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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Testament - Titans of Creation, o novo álbum dos veteranos do Trash Metal



Titans Of Creation von TESTAMENT - informieren und kaufen bei ...


Os veteranos do Trash Metal americano acabam de lançar "Titans of Creation" seu 13º trabalho. O álbum não foge muito ao estilo de seu antecessor “Brotherhood of the snake”, com riffs matadores, um baixo muito presente e o inconfundível vocal de Chuck Billy.

Ou seja, se você já é fã do TESTAMENT, principalmente dos álbuns pós “The Gathering” não vai se decepcionar, outros podem dizer que faltou criatividade, outros podem ainda dizer que nunca conseguirão lançar um “Practice what you preach” novamente, e são afirmações coerentes, no entanto falamos de uma banda mais madura e que nunca deixou de evoluir tecnicamente. Estão entre os melhores músicos de Trash Metal da atualidade e só por isso já valeria muito a pena ouvir esse novo trabalho.

Destaco a faixa de abertura “Children of the next level” que tem um riff forte e uma melodia de vocal que lembra bastante os trabalhos antigos da banda. O clipe dessa música se trata de um cartoon muito criativo. A segunda música “WWIII” segue na mesma toada com um refrão destruidor.

A terceira música “Dream Deceiver” chama a tenção por ter o refrão bem parecido com “He’s a woman, she’s a man” do SCORPIONS. A próxima faixa é “Night of the Witch” a primeira ser disponibilizada nas plataformas de streaming, é uma música bem pesada e intrincada, uma das melhores. “City of Angels” é uma música mais cadenciada, quase uma balada, mas tem um riff bem pesado. “Instar’s gate” lembra a época do “New Order”.

As músicas seguintes seguem o mesmo estilo vigoroso, algumas mais cadenciadas e outras mais rápidas no velho estilo que os consagrou. A música final “Catacombs” é instrumental e não tem muito a ver com o restante do trabalho, creio que foi somente uma forma de fechamento para o álbum. 

Cabe destacar a bela ilustração da capa do álbum que foi feita novamente por Eliran Kantor, que também assinou “Dark roots of Earth” e Brotherhood of the Snake”.

Enfim, trata-se de um ótimo álbum, eles conseguiram manter o estilo pesado, técnico e inconfundível que os fizeram respeitados mundo afora como legítimos representantes da cena Trash oitentista dos EUA.


Assista “Children of the next level”:
https://www.youtube.com/watch?v=C9hDhc1Bd4U                                 


Assista o clipe de "Children of the next level":



Track list – Titans of Creation – Testament


1       - Chidren Of The Next Level 
2       - WWIII      
3       - Dream Deceiver
4       - Night Of The Witch    
5       - City Of Angels  
6       - Ishtar’s Gate     
7       - Symptoms        
8       - False Prophet   
9       - The Healers      
10     - Code Of Hammurabi  
11     - Curse Of Osiris 
12     - Catacombs


Line up - Testament

Chuck Billy – Vocals
Eric Peterson – Guitars
Alex Skolnick – Guitars
Steve Di Giorgio – Bass
Gene Hoglan – Drums



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Mulheres no Metal: A revolução feminina no Metal.

Imagem- Stanley Creation



Hoje em dia parece até comum ver uma banda de Heavy metal com vocal feminino, na verdade, de uma certa forma já até virou moda. Por outro lado, acho que demorou muito para que a as mulheres adentrassem à cena.

Para os detratores –  velhos e atuais – dos vocais femininos no Heavy Metal, as mulheres nunca passaram de simples adornos de palco. Veja as bandas clássicas dos anos 80, um Blackie Lawless fazendo uma performance bizarra com uma mulher nua no palco, os caras do KISS tirando uma casquinha de umas boazudas durante o show, sem contar as letras de algumas músicas dessas bandas que deixariam alguns fanqueiros com inveja.
Creio que o movimento chamado de “Glam Rock” que tinha como representantes mais ilustres, o MOTLEY CRUE e o próprio KISS, ilustra bem a utilização das mulheres como forma de atiçar os hormônios da garotada nos anos 80s. No entanto, mesmo nessa época já podíamos ouvir uma voz feminina ou outra que berrava em meio a enxurrada de trogloditas cabeludos.

DORO PESH, por exemplo, capitaneava a banda alemã WARLOCK nos idos dos anos 80s, nessa época pode-se dizer que era um grande feito, no entanto, a voz da vovó Dorothee (Este é o nome verdadeiro dela) mesmo quando desfrutava de sua juventude, nunca soou suave e doce como se espera geralmente da voz de uma mulher, mas sim como a de um brutamonte afeminado. Alguns poderiam até não identificar se Doro era uma mulher tentando ser um homem ou um homem que parecia uma mulher. – Eu mesmo me recordo de quando peguei um disco do WARLOCK em minhas mãos – em minha juventude – e ao olhar apara a foto da banda, nem mesmo me atentei para o fato de que a vocalista era uma mulher, pois todos os integrantes se vestiam como tal.

Aliás, como curiosidade, todos os caras do “Glam Rock” tinham uma postura e um comportamento afeminado. Às vezes, pareciam drag queens drogadas demais para notarem que usavam uma lingerie rasgada por cima de uma calça de látex.
Durante toda década de 1980, outras vozes femininas pululavam aqui e ali, JOAN JET, se sobressaia como guitarrista e líder do THE RUNNUWAYS, até que com o fim da banda seguiu sua carreira também como cantora. A outra guitarrista desta banda, LITA FORD, também decidiu continuar em carreira solo e, gravou um álbum de Hard Rock de relativo sucesso. Na Inglaterra, a banda feminina GIRLSCHOOL vinha ganhando reconhecimento com a ajuda do pessoal do MOTORHEAD.

Mas foi somente no final dos anos 90s, grosso modo, que as mulheres começaram a se mostrar como mulheres de verdade, muitas vezes, usando sua voz suave e serena em um estilo que apregoava o peso e a agressividade. Para os críticos desta nova leva de mulheres cantoras, eu só tenho a dizer que, elas demoraram, mas chegaram. E chegaram, não para tirar o peso e a agressividade do Metal, mas para enriquecer e dar mais contraste a este estilo que sempre se pautou pela quebra de barreiras.
Um dos maiores críticos das mulheres rockeiras certamente é Paul Stanley, aquele afeminado guitarrista e vocalista do KISS, que certa vez disse. “Nunca pensei que alguém que não tenha saco pudesse fazer Rock n’Roll.” Não sabemos se o Sr. Stanley está se rendendo ao boom das mulheres no Rock de uma forma irônica, ou está fazendo uma dura crítica a esse fenômeno.

Se considerarmos o espaço que as mulheres têm hoje dentro da cena, e o fato de o número de mulheres atuando como protagonistas em suas bandas, escrevendo e criando coisas novas, é notório que elas chegaram para conquistar seu lugar de direito dentro da cena e dar um basta no machismo crônico que sempre dominou esse estilo.



    André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

domingo, 15 de novembro de 2015

Por que a maioria dos “metaleiros” aprendem inglês sem se esforçar?




Muitas pessoas aprendem inglês sem ir à escola. Isso porque pessoas assim possuem um interesse pela língua que ultrapassa as barreiras da necessidade profissional. Um fã de Heavy Metal, por exemplo, busca entender o que está ouvindo, o que seu cantor favorito diz na letra das suas musicas. Esse cara não precisa fazer muito esforço para aprender inglês. Quando adolescentes gostam de Heavy Melal, suas vidas se resumem a isso. 

O Heavy Metal pode ser dividido em três etapas. A primeira ocorre na adolescência, é a fase mais radical do processo, onde o adolescente se torna um fã do estilo e não aceita nada que possa ser diferente daquilo, é tipo um “nazismo” musical. É inaceitável ouvir algo que não seja considerado Heavy Metal. É a fase onde o individuo possui uma grande necessidade de mostrar seu engajamento, usando roupas pretas, cabelos longos e fazendo tipo de mauzão. 

Depois desse período temos a fase adulta, onde a pessoa começa a encarar a sociedade em que vive, e começa a ter insights que o obriga a considerar a necessidade de se integrar ao meio, pois a banda que ele havia montado na adolescência nunca saiu da garagem e novas responsabilidades começam a surgir. Nessa fase a pessoa se toca que é necessário trabalhar para se sustentar e é preciso encontrar alguém que queira dividir uma vida e se livrar da solidão. Isso tudo implica em concessões. Nem todas as garotas interessantes ouvem Heavy Metal. 

A terceira fase é aquela onde você se desvencilha totalmente do seu estilo de vida “metaleiro” e apesar de ainda ouvir Heavy Metal, você parece uma pessoa normal quando anda pelas ruas. É claro que eu generalizei, há pessoas que nunca saem da primeira fase. Continuam isolados e refratários a qualquer coisa que não seja da cena, e todas as bandas novas que surgem são horríveis. Começam a repetir mantras do tipo. “Ninguém mais faz um som como o Black Sabbath hoje em dia.” “É tudo porcaria o que se chama de Metal hoje.” Eu diria que esse é o principal sintoma de que você esta ficando velho. 




Se você teve uma adolescência assim e não se tornou um músico famoso de Heavy Metal, você chegará à terceira fase do processo com algumas vantagens sobre os outros que estão lutando feito um louco para aprender inglês porque seu trabalho exige uma segunda língua. Apesar de nunca ter sido um exemplo de aluno, você domina o inglês sem nunca ter frequentado um curso. No entanto, tendo professores ilustres como Ozzy Osborne, Bruce Dickinson, Robert Plant, Jon Bon Jovi, James Hetfield e outros do panteão de vocalistas do Heavy Metal. 


Essa vantagem não é pouca coisa. Hoje em dia a maior dificuldade na hora de aprender uma língua estrangeira, é a falta de engajamento por parte do aluno. As razões profissionais são muito fortes para alguém ajuntar motivos para aprender inglês, no entanto, muitos alunos de inglês se queixam da chatice que é aprender um idioma. “Se não fosse pelo trabalho eu não faria esse curso.” Dizem muitos deles. 

O ex adolescente “metaleiro” na maior parte das vezes viu a aprendizagem do inglês como algo divertido e necessário pois, todo mundo nessa fase quer montar uma banda e ficar famoso como o Metallica. Essa motivação é muito grande para uma pessoa. É quase um compromisso religioso.


Lógico que há outros motivos que fazem uma pessoa se engajar na hora de aprender um idioma. Há aqueles que são apaixonados por filmes e têm o sonho de entender tudo sem precisar de legendas. Há aqueles que por motivos profissionais começam a estudar inglês e de repente se vêem apaixonados pela língua. Há aqueles que, por um mistério da natureza simplesmente amam o inglês e não têm dificuldades em aprender. 


Portando fica aqui a dica para quem quer aprender inglês. Procure um engajamento maior, um compromisso maior com o idioma. Como encontrar esse engajamento? Isso fica por conta de cada um. Cada indivíduo sabe do que gosta e porque gosta. Com o advento da sociedade global ficou muito fácil encontrar motivos concretos para aprender inglês. Dentro de pouco tempo quem não souber se expressar em inglês será considerado um tremendo de um analfabeto. E também para os professores de inglês que se queixam da falta de interesse de seus alunos. Tente deixar claro para eles que não têm muitas opções. Seu sucesso profissional depende disso. E use sempre que possível algo pelo qual eles se interessam. Isso é importantíssimo para manter a motivação sempre em dia. Agora, se esse aluno mesmo com todo seu esforço próprio e energia desprendido pelo seu professor não aprende, infelizmente fica difícil. A velha máxima pedagogia diz, que “não adianta ensinar quem não está disposto a aprender.”


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Metalhead – Filme Islandês retrata as desavenças psicológicas de uma fã de Heavy Metal.







Título: Málmhaus(Original)
Ano produção: 2013
Dirigido por: 
Estreia: 11 de outubro de 2013( Islândia) 
Duração: 97 minutos
Classificação:  14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Drama 
País de Origem: Islândia

Sei que não é o que se espera de um filme chamado Metalhead*, onde na capa tem a foto de uma mulher com uma maquiagem estilizada de Black Metal, mas este filme se trata de um drama familiar vivido por uma pequena família proprietária de uma fazenda de gado leiteiro no interior da Islândia. A protagonista é Hera, uma jovem que depois que perdeu seu irmão mais velho em um acidente com um trator, busca superar suas agruras ouvindo e compondo músicas de Heavy Metal. Estilo musical que seu irmão era fã. Hera passa a ter um comportamento agressivo e fugidio o que a faz entrar em choque com seus pais e com a pequena comunidade rural onde vive.

O filme retrata as varias esquisitices que Hera usa para tentar esquecer o trauma do passado. Mostra uma jovem mulher que não consegue acalentar sua dor e devido a sua característica misantropa não consegue estabelecer um vínculo social com seus conterrâneos e mesmo seus pais se tornam estranhos vivendo debaixo do mesmo teto, ou seja, uma Metalhead* por excelência, sem amigos e com apenas uma forma de se expressar, a música pesada. O diretor Ragnar Bragason foi muito feliz ao criar essa personagem que engloba em si as angustias que essa subcultura enfrenta para se sentir viva e parte de uma sociedade que a eles parece impossível de viver.

O drama se passa nos idos dos anos 90 onde bandas como JudasPriest, Megadeth, Metallica e Iron Maiden já possuíam uma legião de fãs ao redor do mundo e é com essa trilha sonora que Hera lida com suas mais profundas dores. E o contraste de seu comportamento arredio com a sociedade conservadora em que vive, pode ser vista como uma micro representação social de como esse estilo musical sobreviveu a anos de repressão por parte dos mais conservadores, e ainda conseguiu se extremar gerando até mesmo uma onda de vandalismos extremos praticado na Noruega por parte de grupos de fãs de Black Metal, até então a vertente mais extrema do Metal. Esse fato não deixa de influenciar Hera que passa a se comportar de forma ainda mais radical depois que assiste pela TV uma reportagem sobre igrejas que foram incendiadas na Noruega. Até estiliza uma maquiagem da mesma maneira que os músicos de bandas como Mayhem e companhia limitada usavam.

Metalhead* é um filme às vezes sombrio por demonstrar as profundezas mais inóspitas da nossa mente, e às vezes cômico quando lida com o comportamento exótico da protagonista, mas é sobretudo um filme sobre a perda e a devastação que isso pode causar na vida de uma pessoa e naqueles que vivem a seu redor. É um filme repleto de simbologias que permeiam o mundo do Heavy Metal e da psicologia de uma forma geral.

Mostra de forma singela os devaneios de uma sub cultura que só sobrevive ainda hoje porque ainda há adolescentes e jovens necessitando da ajuda de guitarras distorcidas e vocais guturais para conseguirem continuar vivendo, como diria a famosa frase sempre atribuída a Ozzy Osborne: "Enquanto houverem garotos chateados, o Heavy Metal continuará existindo."



Assista o Trailer:






*Metalhead - Um dos muitos nomes utilizado mundo afora para rotular o fã de Heavy Metal em geral.Leia matéria publicada nesse blog sobre terminologias usadas para se referir ao fã de Heavy Metal. Click Here

Pesquisa:
IMDB
Whiplash


Assista on line: Aqui

André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta atividades para todos os níveis.

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