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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Testament - Titans of Creation, o novo álbum dos veteranos do Trash Metal



Titans Of Creation von TESTAMENT - informieren und kaufen bei ...


Os veteranos do Trash Metal americano acabam de lançar "Titans of Creation" seu 13º trabalho. O álbum não foge muito ao estilo de seu antecessor “Brotherhood of the snake”, com riffs matadores, um baixo muito presente e o inconfundível vocal de Chuck Billy.

Ou seja, se você já é fã do TESTAMENT, principalmente dos álbuns pós “The Gathering” não vai se decepcionar, outros podem dizer que faltou criatividade, outros podem ainda dizer que nunca conseguirão lançar um “Practice what you preach” novamente, e são afirmações coerentes, no entanto falamos de uma banda mais madura e que nunca deixou de evoluir tecnicamente. Estão entre os melhores músicos de Trash Metal da atualidade e só por isso já valeria muito a pena ouvir esse novo trabalho.

Destaco a faixa de abertura “Children of the next level” que tem um riff forte e uma melodia de vocal que lembra bastante os trabalhos antigos da banda. O clipe dessa música se trata de um cartoon muito criativo. A segunda música “WWIII” segue na mesma toada com um refrão destruidor.

A terceira música “Dream Deceiver” chama a tenção por ter o refrão bem parecido com “He’s a woman, she’s a man” do SCORPIONS. A próxima faixa é “Night of the Witch” a primeira ser disponibilizada nas plataformas de streaming, é uma música bem pesada e intrincada, uma das melhores. “City of Angels” é uma música mais cadenciada, quase uma balada, mas tem um riff bem pesado. “Instar’s gate” lembra a época do “New Order”.

As músicas seguintes seguem o mesmo estilo vigoroso, algumas mais cadenciadas e outras mais rápidas no velho estilo que os consagrou. A música final “Catacombs” é instrumental e não tem muito a ver com o restante do trabalho, creio que foi somente uma forma de fechamento para o álbum. 

Cabe destacar a bela ilustração da capa do álbum que foi feita novamente por Eliran Kantor, que também assinou “Dark roots of Earth” e Brotherhood of the Snake”.

Enfim, trata-se de um ótimo álbum, eles conseguiram manter o estilo pesado, técnico e inconfundível que os fizeram respeitados mundo afora como legítimos representantes da cena Trash oitentista dos EUA.


Assista “Children of the next level”:
https://www.youtube.com/watch?v=C9hDhc1Bd4U                                 


Assista o clipe de "Children of the next level":



Track list – Titans of Creation – Testament


1       - Chidren Of The Next Level 
2       - WWIII      
3       - Dream Deceiver
4       - Night Of The Witch    
5       - City Of Angels  
6       - Ishtar’s Gate     
7       - Symptoms        
8       - False Prophet   
9       - The Healers      
10     - Code Of Hammurabi  
11     - Curse Of Osiris 
12     - Catacombs


Line up - Testament

Chuck Billy – Vocals
Eric Peterson – Guitars
Alex Skolnick – Guitars
Steve Di Giorgio – Bass
Gene Hoglan – Drums



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Gotthard – Banda suíça lança “#13” seu décimo terceiro álbum.

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Em um país conhecido pela sua estabilidade financeira e alta qualidade de vida não poderia passar sem nenhum representante do bom e velho Rock N’ Roll. Para quem não sabe, é da Suíça a lendária banda de hard Rock KROKUS.

Mas hoje são os seus conterrâneos do GOTTHARD que merecem destaque. A banda foi formada em 1989 na cidade de Lugano, pelo vocalista Steve Lee e o guitarrista Leo Leoni. Uma tragédia ocorreu no dia 05 de outubro de 2010 em Nevada nos EUA, quando um caminhão desgovernado atinge uma série de motocicletas estacionadas e uma delas atinge o vocalista Steve Lee que morre no local.

Apesar da tragédia a banda continuou sua carreira recrutando Nic Maeder para o posto de frontman da banda. Desde então vêm lançando bons álbuns, como “Firebirth”(2012) e “Silver”(2017). Eles acabaram de lançar seu mais novo trabalho intitulado simplesmente de “#13” – afinal é o décimo terceiro álbum de inéditas do grupo.

O álbum segue a linha de sempre, um Hard Rock bem feito com riffs de guitarra bem interessantes, ótimos refrãos que lembram clássicos do estilo. A faixa que abre o disco é “Bad News”, uma ode oitentista, cadenciada e pesada com vocais bem encorpados. “Every time I die” mantem a mesma pegada, a letra parece falar de reencarnação, mas no fim notamos que é só uma paixão não correspondida – aliás as temáticas das letras, como todas as bandas de Hard Rock dos anos 80, giram em torno do mesmo assunto, mulheres, amores antigos e relacionamentos conturbados.

A terceira música é um pouco mais ousada, usa uns elementos percussivos menos comuns ao Hard Rock, vocalizações femininas muito sutis, e tem um refrão muito pegajoso. Assista o videoclipe no final dessa matéria.

Fizeram uma excelente versão para a clássica “S.O.S” do ABBA que se tronou uma bela balada Hard Rock.  “I Can’t say I’m sorry” também é uma daquelas músicas boas para tocar nas FMs.  As outras canções não destoam muito destas, talvez com um destaque para a “Rescue me” que tem uma levada mais exótica com o uso de violão e de percussão. São 15 faixas de puro Hard Rock que irá agradar os fãs tradicionais do estilo.




Tracklist #13 - Gotthard

1- Bad News
2- Every Time I Die
3- Missteria
4- 10.000 Faces
5- S.O.S
6- Another Last Time
7- Better Than Love
8- Save The Date
9- Marry You
10-Man On A Mission
11-No Time To Cry
12-I Can Say I´m Sorry
13-Rescue Me
14-No Time To Cry (Demo Version) (Bonus)
15-I Can Say I´m Sorry (Piano Version) (Bonus)



Line up – Gotthard

Leo Leoni – Guitar
Freddy Scherer – Guitar
Marc Lynn – Bass
Hena Habegger – Drums
Nic Maeder – Vocals



Assista o videoclipe da música Missteria do novo álbum do Gothard “#13:





Fontes:
Spotify - #13 - Gotthard

Site oficial do GOTTHARD

Nuclear Blast



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

Portrait One: Álbum Time é lançado pela banda paulistana


A banda paulistana PORTRAIT ONE lançou nas plataformas digitais, no final de 2019, seu mais novo trabalho intitulado "Time". Uma obra que, já de cara, impressiona pela qualidade dos músicos; afinal estamos falando de uma banda que vem atuando desde 1989 e já tem três demos na bagagem, todas lançadas na década de 90. Período em que foram escolhidos, mais de uma vez, para ser a banda de abertura de medalhões consagrados do Heavy Metal como, PAUL DI' ANNO, GAMMA RAY e BLIND GUARDIAN.

O lançamento de "Time" marca o ressurgimento da banda após alguns anos de hiato e com renovações importantes, por exemplo, a entrada do excelente vocalista Ricardo Cassal e uma pequena adição ao nome da banda, já que os direitos de uso do nome "Portrait" é de propriedade de uma grande empresa do ramo fonográfico. A partir de então a banda passou a se chamar PORTRAIT ONE, sem, no entanto, alterar de forma significativa seu clássico logotipo. (A título de curiosidade, há uma banda sueca, surgida em 2006, que também se chama Portrait", creio que também terão problemas com isso.)

Para quem gosta de se orientar por meio de rótulos, esta é uma obra de Heavy Metal Melódico, sendo que em vários momentos se aventuram em uma pegada mais progressiva, criando boas passagens intrincadas que vão agradar fãs de Prog Metal. Neste quesito, eu destacaria a faixa "Voices", "Shadows and Doubts" e "Mask".

O uso de teclado é intenso, mas bem dosado, cria uma atmosfera interessante que oscila entre sonorizações "psicodélicas" e sinfônicas. Creio que os fãs de Hard Rock clássico apreciarão as melodias cativantes dos refrãos, como em "Prision" e "I Believe" - que aliás conta com um lyric vídeo que você pode conferir aqui.

Em "Déjà Vu" temos um andamento mais cadenciado, quebrando um pouco a pegada Power Metal das primeiras músicas. A música conta com um coral marcante no refrão. Destacaria também a bela balada "Liberty (Mirror of Dreams)" que mostra a versatilidade de cada músico.

Em suma, não é novidade dizer que o Metal brasileiro sempre lutou para assumir seu lugar ao sol na indústria da música. E desde sempre tivemos excelentes bandas que representam essa resistência no mundo underground. O PORTRAIT ONE é uma destas que permanece na luta, compondo material autoral de qualidade a despeito das dificuldades.

"Time" é um trabalho digno de respeito e certamente merece destaque dentre os lançamentos nacionais de 2020. Você pode ouvi-lo em qualquer plataforma de streaming. O disco físico foi lançado pela Die Hard Records e pode ser adquirido no site oficial da loja.
Portrait One - I Believe (Lyric video)





Tracklist Time - Portrait One
1.Lord Of Time
2.Great Maker
3.I Believe
4.Prision
5.Déjà Vu
6.Thorns On The Way
7.Liberty (Mirror Of Dreams)
8.Voices
9.Pharisee
10.Shadows And Doubts
11.Mask


Line Up - Portrait One
Rinaldo Zupelli (Guitar)
Emerson Barcos (Bass)
Ricardo Cassal (Vocals)
Marcelo Rocha (Drums)
Théo Lima (Guitar)
Alexandre Lofiego (Keyboards).


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

TOTO – Um cover impressionante feito por músicos italianos.


Imagem: Italian Artists- Denis Potenza Youtube channel


Um grupo de músicos italianos, denominados simplesmente como ITALIAN ARTISTS, liderados pelo guitarrista e produtor musical Denis Potenza, disponibilizou em seu canal do Youtube em 2019 uma produção grandiloquente da clássica canção “Africa” da banda americana TOTO.

O arranjo foge bastante da canção original que é uma típica música pop de apelo comercial que, no entanto, nunca deixou de ter sua qualidade reconhecida no mundo do Rock. A versão conta com a participação de vários cantores italianos. Alguns com certa relevância em seu país, como a morena de exótica beleza Mara Bosisio, Federico Rankin, ex vocalista da banda YIKON e Samuele Noè cantor e pianista – que se parece muito com Jon Snow de Game of Thrones – dentre outros.

Os arranjos exploram bastante as diferentes vozes dos cantores além de trazer um instrumental intrincado e muito bem produzido. Contam com um quarteto de cordas, um piano bem presente e uma precursão que resgata o mesmo espírito tribal da música original, com um efeito mais cinematográfico. O vídeo também merece destaque, afinal é de uma produção digna de cinema, com todos os músicos reunidos em um tipo de galpão – ou um apartamento antigo sem mobília – estrategicamente posicionados como em um jogo de xadrez, e a câmera passeia entre eles mostrando o protagonismo de cada um, algo muito bonito visualmente.

A canção começa bem melancólica e reflexiva e vai ganhando peso e vigor no decorrer das estrofes. O segundo refrão já conta com um arranjo muito bom com todas as vozes trabalhando suas partes de forma harmônica.
Denis Potenza – que parece ser o idealizador do projeto – faz um solo de guitarra muito cativante e criativo, que se encaixa perfeitamente ao arranjo, substituindo o solo de teclado da canção original, levando a música para um andamento mais grandiloquente que tem seu desfecho em uma série repetitiva de refrãos que mantêm o entusiasmo dos músicos, e dos ouvintes, até o final.


O vídeo já ultrapassou um milhão de visualizações e continua chamando a atenção pela qualidade. O sucesso foi tanto que o grupo já produziu um outro trabalho semelhante, desta vez com a música “Iris” sucesso da banda GOO GOO DOLLS, trilha sonora do filme “Cidade dos anjos” (com Nicholas Cage). A nova produção foi disponibilizada no último dia 16 de fevereiro e já começa a ganhar atenção, mas creio que não supera o primeiro trabalho.

Assista o vídeo:





Fontes:
Yikon - Dead Crow Machine (official video HD):https://www.youtube.com/watch?v=PIpMaP7Kwxw


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Arch Enemy: Treta com fotógrafo: Quem está certo?





Parece que o espírito natalino e o clima de renovação de fim de ano não trouxeram boas vibrações para a banda ARCH ENEMY. Os suecos, por meio de sua manager – e ex-vocalista – Angela Gossow, vêm sendo protagonistas de uma treta monumental nas últimas semanas. E tudo por causa de uma discussão, aparentemente banal, sobre direito de uso de imagens.
O fotógrafo de J. Salmeron que cobre eventos para o site “Metal Blast” compartilhou uma foto de sua autoria da vocalista Alissa White-Gluz em um festival na Holanda. Até aí tudo bem, mas parece que hoje você não pode dar um click sem gerar uma rede de danos a sua imagem.
A loja “Thunderball Clothing” especializada em roupas para o público, e principalmente para artistas, de Heavy Metal, compartilhou a foto de Salmeron em seu perfil no Instagram anunciando e agradecendo Alissa White-Gluz por usar suas roupas e assessórios feitos especialmente para ela. Aí começa a treta. O fotógrafo se sentiu lesado ao ver que sua imagem estava sendo usada comercialmente sem sua permissão por uma loja de roupas.
J. Salmeron, que também é advogado, decidiu entrar em contato com a loja para cobrar seus direitos, e disse até mesmo que não estava interessado em mover uma ação contra a banda ou contra a loja, apesar de ter esse direito, e que estava até mesmo disposto a liberar o uso da imagem mediante a doação de € 100 (cem Euros – cerca de 447 Reais) para a Dutch Cancer Foundation (Fundação do Câncer da Holanda). Uma instituição de caridade que cuida de doentes com câncer. O problema, no entanto, não acabou por aí.
Angela Gossow, ex-vocalista da banda e atual manager, emitiu uma nota repudiando a cobrança e decidiu banir o fotógrafo dos shows da banda, dizendo que ele não é mais bem-vindo aos shows do ARCH ENEMY. E que outras bandas certamente não gostariam de ver um fotógrafo por perto tentando capturar imagens que depois seriam cobradas.
Essa saga ainda não termina aqui, pois há ainda capítulos dramáticos a seguir. O fotógrafo, agora convertido em “Arqui-inimigo” (não podia deixar de usar esse trocadilho) da banda e de sua legião de fãs apaixonados decide ir para guerra. Ele usou sua influência jornalística e até gravou um vídeo intitulado “How I got Banned from Photographing Arch Enemy” (Como fui proibido de fotografar o Arch Enemy) que foi publicado no site da “Metal Blast” onde ele explica sua versão dos fatos para os leitores (pode ser visto no Youtube).
Um outro capítulo dessa novela mexicana veio à tona essa semana quando Marta Gabriel, proprietária da loja Thunderball Clothinng, anunciou em seu site oficial que estava fechando as portas de seu negócio devido as várias manifestações de ódio que vinha recebendo via comentários por conta do episódio ocorrido entre a banda ARCH ENEMY e o fotógrafo J. Salmeron.
Ufa, creio que até o momento isso é tudo, mas acho que teremos outros capítulos desta saga em breve. A questão é que uma simples discussão por direito de uso comercial de uma imagem se tornou uma briga de egos. Quem está certo nesta história?
Não há dúvidas que juridicamente o fotógrafo está bem amparado. Ele é o dono dos direitos autorais da “famigerada” foto e, portanto, ninguém poderá usá-la com o intuito de ganhar dinheiro direta ou indiretamente sem o seu consentimento. Casos assim nos leva a refletir sobre como estão os direitos de usos de imagens hoje em dia. Tudo deve ser feito por meio de contratos assinados por ambas as partes, e mesmo assim, ainda temos casos de pessoas de má-fé que usam seus conhecimentos jurídicos para lucrar.
Não foi o caso do fotógrafo J. Salmeron, que estava disposto a liberar o uso de sua foto por meio de uma doação que iria para uma instituição de caridade. Não temos condições de julgar se esse ato é realmente uma prova de altruísmo do fotógrafo ou simplesmente vaidade pessoal, mas, o que não consigo concordar – e olha que quem vos escreve é um grande fã do ARCH ENEMY – com a recusa da banda em aceitar a proposta do cara. Afinal com € 100 tudo estaria resolvido.
Esta briga de narrativas está oxigenando os bastidores da cena nos últimos dias e de certa forma, mostrou que a internet realmente deu voz aos idiotas – como diria Umberto Eco. O efeito mais crítico dessa briga de Egos sãos as ameaças feitas pelos fãs mais ardorosos do ARCH ENEMY ao fotógrafo que vem sofrendo até ameaças de morte, segundo o próprio e, por outro lado, a avalanche de comentários de ódio recebidos pela proprietária da loja Thunderball Clothing que foi o motivo alegado por ela para encerrar seu negócio.
Ainda acho que a loja Thunderball Clothing volte a ativa novamente após a poeira baixar, com todo aparato necessário para que a empresa desfrute de sua popularidade após estes eventos e tenha um crescimento considerável em suas vendas, e não me custa acreditar que tudo isso não passe de uma bela de uma jogada de marketing. Afinal não é muito comum empresas que praticam grande parte de seus negócios na internet fechem, por uma simples onda de comentários negativos recebidos mediante um fato isolado. Mas para sabermos mais a respeito deveremos esperar pelos próximos capítulos. Até lá.

Fontes.



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Versão inusitada de "Crazy Nights" do Kiss no comercial da Smirnoff.



Crazy Night - Big Foote ft. Sun For Moon (Cover do Kiss)



Esta música foi lançada pela primeira vez em 1987 no disco homônimo - Crazy Nights - da banda americana Kiss. A versão original da música é tipicamente uma canção melódica com refrão pegajoso feito para tocar nas FMs para os adolescentes da época – pais de muitos leitores - escutarem a toda altura no rádio do carro. Devemos lembrar que essa era a época do Glam Rock e várias bandas se renderam a esses clichês. Com o Kiss não foi diferente. 

No entanto, a versão que temos aqui é no mínimo ousada, quebra todos os paradigmas da gravação original. O piano em ritmo lento e o vocal feminino quase gótico desfiguram a proposta original de festividade e grandiloquência que a música induz. 

Mas é justamente isso que a faz magnifica. Penso que se eu tivesse ouvido essa música sem ter primeiro tido contato com a original - afinal de contas eu fui um grande fã de Kiss na minha adolescência - teria certamente gostado da música. Essa versão ficou conhecida alguns anos atrás, como a música do comercial internacional da Smirnoff. Talvez você se lembre.

Foi produzida pela empresa Big Foote Music + Sound, que produz músicas para comerciais de TV e em 2012 até ganhou um prêmio publicitário em Nova York por essa versão de Crazy Nights. 

Charlene Ava
A dona da triste e bela voz é Charlene Ava, que participa do projeto com o pseudônimo "Sun for Moon," que parece ter sido um projeto musical dessa cantora. Ava é uma cantora profissional que trabalha na indústria da publicidade há tempos. Essa Crazy Nights é daquelas versões que se tornam muito diferente da original e por isso pode causar calafrios nos fãs mais radicais do estilo que a consagrou, no entanto, se você como musico ou apreciador de boa música, se desvencilhar desse preconceito, pode curtir a canção como se fosse a primeira vez que ouviu essa melodia, notará que ficou muito boa. 

Compare abaixo a versão com a voz de Charlene Ava, e em seguida ouça a canção original do Kiss.










Fontes:

No Youtube você pode comparar as duas versões.
·         Vídeo de Crazy Night feita para a propaganda da Smirnoff

·         Vídeo clipe da canção original do Kiss



·                     Site da “Sound Better: onde Charlene Ava disponibiliza seu portfólio como cantora profissional: https://soundbetter.com/profiles/18652-charlene-ava.
·                     Site “Really Good Vocals”: Website da própria Charlene Ava: http://www.reallygoodvocals.com/#about.
·                     Site Radiorama que disponibiliza músicas de comerciais: http://radiorama.com.br/?/musica/crazy-crazy-nights/smirnoff/.
·                     Site da produtora Big Foote Music + sound: http://www.bigfoote.com/.
·                     Site da Sonicscoop que noticiou a premiação da música Crazy Night em 2012: http://www.sonicscoop.com/2012/06/13/big-foote-nyc-wins-aicp-award-for-smirnoffs-crazy-nights-spot/.





    André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.


domingo, 8 de maio de 2016

Axl Rose no AC/DC - Não ficou tão ruim assim.




Vou dar meu pitaco sobre a apresentação do AC/DC com Axl Rose nos vocais. Como fã do AC/DC desde que eu era moleque, eu simplesmente fiquei abismado com tal escolha. Cara, o que que tem a ver Axl Rose no AC/DC? A primeira coisa que fiz quando li essa noticia em algum lugar foi procurar ver se era mais uma sacanagem do site SENSACIONALISTA, mas não era. Acho que a reação, principalmente dos fãs do AC/DC, foi a mesma. Como Assim? Simplesmente não dava nem para imaginar como ficariam as musicas do AC/DC cantada por Axl Rose. E ainda um Axl Rose velho e sem condições de uso, como ele vinha demonstrando nos anos anteriores quando ainda teimava em levar a banda Guns n' Roses adiante com músicos que encontrava por ai. Eis que então aparece a primeira gravação do show do AC/DC em Lisboa. A primeira que ouvi foi Back in Black. Como já era esperado, Não gostei do que ouvi. Achei que as melodias não estavam sendo respeitadas, mas como disse, isso era esperado de um fã incondicional do AC/DC, como eu. Mas depois apareceu pipocando pelo Facebook, Shoot to thrill. Já comecei a brigar comigo mesmo para dar mais uma chance pro cara. A musica ficou no mínimo bem cantada. 

Obvio que assistir uma apresentação do AC/DC sem o Brian Johnson já era difícil, e ainda ver um cara que até alguns meses atrás estava no ostracismo total, cantando no seu lugar foi muito barra pesada, mas ouvi novamente Shoot to Thrill. Dessa vez eu gostei um pouco mais, quando ouvi a música nova Rock or Bust, consegui curtir normalmente, ou seja, não vi tanta discrepância. A voz já parecia encaixar melhor e o timbre estava mais harmonizado.  

Ainda acho que o Axl não é a melhor escolha para os vocais do AC/DC, mas ele está fazendo um bom trabalho. Acho que o Rck n' Roll e o Heavy Metal é o estilo mais radical que existe, as vezes, os fãs se comportam mais como torcidas organizadas de futebol do que apreciadores de música. Por isso sempre vamos torcer o nariz para um integrante novo que entra na banda. Ainda mais quando esse é o vocalista. Acho que é difícil para um torcedor/fã do AC/DC deixar o preconceito de lado e ter um olhar crítico sobre o acontecimento. Mas é possível. Axl está cumprindo seu papel muito bem e me arrisco até a dizer, agora após a apresentação, que Axl se superou artisticamente.



Sobre as opiniões radicais destiladas pelos fãs da banda, creio que é muito compreensível pois, eu também achava a incompatibilidade entre AC/DC e Axl muito evidente. Creio que poderemos ficar tranquilos. Não acho que a banda dos irmãos Young vão mantê-lo na banda por mais tempo além dessa turnê. Parece que a escolha de Axl foi sim uma jogada de marketing. Afinal de contas é melhor substituir a voz de uma banda grandiosa como é o AC/DC por alguém que já tem também seu nome inscrito na história do Rock do que colocar um desconhecido, cujo único atributo é cantar bem. Imagine a decepção dos fãs que já haviam comprado os ingressos? Por mais que você odeie Axl Rose, ele faz parte dessa história e foi responsável por composições e interpretações magníficas em sua época áurea.


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

domingo, 6 de abril de 2014

Gotthard - O Hard Rock suíço bem representado novamente.






Em um país conhecido pela sua estabilidade financeira e alta qualidade de vida não poderia passar sem o bom e velho Heavy Metal e mais especificamente o Hard Rock. Para quem não conhece, da Suíça vem a lendária banda de hard Rock Krokus.
Mas hoje é o Gotthard que merece destaque. O Gotthard é uma banda formada em 1989 na cidade de Lugano, pelo vocalista Steve Lee e o guitarrista Leo Leoni que haviam deixado o Forsale e montam a banda Krak. Nesse período gravam um álbum que permanece até hoje sem ser lançado.
Mudam de nome pois o nome antigo lembrava bastante seus conterrâneos mais famosos aquela época (Krokus).
Steve Lee que morreu em acidente
nos EUA em 2010


Uma tragédia ocorreu no dia 05 de outubro de 2010 em Nevada nos EUA, quando um caminhão desgovernado atinge uma série de motocicletas estacionadas e uma delas atinge o vocalista Steve Lee que morre no local. 

A banda ficou incomunicável até janeiro de 2011 quando anunciaram que continuariam com a banda e em 20 de novembro de 2011 anunciaram um novo vocalista, o também suíço Nic Maeder.

A banda acaba de lançar seu mais novo álbum intitulado simplesmente de "Bang"


Discografia:

  • 1992: Gotthard
  • 1994: Dial Hard
  • 1996: G.
  • 1997: D'Frosted (Acoustic Album)
  • 1999: Open
  • 2001: Homerun
  • 2002: One Life One Soul (Best of Ballads)
  • 2003: Human Zoo
  • 2004: One Team One Spirit (Best of Album)
  • 2005: Lipservice
  • 2006: Made In Switzerland (Live Album)
  • 2007: Domino Effect
  • 2007: B-Sides '1992-2007'
  • 2009: Need To Believe
  • 2012: Firebirth
  • 2014: Bang


Assista abaixo um show fantástico da banda gravado durante a turnê de "Lipservise" ainda com o vocalista Steve Lee.


Clip oficial da musica "Feel what I feel" do álbum novo "Bang".




André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

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