Mostrando postagens com marcador AC/DC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AC/DC. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de maio de 2016

Axl Rose no AC/DC - Não ficou tão ruim assim.




Vou dar meu pitaco sobre a apresentação do AC/DC com Axl Rose nos vocais. Como fã do AC/DC desde que eu era moleque, eu simplesmente fiquei abismado com tal escolha. Cara, o que que tem a ver Axl Rose no AC/DC? A primeira coisa que fiz quando li essa noticia em algum lugar foi procurar ver se era mais uma sacanagem do site SENSACIONALISTA, mas não era. Acho que a reação, principalmente dos fãs do AC/DC, foi a mesma. Como Assim? Simplesmente não dava nem para imaginar como ficariam as musicas do AC/DC cantada por Axl Rose. E ainda um Axl Rose velho e sem condições de uso, como ele vinha demonstrando nos anos anteriores quando ainda teimava em levar a banda Guns n' Roses adiante com músicos que encontrava por ai. Eis que então aparece a primeira gravação do show do AC/DC em Lisboa. A primeira que ouvi foi Back in Black. Como já era esperado, Não gostei do que ouvi. Achei que as melodias não estavam sendo respeitadas, mas como disse, isso era esperado de um fã incondicional do AC/DC, como eu. Mas depois apareceu pipocando pelo Facebook, Shoot to thrill. Já comecei a brigar comigo mesmo para dar mais uma chance pro cara. A musica ficou no mínimo bem cantada. 

Obvio que assistir uma apresentação do AC/DC sem o Brian Johnson já era difícil, e ainda ver um cara que até alguns meses atrás estava no ostracismo total, cantando no seu lugar foi muito barra pesada, mas ouvi novamente Shoot to Thrill. Dessa vez eu gostei um pouco mais, quando ouvi a música nova Rock or Bust, consegui curtir normalmente, ou seja, não vi tanta discrepância. A voz já parecia encaixar melhor e o timbre estava mais harmonizado.  

Ainda acho que o Axl não é a melhor escolha para os vocais do AC/DC, mas ele está fazendo um bom trabalho. Acho que o Rck n' Roll e o Heavy Metal é o estilo mais radical que existe, as vezes, os fãs se comportam mais como torcidas organizadas de futebol do que apreciadores de música. Por isso sempre vamos torcer o nariz para um integrante novo que entra na banda. Ainda mais quando esse é o vocalista. Acho que é difícil para um torcedor/fã do AC/DC deixar o preconceito de lado e ter um olhar crítico sobre o acontecimento. Mas é possível. Axl está cumprindo seu papel muito bem e me arrisco até a dizer, agora após a apresentação, que Axl se superou artisticamente.



Sobre as opiniões radicais destiladas pelos fãs da banda, creio que é muito compreensível pois, eu também achava a incompatibilidade entre AC/DC e Axl muito evidente. Creio que poderemos ficar tranquilos. Não acho que a banda dos irmãos Young vão mantê-lo na banda por mais tempo além dessa turnê. Parece que a escolha de Axl foi sim uma jogada de marketing. Afinal de contas é melhor substituir a voz de uma banda grandiosa como é o AC/DC por alguém que já tem também seu nome inscrito na história do Rock do que colocar um desconhecido, cujo único atributo é cantar bem. Imagine a decepção dos fãs que já haviam comprado os ingressos? Por mais que você odeie Axl Rose, ele faz parte dessa história e foi responsável por composições e interpretações magníficas em sua época áurea.


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Heavy Metal: Ser headbanger é ser neurótico?

Imagem: Metaleiro Neurótico - André Stanley



Esse artigo foi originalmente publicado alguns anos atras no blog "Crisalidá de Aço", mas acho que o tema é legal para gerar discussões 

“Enquanto houverem garotos chateados, continuará a existir o Heavy Metal.” Assim profetizava Ozzy Osborne, o avô do Metal nos idos dos anos 80s. Buscava definir em uma frase toda a essência do Heavy Metal e creio não haver aforismo mais sábio que este.

Em 1984, época em que este estilo ganhava o mundo, um caso de suicídio chocou a opinião pública, quando os pais do dito suicida resolveram processar OZZY OSBORNE por induzir através de sua música o rapaz a tirar sua própria vida. Um ano depois o JUDAS PRIEST também enfrentou os tribunais por conta de dois fãs da banda que atiraram em suas próprias cabeças. O próprio Ozzy já havia estado antes em situação semelhante quando uma enfermeira teria se matado ao ouvir a música “Paranoid” do BLACK SABBATH. Outros casos como esses ocorreram posteriormente envolvendo bandas como, AC/DC e PINK FLOYD em mais de uma ocasião.

Culpar um estilo musical por fazer apologia ao suicídio parece uma solução interessante, sobretudo, para quem detesta tal música. Mas será que as famílias destes suicidas não querem mesmo é se redimirem da própria culpa?
A discussão seria mais proveitosa se analisássemos o perfil do fã de Metal. O popular “metaleiro” – como o próprio Ozzy nos alertou acima – é um sujeito chateado com a vida, alguém que precisa se libertar de alguma forma de algum tipo de prisão psicológica que o oprime. Neste sentido, a música pesada se torna uma espécie de válvula de escape e, sobretudo, uma forma de manifestação social, o headbanger quer ser ouvido e sua música é a única forma que encontra para que a sociedade o ouça.

Não acredito que o headbanger seja um suicida em potencial, como muitos especialistas da área de psicologia vêm cogitando. Afinal – e essa é uma constatação pessoal – de todas as pessoas do meu círculo de amizades que tentou ou consumou o ato suicida, nenhum deles era headbanger.
No entanto, há artigos científicos que afirmam que o fã de Metal “têm uma tendência significativamente mais alta" a ter comportamentos depressivos e é sabido que o fã de Heavy Metal, muitas vezes, se encontra oprimido demais dentro de uma sociedade essencialmente conservadora, hipócrita e fundamentalista, que valoriza cada vez mais, padrões irreais de beleza e do que é socialmente correto ou aceitável.

O fã de Metal é na verdade, uma pessoa que se sente incapaz de viver no mundo real desolador e tão diferente daquele que almeja, onde peculiaridades comportamentais são tidas como evasão social, e não como um ato de criatividade.

Muitos, quando ficam mais velhos caem na real e veem que o tão sonhado mundo épico estampados nas capas dos álbuns das bandas que gostam é apenas uma “utopia”, uma idealização subjetiva de um mundo onde somente ele é o protagonista. Talvez até um “mundo paralelo” criado para dar mais significado a sua vida.

Mas as vezes, algo errado acontece - muito raramente é verdade - ao enfrentarem esse choque de realidade, sua mente já fortemente abalada pela frustração e, muitas vezes, pela falta de apoio familiar e social acaba fazendo com que esses indivíduos se atirem nas garras da depressão e vez ou outra tenham pensamentos suicidas.

Creio que a questão que deve ser discutida é, será que o Heavy Metal é um estilo – não só musical, mas também um estilo de vida – que atrai pessoas neuróticas e por isso temos casos como estes citados acima? Ou esse estilo se presta como um fator terapêutico que ajuda essas pessoas neuróticas a ter uma vida mais segura – mesmo que de forma idealista – e até mesmo a fugir de qualquer pensamento suicida?

Não é meu papel esgotar esse debate, até mesmo porque, apesar de ser fã de Heavy Metal há algumas décadas, não sou especialista na área da psicologia, mas qualquer discussão dessa importância cabe a qualquer um envolvido na cena. Afinal a depressão se tornou uma questão de saúde pública e deve ser tradada com cuidado, e em qualquer tribo urbana da modernidade esse problema estará presente, e no Heavy Metal não é diferente.

O que cabe a nós como seres humanos, é buscar entender esses casos e dar suporte a quem assim precisar, seja essa pessoa headbanger ou não.

Fontes:




Sites importantes para saber mais sobre o tema:

Postagens Populares