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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Dicas de Inglês: "Mineiro" em inglês é "Highlander".




Quando temos que traduzir de uma língua estrangeira para o português, adjetivos pátrios como: brasileiro, americano, inglês, português, etc, geralmente temos versões desses termos em nossa língua, portanto, isso não é um grande problema.

Quando temos um texto dizendo "The Brazilians are happy", simplesmente dizemos "os brasileiros são felizes". No entanto, quando temos que traduzir adjetivos relacionados a cidade ou ao estado da pessoa, geralmente não temos uma correspondência exata para esse termo, o  que nos faz traduzir inversamente uma frase do tipo "os paulistas estão preocupados", para o inglês por exemplo, como algo assim, "the people from the state of São Paulo are worried".

Pensando nisso, uma pergunta me ocorreu. Eu sou mineiro, porque nasci no estado de Minas Gerais. Sabemos que mineiro é antes de mais nada, uma profissão que eventualmente serve como adjetivo pátrio, para o habitante do estado de Minas Gerais. Se formos traduzir esse termo isolado para o inglês temos um termo correspondente, "miner" que se refere à profissão de uma pessoa que trabalha em uma mina de extração de minérios.

No entanto, sabemos que o adjetivo "mineiro" assim como o próprio termo "brasileiro" são discrepâncias linguísticas que se consolidaram historicamente por ter relação com os nomes do estado e do país que eles representam. Para quem não sabe, "brasileiro" é a designação de um ofício, era assim que eram chamados os comerciantes de pau-brasil no inicio da exploração portuguesa do nosso território.

Ou seja, se fossemos levar em conta a regra corrente de adjetivos pátrios da língua portuguesa, o termo mais adequado para designar o habitante do Brasil, seria brasiliano - aliás este termo é aceito como alternativa a “brasileiro” segundo o dicionário Aurélio - como é "americano" para América, "peruano" para o Peru, "angolano" para Angola, etc.

Óbvio que temos outros casos de sufixos usados para denominar os habitantes dos países, como "ês" assim como "português" para Portugal, "finlandês" para Finlândia, "escocês" para a Escócia ou "inglês" para Inglaterra. Temos também alguns adjetivos pátrios que não usam esses prefixos, como "alemão" para Alemanha, "argentino" para Argentina. Notamos que não há o sufixo "eiro" para adjetivos pátrios, pois esse sufixo geralmente nomeia profissionais de algumas áreas, como "ferreiro", "jardineiro", "torneiro", "relojoeiro", sendo assim "brasileiro" e "mineiro" são exceções no mundo dos adjetivos pátrios.

Pensando nisso, qual seria a melhor correlação de um adjetivo em inglês para o habitante de Minas Gerais? 

Sabemos que nesse caso a melhor opção para uma tradução desse termo, seria não traduzir, mantendo o adjetivo original ou, se referindo ao habitante do estado de Minas Gerais "people from Minas Gerais".

Entretanto, também sabemos, que o estado de Minas Gerais tem esse nome pelo fato de ter sido uma região de exploração de ouro e outros minérios no século XVII, e foi o centro comercial da Colônia nesse período o que levou a Metrópole a denominar essa área de as "Minas Gerais" em oposição ás "minas particulares"

No entanto, não foi esse o único gentílico usado pelos habitantes de Minas. Há outros nomes históricos que surgiram relacionando ao terreno local. A região de Minas Gerais já foi chamada de "Terra das Alterosas", devido à morfologia local que é quase em sua totalidade tomada por montanhas e serras. Alterosa, se refere à altura, terras altas, assim como na Escócia temos o termo Highlands (terras altas) para denominar o mesmo tipo de terreno. Os habitantes das "Highlands' são os "Highlanders".

Resumindo tudo isso, a melhor tradução de "mineiro" para o inglês é, levando em conta sua história e sua morfologia, "Highlander". Mantendo inclusive a discrepância linguística, afinal o sufixo "er" é usado em inglês para se referir geralmente à profissões como "writer", "singer", "gardener", "teacher", etc.




Obrigado.

Fontes:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/adjetivos-gentilicos-e-patrios


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.


domingo, 15 de novembro de 2015

Por que a maioria dos “metaleiros” aprendem inglês sem se esforçar?




Muitas pessoas aprendem inglês sem ir à escola. Isso porque pessoas assim possuem um interesse pela língua que ultrapassa as barreiras da necessidade profissional. Um fã de Heavy Metal, por exemplo, busca entender o que está ouvindo, o que seu cantor favorito diz na letra das suas musicas. Esse cara não precisa fazer muito esforço para aprender inglês. Quando adolescentes gostam de Heavy Melal, suas vidas se resumem a isso. 

O Heavy Metal pode ser dividido em três etapas. A primeira ocorre na adolescência, é a fase mais radical do processo, onde o adolescente se torna um fã do estilo e não aceita nada que possa ser diferente daquilo, é tipo um “nazismo” musical. É inaceitável ouvir algo que não seja considerado Heavy Metal. É a fase onde o individuo possui uma grande necessidade de mostrar seu engajamento, usando roupas pretas, cabelos longos e fazendo tipo de mauzão. 

Depois desse período temos a fase adulta, onde a pessoa começa a encarar a sociedade em que vive, e começa a ter insights que o obriga a considerar a necessidade de se integrar ao meio, pois a banda que ele havia montado na adolescência nunca saiu da garagem e novas responsabilidades começam a surgir. Nessa fase a pessoa se toca que é necessário trabalhar para se sustentar e é preciso encontrar alguém que queira dividir uma vida e se livrar da solidão. Isso tudo implica em concessões. Nem todas as garotas interessantes ouvem Heavy Metal. 

A terceira fase é aquela onde você se desvencilha totalmente do seu estilo de vida “metaleiro” e apesar de ainda ouvir Heavy Metal, você parece uma pessoa normal quando anda pelas ruas. É claro que eu generalizei, há pessoas que nunca saem da primeira fase. Continuam isolados e refratários a qualquer coisa que não seja da cena, e todas as bandas novas que surgem são horríveis. Começam a repetir mantras do tipo. “Ninguém mais faz um som como o Black Sabbath hoje em dia.” “É tudo porcaria o que se chama de Metal hoje.” Eu diria que esse é o principal sintoma de que você esta ficando velho. 




Se você teve uma adolescência assim e não se tornou um músico famoso de Heavy Metal, você chegará à terceira fase do processo com algumas vantagens sobre os outros que estão lutando feito um louco para aprender inglês porque seu trabalho exige uma segunda língua. Apesar de nunca ter sido um exemplo de aluno, você domina o inglês sem nunca ter frequentado um curso. No entanto, tendo professores ilustres como Ozzy Osborne, Bruce Dickinson, Robert Plant, Jon Bon Jovi, James Hetfield e outros do panteão de vocalistas do Heavy Metal. 


Essa vantagem não é pouca coisa. Hoje em dia a maior dificuldade na hora de aprender uma língua estrangeira, é a falta de engajamento por parte do aluno. As razões profissionais são muito fortes para alguém ajuntar motivos para aprender inglês, no entanto, muitos alunos de inglês se queixam da chatice que é aprender um idioma. “Se não fosse pelo trabalho eu não faria esse curso.” Dizem muitos deles. 

O ex adolescente “metaleiro” na maior parte das vezes viu a aprendizagem do inglês como algo divertido e necessário pois, todo mundo nessa fase quer montar uma banda e ficar famoso como o Metallica. Essa motivação é muito grande para uma pessoa. É quase um compromisso religioso.


Lógico que há outros motivos que fazem uma pessoa se engajar na hora de aprender um idioma. Há aqueles que são apaixonados por filmes e têm o sonho de entender tudo sem precisar de legendas. Há aqueles que por motivos profissionais começam a estudar inglês e de repente se vêem apaixonados pela língua. Há aqueles que, por um mistério da natureza simplesmente amam o inglês e não têm dificuldades em aprender. 


Portando fica aqui a dica para quem quer aprender inglês. Procure um engajamento maior, um compromisso maior com o idioma. Como encontrar esse engajamento? Isso fica por conta de cada um. Cada indivíduo sabe do que gosta e porque gosta. Com o advento da sociedade global ficou muito fácil encontrar motivos concretos para aprender inglês. Dentro de pouco tempo quem não souber se expressar em inglês será considerado um tremendo de um analfabeto. E também para os professores de inglês que se queixam da falta de interesse de seus alunos. Tente deixar claro para eles que não têm muitas opções. Seu sucesso profissional depende disso. E use sempre que possível algo pelo qual eles se interessam. Isso é importantíssimo para manter a motivação sempre em dia. Agora, se esse aluno mesmo com todo seu esforço próprio e energia desprendido pelo seu professor não aprende, infelizmente fica difícil. A velha máxima pedagogia diz, que “não adianta ensinar quem não está disposto a aprender.”


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

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