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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Witzel foi quem mais lucrou com o sequestro do ônibus 2520 no Rio.



Sobre o sequestro do ônibus 2520 no Rio de janeiro, tudo que vimos até o momento foi uma excelente ação coordenada da polícia carioca. Primeiro abriu-se uma negociação com o sequestrador e durante esse processo alguns reféns foram libertados sem dano algum aparente. Depois em uma outra etapa da operação o bandido foi abatido por um tiro certeiro de um sniper do BOPE. Levando em conta o risco aparente que as 37 pessoas sequestradas estavam correndo, afinal até então sabia-se que o criminoso estava armado de uma pistola- que depois foi confirmada ser de brinquedo – um taser e ainda portava garrafas com gasolina o que poderia causar um incêndio no ônibus cheio de reféns. Ou seja, a estratégia e precisão das equipes da polícia levou a um desfecho vitorioso levando em conta que o sequestrador foi abatido e os reféns foram libertados sem nenhum ilesos.

Tudo que posso dizer sobre essa operação é que a polícia do Rio está de parabéns pelo excelente trabalho realizado. Mas infelizmente a ação política do governador chegando ao local de helicóptero comemorando a ação como se estivesse em um estádio de futebol foi um ponto negativo neste processo. Uma figura patética e inconsequente tirando uma casquinha da ação bem-sucedida da polícia. A figura patética de Wilson Witzel infelizmente foi quem mais lucrou com essa ação, eleitoralmente ele está sendo retratado como um herói, levando em conta que ele defende o uso de snipers para combater os criminosos no Rio. Ou seja, não seria exagero pensar que Witzel esperava ansiosamente por esse momento, um evento midiático que de alguma forma confirmasse seu discurso, e que fortalece seu argumento do uso da força.
A figura patética comemorando o desfecho da operação policial mostra nitidamente um político que tem um ganho eleitoral avassalador com toda essa situação crítica.

Sobre o sequestro do ônibus 2520 no Rio de janeiro, tudo que vimos até o momento foi uma excelente ação coordenada da polícia carioca. Primeiro abriu-se uma negociação com o sequestrador e durante esse processo alguns reféns foram libertados sem dano algum aparente. Depois em uma outra etapa da operação o bandido foi abatido por um tiro certeiro de um sniper do BOPE. Levando em conta o risco aparente que as 37 pessoas sequestradas estavam correndo, afinal até então sabia-se que o criminoso estava armado de uma pistola- que depois foi confirmada ser de brinquedo – um taser e ainda portava garrafas com gasolina o que poderia causar um incêndio no ônibus cheio de reféns. 

Ou seja, a estratégia e precisão das equipes da polícia levou a um desfecho vitorioso levando em conta que o sequestrador foi abatido e os reféns foram libertados sem nenhum ilesos.

Tudo que posso dizer sobre essa operação é que a polícia do Rio está de parabéns pelo excelente trabalho realizado. Mas infelizmente a ação política do governador chegando ao local de helicóptero comemorando a ação como se estivesse em um estádio de futebol foi um ponto negativo neste processo. Uma figura patética e inconsequente tirando uma casquinha da ação bem-sucedida da polícia. A figura patética de Wilson Witzel infelizmente foi quem mais lucrou com essa ação, eleitoralmente ele está sendo retratado como um herói, levando em conta que ele defende o uso de snipers para combater os criminosos no Rio. Ou seja, não seria exagero pensar que Witzel esperava ansiosamente por esse momento, um evento midiático que de alguma forma confirmasse seu discurso, e que fortalece seu argumento do uso da força.

A figura patética comemorando o desfecho da operação policial mostra nitidamente um político que tem um ganho eleitoral avassalador com toda essa situação crítica.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital. 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Vocês se lembram? / Policiais Militares consideram performance artística um crime contra o patrimônio público (2011).



A polícia Militar do estado de São Paulo deu um exemplo claro de como o Estado brasileiro ainda é regido pela égide de um regime militar herdado dos colaboradores do golpe de 1964. Um artista faz uma performance utilizando um instrumento análogo a uma arma com uma flor no cano. O cidadão usava um pano para cobrir o rosto e estava em cima de um orelhão da empresa de telefonia “Telefonica.” O cidadão é derrubado do orelhão por um dos policiais e imediatamente retira sua mascara e de cara limpa questiona os policiais as razões de estar sendo impedido de se manifestar. Os conservadores simpatizantes da ação policial podem alegar que ele estava depredando patrimônio publico, o que não condiz com a realidade. O patrimônio pertence a uma empresa privada - o que não vem ao caso, pois é patrimonio de alguém - e não foi depredado.  Isso sem contar o clichê da falta de educação dos policiais ao conversar com os populares. O ato ocorreu no dia 30 de abril de 2011, mas não parece ter perdido sua validade.

Leia abaixo uma transcrição do dialogo entre o policial e o arista:
Ao ser derrubado pelo policial:

Artista: “Eu não sou protestante, eu sou um artista e um cidadão que tem direitos que você está desrespeitando como policial.
Policial: “Qual é o seu direito?”
Artista: “O meu direito é ir e vire, meu direito é me expressar e expressar como eu quero..
Policial: “Se expressa em casa então..”
Artista: “Não, por quê? Quem determina o lugar é você?
Policial: “Sim”
Artista: “Não, não é você que determina você me serve, você me serve como policial, você é pago para servir todos aqui ao seu redor, como todos estamos reunidos aqui. Vamos fazer o seguinte, como estamos conversando. Não queira me levar numa salinha onde você tem um abuso de autoridade sobre mim, onde as pessoas não têm o olhar sobre mim, sobre aquilo que você realmente gostaria de fazer, ta?


Artista mostrando a lei par aos policiais.
Acho importante as pessoas se manifestarem a esse respeito, eu tenho grandes amigos policiais militares e respeito suas carreiras, mas acho que uma sociedade que preze pela liberdade de expressão, não deve ostentar agentes de segurança pública que se escondem atrás de distintivos e divisas militares. Isso é no mínimo antiético com uma população civil -  mas essa discussão fica para outro artigo que estou preparando.

No entanto ainda acho de vital importância para esse artigo que já se tornou demasiado grande que o ato de protesto desse individuo visa por em cheque a chamada Operação Delegada, que autoriza a Polícia Militar a reprimir a atividade de artistas que não possuam alvará para exercê-la, por equipá-la-á a uma atividade comercial. É bom que se esclareça que essa medida foi tomada em um convenio entre o  governo do estado e a prefeitura de São Paulo, e que segundo o artista – e qualquer outra pessoa de bom senso – é anticonstitucional - e por que não dizer, nazista. Artistas de rua de todos os tipos vem sendo reprimidos pelos policias que conta com a ajuda de policiais de folga. Se o PM interessado for praça, recebe R$ 12,33 por hora trabalhada na operação; se for oficial, a remuneração extra é de R$ 16,45 por hora. Antes, apenas guardas civis metropolitanos podiam realizar esse tipo de fiscalização.
fontes:


Assista a ação policial na integra gravada pelo celular de um dos presentes:






André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência

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