponto de vista de forma coerente.
  • Ter conhecimentos formais sobre o gênero conto. 
  • Ter conhecimentos formais sobre o gênero Ficção Cientifica.
  • Ter conhecimentos formais sobre sociedades distópicas.



O ensino de língua estrangeira está quase totalmente pautado dentro das estreitas fronteiras da linguística e sobretudo da linguística aplicada. Sendo assim, visto que a linguística é geralmente considerada como uma antítese da literatura, muito pouco se utiliza de textos literários dentro do processo de ensino-aprendizagem de uma segunda língua. No entanto, ao considerarmos a literatura como uma forma legítima e inesgotável de produção de linguagem, creio ser pertinente questionar esse afastamento entre literatura e linguística no que diz respeito ao ensino-aprendizagem de um novo idioma. Usar produções literárias como ferramenta de aprendizagem de uma língua estrangeira apresenta algumas controvérsias e podemos elencar, de pronto, alguns fatores adversos comumente apresentados por estudiosos. José Luis Oscar elenca três deles: 


1- A literatura é uma linguagem “especial”, que não é transferível para o uso prático da língua. Ou seja, não falamos com sonetos, nem pensamos com solilóquios teatrais. 

2- Ler textos literários exige estratégias de leitura que nem todo aluno está em condição de desenvolver. 

3- Pedir para um aluno que faça uma redação sobre seu país ou que leia um romance é um tipo antigo de tarefa, cujos resultados são poucos estimuladores e precários. (OSCAR,2003, p.17).

São três argumentos fortes e que fazem muito sentido no âmbito de uma aula tradicional onde professores não têm a obrigação de motivar ou encaminhar ninguém pelo mundo dos estudos literários. Acreditamos, no entanto, que há um problema ainda maior em relação ao uso de textos literários em uma aula de língua. 

Isto se torna um risco, caso o aluno veja estes textos como simples recortes linguísticos usados como andaimes para se construir uma ponte par a aquisição de um novo idioma, deixando os estudos literários em um segundo plano. Não pretendo, com essas objeções afastar por completo os estudos literários das aulas de língua, mas pelo contrário, chamar a atenção dos professores sobre sua responsabilidade no processo e na elaboração de suas atividades. Está nas mãos dos professores e instrutores de idiomas, que pretendam adicionar textos literários em suas aulas de língua, deixar claro aos alunos que a literatura possui valor em si mesma. Ou seja, não precisa de um motivo pedagógico ou uma razão metodológica para existir. 

Sendo assim, sua função social não se restringe apenas a aquisição de uma nova língua, mas continua seu trabalho cognitivo muito além da sala de aula. Dessa forma, a aquisição linguística se torna um efeito colateral dos estudos literários, mas não conseguiremos tal façanha com práticas conservadoras de leitura e escrita, mas sim colocando os alunos em contato com o contexto expresso na obra ficcional. Cada aluno deve se sentir apto a questionar as visões de mundo apresentadas pelo texto, assim como contrastar com sua própria vivência e modelos de mundo. Cada um dos estudantes deve ter o ímpeto de sugerir alternativas aos problemas elencados pelo enredo e ser cativado a produzir sua própria versão dos fatos e eventualmente ser preparado para produzir sua própria obra. 

Para exemplificar a aplicabilidade desses conceitos, criamos um cronograma de ações que poderiam ser usadas em um eventual estudo literário em uma aula de língua estrangeira. Para tal, escolhemos o conto “El Mundo Transparente” do escritor espanhol Francisco García Pavón. 

Por que a escolha de um conto, e não um romance ou uma obra mais complexa? Acreditamos que a complexidade extrema de uma obra literária e o tempo limitado são elementos que prejudicam o engajamento do aluno e dificulta a construção de uma atmosfera de motivação necessária para aplicabilidade dessas atividades. Mas também defendemos que os estudos literários sejam eles em uma aula de língua, ou em uma aula de literatura deve contemplar a leitura de outros gêneros discursivos na íntegra, mas para isso julgamos necessário um inicio suave que servirá de introdução para futuras aulas do mesmo estilo.


Proposta de aula - Workshop 

Nossa aula terá o formato de um workshop, ou oficina. Ou seja, será uma aula diferente das aulas convencionais de língua onde nosso principal objetivo é a comunicação imediata no idioma alvo. Isso por si só já implica em um maior engajamento do aluno que sai da rotina de aulas técnicas e repetitivas para uma intervenção diferente onde eles terão mais autonomia. 

Dividiremos as atividades em três etapas, 

1- Atividades pré-leitura – onde prepararemos os alunos para as questões temáticas da obra, com atividades mais lúdicas ou “gamificadas,” com intuito apenas de introduzir os temas chaves da obra. 

2- Atividades de leitura – onde os alunos farão a leitura da obra de forma individual e tomarão nota do que julgarem necessário para uma melhor compreensão do texto. Anotando todas as palavras e sentenças que não conseguirem compreender com completude. 

3- Atividades pós-leitura – nesse momento, munidos de suas anotações e do máximo de informações sobre a compreensão ou não dos alunos criaremos atividades “avaliar” a capacidade de compreensão e posteriormente de interpretação do texto.


El mundo Transparente 

Atividades pré-leitura 

1- Warmup. 

1- Durante esta atividade que deve ser de curta duração. Podemos explorar o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema que iremos trabalhar. Através de um “quiz” – perguntas de conhecimento sobre algum tema específico – podemos dividir a sala em dois grupos. Desenhar um jogo da velha no quadro, cada grupo terá a oportunidade de responder uma pergunta sobre obras literárias e cinematográficas que tratam do tema distopia. Para preparar essas perguntas o professor deve ter de antemão informações que podem ser colhidas no decorrer das aulas, como o tipo de livro eles leem – se é que leem, que tipo de filmes ou séries eles assistem, ou seja, qual o tipo de entretenimento mais comum entre eles que podem ser ajustado ao tema distopia. As perguntas deverão ter três opções de onde eles devem apontar a que consideram correta, caso eles acertem a alternativa ele terá que escolher um dos quadrados do jogo da velha, se eles errarem a resposta o outro grupo tem o direito de escolher um quadrado do jogo da velha, vence que fechar a primeira sequência de três quadrados na vertical horizontal ou transversal. 

2- Fazer uma breve explicação do que seria uma sociedade distópica e seu contraste com a utopia. Para esse momento acreditamos que seja relevante perguntar aos alunos sobre o que esperam para as futuras gerações e se nosso mundo se aproximara mais de uma sociedade utópica ou pelo contrário distópica, seria uma conversa informal que servirá também para engaja-los no tema.


3- Apresentar aos alunos uma série de palavras chaves e dar exemplos contextualizados retirados do texto. Praticar com os alunos, para permitir uma maior fluidez na leitura do conto.


Atividades de leitura. 

1- Daremos um texto para cada aluno ler individualmente e em silêncio, tomando nota do que julgar necessário para elucidar sua compreensão. 

2- Caso julgue necessário e dispor de tempo o professor proporá que os alunos leiam em voz alta alguns trechos específicos como prática oral e de compreensão. 

Atividade pós-leitura 

1- Após a leitura do conto, devemos fazer um breve bate-papo com os alunos colhendo suas impressões sobre o texto. 

2- Dividir os alunos em 2 grupos – dependendo do número de alunos. Cada um dos grupos deverá discutir entre eles para tentar entender o paradoxo proposto pela história. 

3- Depois de discutirem por algum momento devemos novamente colher novos depoimentos sobre como eles entenderam o texto. 

4- Em seguida devemos ressaltar uma dicotomia evidenciada pelo texto e estabelecer que o grupo A, defenderá um dos lados e o grupo B será a oposição.


5- Intervenção linguística. Retirar do texto estruturas chaves que facilitam a compreensão do enredo. Por exemplo:









Pró-T.V.I 

✓ Verdad es que las primeras reacciones colectivas ante al fenómeno del ojo universal fueron realmente graciosas y me atrevería a calificar de benefactoras para os usos y costumbres sociales. 

✓ Resulta ocioso decir que los ladrones y criminales profesionales desaparecieron casi totalmente. 

✓ Las cárceles se transformaron en sitios confortables y humanos donde no maltrataba a los reclusos. 

✓ Los internados, reformatorios campos de trabajo y el mismo ejército, eran ejemplo de civilidad, corrección y buenas costumbres. Por cierto, que como es natural, la vida política y administrativa del mundo mejoró enormemente con aquella transparencia.


Contra- T.V.I. 

✓ La mentalidad de la gente cambió en pocos meses de manera inconcebible 

✓ Jamás se ha producido una metamorfosis, a lo largo de la historia, de la psicología colectiva, tan radical y dramática 

✓ Pero los hombres más sensibles primero, y luego absolutamente todos, entraron en una situación de angustia inenarrable 

✓ El hombre perdió en absoluto toda su autonomía y capacidad de iniciativa. 

✓ hubo personas, las más sensibles, que incapaces de vivir en aquel estado de constante tensión, perdieron el seso total o parcialmente. 

✓ Quedaba demostrado una vez más que la perfección pública ha de conseguirse respetando la libertad individual.

Dicotomia proposta pelo conto “El Mundo Transparente” Quais são as necessidades reais do ser humano? 
Grupo A – Liberdade total do indivíduo. 
Grupo B – Um governo rígido e que tenha autoridade total sobre todos.


6.1 – Debate -  Acreditamos que a melhor forma de encerrar essa atividade é pedindo para que os próprios alunos produzam seus próprios conteúdos linguísticos para expressar suas opiniões sobre o texto. A nossa primeira proposição é a preparação de um debate entre os dois grupos já preestabelecidos e pedir que que cada grupo eleja um porta voz que deverá ler um discurso na aula seguinte com argumentos utilizados durante o debate. Cada grupo discutirá e apresentará 10 argumentos defendendo seu lado no debate. A função do grupo é responder o seguinte questionamento.


Quais são as necessidades reais para o ser humano viver em sociedade?

Grupo A
Liberdade total do indivíduo.

Grupo B
Um governo rígido e que tenha autoridade total sobre todos.

6.2- Discurso final - Outra produção por parte dos alunos será a produção coletiva de um discurso, seguindo todas as estratégias linguísticas, como introdução, desenvolvimento, conclusão, clareza e coesão. Deixa claro aos alunos que serão esses os elementos para avaliação. O grupo deverá eleger um porta-voz para fazer o discurso defendendo seu ponto de vista. Observe que não será necessariamente a opinião do grupo, mas a opinião imposta a eles por meio de sorteio no início da atividade. 

6.3 – Diálogo – Atuação. Como forma de ainda utilizar o texto para mais produções linguísticas. Sugerimos que em uma aula posterior o professor possa trabalhar com os alunos o uso do discurso direto. Aproveitamos que o conto é todo em discurso indireto, onde um narrador descreve todos os acontecimentos, podemos pedir aos alunos que façam um exercício de imaginação e criem personagens que seriam introduzidos na história de “El mundo transparente”. A intenção dessa atividade é criar diálogos entre essas personagens criadas pelos alunos, em primeira pessoa. O intuito é linguístico, por isso devemos ajudar os alunos a criar os diálogos na língua alvo. Como se trata de diálogos, essa atividade poderia ser feita em duplas ou trios.

Exemplo: Imagine como seria um professor que fosse pego usando discursos ideológicos em sala de aula, o que causaria a repulsa por parte dos pais que por sua vez, exigiriam a expulsão desse profissional da escola. Como esse professor fora visto por todos defendendo entre seus alunos uma ideia não aceita socialmente, ele não conseguiria emprego em nenhuma outra escola e por não ter mais condições de sustentar sua esposa e filhos pequenos, é abandonado por estes e passa a ser um andarilho pelas ruas de um mundo transparente. Após a criação dos diálogos entre os personagens imaginados pelos alunos estes poderiam praticá-los de forma oral até que atinja uma reprodução satisfatória para que possam a posteriori produzir um vídeo atuando como estes personagens.

Conclusão: Todas as atividades elencadas aqui são plenamente realizáveis e facilmente adaptáveis para qualquer particularidade de suas turmas. Creio que como uma aula inicial para introduzir um texto literário em uma aula de língua este conto de Francisco Pavón parece ser muito eficaz. Para dar continuidade nesse processo, poderemos apresentar aos alunos uma outra obra, desta vez elevando a complexidade da leitura.

No entanto, creio que o tema distopia pode continuar sendo aplicado, para isso temos alguns clássicos da literatura mundial que podem servir a esse intuito, como, “Admirável mundo novo” de Huxley e “1984” de Orwell. Para ajudar no processo de engajamento o professor conta com uma serie de ferramentas ilustrativas como filmes e series que exploram esse tema ao extremo e são muito populares entre os adolescentes.

Fontes: 
  • COSSON, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Editora Contexto, 2009. 
  • MOTA, F. LITERATURA E(M) ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA. Fólio – Revista de Letras, Vitória da Conquista, v.2, n.1, p. 101-111, jan/jun. 2010. Acesso em: 20 de novembro de 2018.
  • OSCAR, J.L. Funciones de la literatura en la enseñanza de segundas lenguas. Articulo de Fondo. Boletín de Asele. 2003.
André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.




domingo, 5 de agosto de 2018

Ensino Médio – Uma reflexão





Introdução:
Em síntese, o que denominamos Ensino Médio são os três anos finais da Educação Básica. Depois de passar pelo ensino infantil (creche/pré-escola), e pelo Ensino Fundamental (1° ao 9° anos). O aluno chega ao final de seu ciclo escolar com o 1°,2° e 3° anos do ensino médio onde ele será preparado para ingressar na faculdade dando início ao ensino superior. Sabendo que este período escolar vem passando há anos por grandes adversidades, decidimos trazer à tona algumas reflexões sobre a efetividade do ensino médio na formação do indivíduo, e para a construção de seu currículo.
Começaremos trazendo alguns dados aleatórios recolhidos de índices nacionais e internacionais que dão conta de esboçar como anda as engrenagens que movem o nosso ensino médio. Mostraremos como é a estrutura desse sistema de ensino, mudanças intensas que ocorreram durante a história do nosso sistema educacional e como essas mudanças acarretaram em melhoras ou prejuízos à aprendizagem de nossos alunos. Falaremos depois das disparidades entre o que é pedido na lei e a realidade. Por fim esboçaremos através informações da imprensa, as mudanças que estão em curso nesse período escolar.
Nas considerações finais tentaremos vislumbrar através de algumas questões maneiras de atuar frente aos novos desafios impostos pela crise político-ideológica e inserção de novas tecnologias de ensino-aprendizagem, dentre outros elementos que chegarão somando as situações adversas que já temos atualmente.

Ensino Médio – Panorama histórico

Segundo grande parte dos historiadores os primeiros a falarem de um ensino para preparatório para jovens no Brasil foram os jesuítas que chegaram por aqui ainda nos século XVI. Fundaram algumas instituições chamadas de ensino secundário. No século XVIII os jesuítas foram expulsos pelo governo português de todas a suas colônias o que fez com que essas escolas secundarias fechassem.

Durante muito tempo, inclusive já na primeira metade do século XX, o ensino médio ficou restrito aos estabelecimentos como os liceus, nas capitais dos estados, voltados para a educação masculina e as escolas normais que visavam a educação feminina, além do Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro. (SANTOS, 2010)

            Durante o império e a republica velha houve muitas reformas no ensino brasileiro, no entanto, nada de muito significativo foi alterado, as reformas em sua maior parte eram para satisfazer as necessidades da elite de suas épocas. Foi somente em 1942 com a Reforma Gustavo Capanema que o ensino médio se estrutura definitivamente como curso de estudos regulares com duração de três anos.
A organização do ensino médio atual é regida elas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que foi estabelecida em 1996 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e reformada recentemente em setembro de 2017 por Michel Temer. Cabe lembrar que a LDB de 1996 foi a segunda, pois tivemos uma que começou a vigorar em dezembro de 1961, depois de muita luta por mudanças no sistema nacional de ensino.

Iniciando a discussão a respeito do financiamento do Ensino médio, vamos explanar brevemente a respeito do que é o Fundeb, um conjunto de 27 fundos (26 estaduais e 1 do Distrito Federal) que com a função de redistribuir recursos destinados à Educação Básica. Em outras palavras é um grande cofre do qual sai dinheiro para valorizar os professores e desenvolver e manter funcionando todas as etapas da Educação Básica (creches, Pré-escola, Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio até a Educação de Jovens e Adultos (EJA)).

Tendo seu início em janeiro de 2007 e se estendendo até 2020, conforme prevê a Emenda Constitucional nº 53, que alterou o Art. 60 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Perto do prazo de encerramento, tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 15/2015, que pretende tornar o Fundeb permanente e pode alterar a lógica de distribuição desses recursos.
Quanto a sua função, o Fundo tem como objetivo fazer com que haja menos desigualdade de recursos entre as redes de ensino. Além disso, ajuda os sistemas de ensino a se organizarem no que diz respeito ao atendimento escolar de toda a Educação Básica. O fundo dá uma certa segurança financeira aos municípios e estados para expandirem seu número de matrículas e os orienta no cumprimento de suas responsabilidades com a Educação. Desse modo os municípios se concentram na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, e os estados, nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Cada estado e o Distrito Federal têm um fundo que funciona como uma conta bancária coletiva em que entram recursos de diferentes fontes de impostos estaduais e municipais e, em alguns casos, transferências do Governo Federal para os estados e os municípios. Seguindo uma série de regras, esse total é redistribuído de acordo com o número de alunos da Educação Básica Pública (ou da rede conveniada, em alguns casos) de cada rede e das etapas e modalidades de ensino sendo que algumas tem um custo mais elevados que outras.
Individualmente, o fundo estadual distribui seus recursos de acordo com o número de estudantes que estão matriculados em sua rede de Educação Básica. Isso é estabelecido segundo dados do Censo Escolar do ano anterior, por exemplo: os recursos de 2018 basearam-se no número de alunos de 2017, esse método serve para distribuir melhor os recursos pelo País, já que leva em consideração o tamanho das redes de ensino.
Na soma de estudantes matriculados de cada rede de ensino, cada matrícula conta com peso diferente. Seria inadequado considerar da mesma forma matrículas na pré-escola integral e no Ensino Fundamental II parcial, por exemplo, tendo em vista que as exigências de financiamento são diferentes.
Tabela contendo os fatores de ponderação para 2018, quanto mais próximo a 0, menores são os recursos por aluno para a etapa/ modalidade:

Nível de ensino
Fator de ponderação
Creche em tempo integral pública
1,30
Creche em tempo integral conveniada
1,10
Pré-escola em tempo integral 
1,30
Creche em tempo parcial pública
1,00
Creche em tempo parcial conveniada
0,80
Pré-escola em tempo parcial
1,00
Anos iniciais do Ensino Fundamental urbano
1,00
Anos iniciais do Ensino Fundamental no campo
1,15
Anos finais do Ensino Fundamental urbano
1,10
Anos finais do Ensino Fundamental no campo
1,20
Ensino Fundamental em tempo integral
1,30
Ensino Médio urbano
1,25
Ensino Médio no campo
1,30
Ensino Médio em tempo integral
1,30
Ensino Médio integrado à Educação Profissional
1,30
Educação especial
1,20
Educação indígena e quilombola
1,20
Educação de Jovens e Adultos com avaliação no processo
0,80
Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional de nível médio, com avaliação no processo
1,20

Para 2018, o valor mínimo por aluno no Fundeb, considerando o fator de ponderação para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental urbano, será de R$ 3.016,67 (R$ 2.875,03 em 2017, tendo a Portaria Interministerial do Ministério da Educação e do Ministério da Fazenda como responsável pela definição.
Sempre que o fundo estadual tiver valor aluno/ano inferior ao mínimo definido para aquele ano receberá recurso de complementação da União. Desse modo, a União garante que todos os municípios e governos de estados tenham acesso a um valor por matrícula pelo menos igual ao valor mínimo nacional.
O valor mínimo por aluno do Fundeb é determinado exclusivamente pelo Governo Federal, através da Portaria Interministerial do Ministério da Educação e do Ministério da Fazenda. Em teoria, conforme previsto em lei, esse valor deveria atingir nível suficiente para garantir um padrão mínimo de qualidade definido nacionalmente. Já na prática, como esse padrão mínimo de qualidade ainda não existe, a forma de determinação do valor mínimo aluno/ano é informal e complexa, não estando publicada oficialmente pelo Governo Federal.
Em 2018, por exemplo, nove estados brasileiros devem receber ao longo do ano a ajuda da União para equalização do valor aluno/ano: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
O dinheiro do Fundeb pode ser usado no financiamento de todos os níveis da Educação Básica. Ou seja, os estados e municípios podem usar livremente os recursos entre as etapas e modalidades, mesmo que eles tenham sido distribuídos por conta da matrícula em um determinado nível de ensino. Não há obrigatoriedade para que o dinheiro oriundo de uma matrícula em creche em um município seja usado necessariamente nessa etapa.
O que pode ser feito com o dinheiro vindo do Fundo é,  pelo menos 60% do dinheiro deve ser aplicado no pagamento do salário dos professores da rede pública na ativa. O dinheiro também pode ser usado na remuneração de diretores, orientadores pedagógicos e funcionários, na formação continuada dos professores, no transporte escolar, na aquisição de equipamentos e material didático, na construção e manutenção das escolas - tudo aquilo contemplado pelo Art. 70 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
E não pode, contudo, ser utilizado para pagar merenda escolar, para remunerar profissionais da Educação em desvio de função (por exemplo, um professor que vai trabalhar no gabinete do prefeito) e em outras despesas especificadas pelo Art. 71 da LDB.
Os impostos pagos que compõem a arrecadação do Fundo são:
- Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios – (FPM) - são fundos, criados pela Constituição,que transferem recursos arrecadados pela União para estados e municípios.
- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - imposto estadual embutido nos produtos, mercadorias e serviços de transporte e de comunicações.
- Imposto sobre Produtos Industrializados, proporcional às exportações (IPI exp) - pago para os estados por quem importa, produz ou comercializa produtos industrializados (como fogões e geladeiras, por exemplo).
- Desoneração das Exportações (LC nº 87/96) - valor que o governo federal repassa aos estados para compensar a desoneração das exportações (medida que torna a arrecadação estadual menor).
- Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD) - imposto pago para os estados por quem recebe bens, heranças, doações e diferenças de partilhas.
- Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) - imposto pago para os estados por todas as pessoas que possuem veículos automotores, ou seja, quem tem carros, motos, aeronaves ou embarcações.
- Cota parte de 50% do Imposto Territorial Rural (ITR) devida aos municípios - ITR é um imposto pago pelas propriedades na área rural. Seria o equivalente ao IPTU, mas na zona rural. Ele é arrecadado pelos estados e parte dele é transferido aos municípios.
Nenhum dos impostos arrecadados diretamente pelos municípios faz parte do Fundeb. Os municípios são obrigados a investir no mínimo 25% de seus tributos na Educação, como manda o artigo n° 212 da Constituição Federal.
Em um artigo do professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino de Rezende Pinto, a respeito do repasse do governo para a educação, onde apresenta um panorama onde o Brasil está inserido junto com diversos países da América do Sul.

Fontes:

·         https://diplomatique.org.br/o-dramatico-panorama-do-financiamento-do-ensino/


“A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento:
I - Linguagens e suas tecnologias; 
II - Matemática e suas tecnologias; 
III - Ciências da natureza e suas tecnologias; 
IV - Ciências humanas e sociais aplicadas.


§ 1o A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26 (Art. 26.  Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos) definida em cada sistema de ensino deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. 
§ 2o A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia. 
§ 3o O ensino da língua portuguesa e da matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas maternas.   
§ 4o Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino.  
§ 5o A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino.  
§ 6o A União estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional Comum Curricular. 
§ 7o Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais.  
§ 8o Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação processual e formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: 
I - Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna; 
II - Conhecimento das formas contemporâneas de linguagem.” 
Devemos que essas são as novas regulamentações que foram implantadas por meio de MP (Medida Provisória) pelo governo de Michel Temer e que apesar de ter força de çei e já estarem em andamento, nem todas as escolas estão aptas a aplicar todas estas reformas na integra. O governo estabeleceu um prazo de 2 anos para que as escolas se adequem as novas regras. Vamos voltar a tratar dessa reforma do ensino médio mais adiante quando falaremos das críticas envolvendo essa MP.

Ênfase na educação técnica e profissional.

“O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber:
I – Linguagens e suas tecnologias;
II – Matemática e suas tecnologias;
III – ciências da natureza e suas tecnologias;
IV – Ciências humanas e sociais aplicadas;
V – Formação técnica e profissional.” (BRASIL, p.27)

E especificamente sobre a oferte de ensino técnico e profissional fique estabelecido que:
A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação com ênfase técnica e profissional considerará:
I – A inclusão de vivências práticas de trabalho no setor produtivo ou
em ambientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem profissional;

II – A possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação
para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada
em etapas com terminalidade. (BRASIL, p.27)
Tais aulas poderão ser “realizada na própria instituição ou em parceria com outras
instituições, deverá ser aprovada previamente pelo Conselho Estadual de
Educação, homologada pelo Secretário Estadual de Educação e certificada
pelos sistemas de ensino” (BRASIL, p.27)

“Para efeito de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com instituições de educação a distância com notório reconhecimento, mediante as seguintes formas de comprovação:
I – Demonstração prática;
II – Experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar;
III – atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino credenciadas;
IV – Cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais;
V – Estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras;
VI – Cursos realizados por meio de educação a distância ou educação
presencial mediada por tecnologias. ” (BRASIL, p.27, 28)



A reforma do ensino médio também prevê um aumento na carga horária dos alunos. Antes da MP do ensino médio a carga horaria anual para o aluno do ensino médio era de 800 horas. A reforma prevê chegar de forma progressiva a 1.400 horas anuais, o que faria com que o aluno ficasse na escola em tempo integral. Das 4 horas diárias atuais, as escolas deverão se adequar para manter os alunos na escola por cerca de 7 horas diárias. Devido a essa mudança drástica muitas perguntas surgem em relação ao futuro do ensino médio no Brasil, pois uma reforma desse tamanho não é uma simples questão de decretos e leis de regulamentação. Será que nossas escolas têm estrutura para manter os alunos por tanto tempo nas escolas? O que o governo pretende fazer par financiar isso, já que a maior parte dos alunos do ensino médio ainda estão em escolas públicas? Se um dos grandes motivos de evasão no ensino médio é justamente a necessidade de trabalhar e a falta de motivação do aluno, como os professores serão trabalhados para gerar mais motivação nos alunos e ao mesmo tempo concorrer com a necessidade financeira que muitos desses alunos tem de ajudar seus familiares?


Considerações finais – Discussões sobre a reforma do Ensino Médio.

Acreditamos que escola em tempo integral, flexibilidade na construção do currículo e preparação para o mercado integral são elementos inquestionavelmente benéficos para que quer criar uma sociedade democrática e integrada ao mundo globalizado.  A nova reforma imposta pelo governo de Michel Temer parece estar em sintonia com essas necessidades de mudanças na educação nacional. No entanto, o que é preocupante, é a forma antidemocrática escolhida pelo governo para implantar tais medidas. Uma medida provisória não privilegia o diálogo com aqueles que estão no campo de batalha e vivem na pele o que é realmente a educação no Brasil. Portanto cabe a nós futuros profissionais dessa área questionar desde agora como construir um sistema de ensino nacional que realmente seja democrático inclusivo e ético.

Fontes:
·         ALTERAÇÕES À LDB – MP 746 E A REFORMA DO ENSINO MÉDIO. ESTRATÉGIA CONCURSOS. Disponível em: <https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/alteracoes-ldb-mp-746-e-reforma-do-ensino-medio/> Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         AS OPORTUNIDADES E OS RISCOS COM A CHEGADA DA BASE NACIONAL. PORVIR. Disponível em: <http://porvir.org/as-oportunidades-e-os-riscos-com-a-chegada-da-base-nacional/?gclid=CjwKCAjw7cDaBRBtEiwAsxprXcgz3X_uVPDGXrMdeZYMe2zA7VElGcgI-EkuI9wmoQMcYsViuM5hMxoCFzkQAvD_BwE > Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9 94.pdf>. Acesso em: 17 de julho de 2018
·         EVASÃO ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO ALCANÇA 11% DO TOTAL DE ALUNOS, APONTAM DADOS DO CENSO. G1.COM. Disponível: <https://g1.globo.com/educacao/noticia/abandono-no-ensino-medio-alcanca-11-do-total-de-alunos-apontam-dados-do-censo-escolar.ghtml> Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         HORTA, José Silvério Baia. Direito à educação e obrigatoriedade escolar. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 104, p. 5-34, 1998.
·         GOVERNO LANÇA REFORMA DO ENSINO MÉDIO; VEJA DESTAQUES. G1.COM. Disponível em: <https://g1.globo.com/educacao/noticia/temer-apresenta-medida-provisoria-da-reforma-do-ensino-medio-veja-destaques.ghtml> Acesso em 19 de julho de 2018.
·         ÍNDICE DE ALUNOS QUE ABANDONAM ESNSINO MÉDIO NO BRASIL É O DOBRO DE OUTROS PAÍSES. O GLOBO. Disponível em:<https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/indice-de-alunos-que-abandonam-ensino-medio-no-brasil-o-dobro-de-outros-paises-21810388#ixzz5LicLuthZ> Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         MEC DIVULGA DADOS DO CENSO ESCOLAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA. EU ESTUDANTE, CORREIO BRAZILIENSE. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ultimasnoticias_geral/63,104,63,78/2018/01/31/ensino_educacaobasica_interna,656887/mec-divulga-pesquisa-sobre-censo-escolar-da-educacao-basica.shtml> Acesso em 18 de julho de 2018.
·         NOVO ENSINO MÉDIO FACILITA FORMAÇÃO TÉCNICA. FOLHA DE SÃO PAULO. Disponível em: <http://estudio.folha.uol.com.br/ensino-medio-base-nacional/2017/10/1926221-novo-ensino-medio-facilita-formacao-tecnica.shtml > Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         O QUE MUDA COM A REFORMA DO ENSINO MÉDIO. O GLOBO. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/o-que-muda-com-reforma-do-ensino-medio-20900752> Acesso em: 19 de julho de 2018.
·         SANTOS. R.R. BREVE HISTÓRICO DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL. SEMINÁRIO CULTURA E POLÍTICA NA PRIMEIRA REPÚBLICA: CAMPANHA CIVILISTA NA BAHIA. 2010



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.


Postagens Populares