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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Banda Sueca de Heavy Metal lança música em homenagem à soldados brasileiros da FEB (Força Expedicionária Brasileira)





Brasão da FEB






A banda de Heavy Metal sueca Sabaton lançou seu mais recente álbum esse mês (16 de Maio de 2014). Heroes é o sétimo álbum dessa banda que foi formada em 1999. Os caras fazem um Power Metal muito poderoso e melódico. Todas as musicas se parecem com hinos. Mas para nós brasileiros, a terceira faixa do álbum tem um significado especial. A música chamada “Smoking Snakes” – cobras fumantes em português – é uma homenagem a FEB – Força Expedicionária Brasileira – que lutou na Itália contra as forças nazistas. O titulo da musica faz referencia ao fato de os pracinhas brasileiros usarem em seu brasão uma cobra fumando que por sua vez foi usada pelo fato de que a população duvidava da entrada do Brasil na guerra dizendo que: "era mais fácil uma cobra fumar um cachimbo do que o Brasil entrar nessa guerra". 



Note a bandeira do Brasil em uma das capas do álbum "Heroes"

O vocalista Joakim Brodén é um aficionado pelo tema “Segunda Guerra Mundial” e todas as letras que escreve está relacionado às grandes batalhas desse conflito. Esse novo álbum foca mais nos heróis individuais que lutaram nessa guerra, por isso foi intitulado “Heroes” – heróis.

A música em questão possui até uma parte do refrão em português com a frase “Cobras Fumantes eterna é sua vitória” que sendo cantada com o coral soa como latim.

Sua letra é uma exaltação a 3 soldados brasileiros que enfrentaram no dia 14 de Abril de 1945 durante o ataque a cidade de Montese na Itália uma das situações mais adversas dos pracinhas brasileiros. O pelotão, ao qual faziam parte 
ARLINDO LÚCIO DA SILVA, GERALDO RODRIGUES DE SOUZA e GERALDO BAÊTA DA CRUZ, foi detido por violenta barragem de morteiros inimigos, enquanto uma metralhadora alemã hostilizava violentamente o seu flanco esquerdo, obrigando os atacantes a se manterem colados ao solo. Não tendo mais possibilidades de sair do local, os três soldados brasileiros ficaram desgarrados de sua tropa. Mas segundo consta não temeram! Imediatamente, o Soldado ARLINDO, atirador de fuzil automático, localiza a resistência inimiga e num gesto de grande bravura, levanta-se, localiza a resistência inimiga e sobre ela despeja seis carregadores da sua arma, obrigando-a a calar-se. Geraldo e Baêta não pararam de atirar. Eram três pracinhas contra uma tropa de grande número. Tropa essa que pensava estar enfrentando uma outra de efetivo igual ou superior ao seu. Atiraram até a munição acabar. ARLINDO é ferido mortalmente por um franco atirador inimigo, enquanto GERALDO é atingido por um cruel estilhaço e BAÊTA recebe um tiro certeiro.

A musica termina de forma muito enfática exaltando o heroísmos dos pracinhas brasileiros: "Nós nos lembramos da não rendição dos heróis do século"(tradução livre)



Confira no link um vídeo feito com a música legendado em portuguê - só avisando que as legendas não são minhas e não me responsabiliso pela baixa qualidade.
https://www.youtube.com/watch?v=nG46qvWgO0s#t=90




André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pretty Maids - A contribuição dinamarquesa ao Metal



Talvez o musico mais conhecido dentro do  Heavy Metal quando pensamos na Dinamarca seja o aloucado baterista do Metallica Lars Ulrich. Depois temos as lendárias bandas de Trash capitaneados pelo vocalista King Dimond - Mecyful fate e King Dimond. Mas são poucos que conhecem o Pretty Maids.

O Pretty Maids é uma banda de Heavy Metal dinamarquesa com uma sonoridade mais semelhante ao Hard Rock oitentista e com muitas intervenções de teclado chegando a soar muito como as bandas de rock progressivo. Foi formada em 1981 pelos amigos o guitarrista Ken Hammer e o vocalista Ronnie Atckins que são os únicos que permanecem na banda até os dias atuais. Era inicialmente uma banda cover chamada “Pretty Pretty Panick.” Começaram então a escrever suas próprias musicas e com recursos próprios gravaram o que se converteu na sua primeira demo. Assinaram logo em seguida com a gravadora britânica “Bullet Records”.

Não se sabe porque nunca foram tão aclamados, já que muitas de suas musicas demonstram grande potencial comercial. Seriam temas de filmes com certeza. Mas o que importa é que a banda depois de mais de trinta anos de carreira, está ainda na ativa e lançam em março desse ano (2014) seu mais novo álbum chamado: “Louder than Never” que vai contar com regravações de musicas antigas da banda e mais quatro inéditas.

Discografia:

 Studio albums
·         1984: Red Hot and Heavy
·         1987: Future World
·         1990: Jump The Gun
·         1992: Sin-Decade
·         1993: Stripped(acoustic)
·         1994: Scream
·         1997: Spooked
·         1999: Anything Worth Doing Is Worth Overdoing
·         2000: Carpe Diem
·         2002: Planet Panic
·         2006: Wake Up to the Real World
·         2010: Pandemonium
·         2013: Motherland
·         2014: Louder Than Ever(remix+inédits)

Fontes:  Wikipedia
             Rock on line (Terra)

Assista abaixo um show matador da banda em 2012, na integra.


 Clipe oficial da musica "Nuclear Boomerang" do novo álbum:



André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A supremacia dos vocais femininos



Uma pegada muito Heavy Metal, e um peso que ha muito tempo não notava em uma musica do Within Temptation. Paradise(What about us?) é fantasticamente trabalhada. Um refrão grandioso, um linha de guitarra pesadíssima e o mais fantástico de tudo, a participação magistral da diva fundamental do Metal sinfônico Tarja Turunen. Ha muito tempo eu vinha orando aos deuses do Metal por essa parceria, e todos os fãs dessa magnifica banda Holandesa que há tempos não lançava uma canção matadora como essa têm somente agora essa união maravilhosa de vozes. Em suma, Paradise (What about us?) é uma ótima canção, um vídeo clipe muitíssimo bem produzido,  uma banda formidável e vocais absurdos...Confira:


Publicado originalmente no Blog Crisálida de Aço em 30/09/2013


André Stanley

André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência.

domingo, 13 de outubro de 2013

10 músicas de Heavy Metal que podem ser usadas em uma aula de História.

Bruce-Dickinson -  Queen Mary University of London - official publicity photo


O site “Loudwire” especializado em Heavy Metal publicou em 2013, uma matéria onde selecionou 10 músicas de Heavy Metal que são uma verdadeira aula de História. Como professor de História achei-me no dever e tomei a liberdade de traduzir o artigo de Joe DiVita e acrescentar umas dicas de como usar as músicas em uma boa aula de História, onde pelo menos aqueles seus alunos cabeludos que vão todo dia a escola com roupa preta irão adorar. O simples fato de se trabalhar com uma música de Metal já pode causar um certo furor, pois sai da rotina e mostra que você está interessado em conhecer o mundo deles. Vamos às músicas.

Ok, bem vindo ao curso de história de Heavy Metal. Durante esse curso nós vamos cobrir tópicos históricos abrangendo desde o antigo Egito até os recentes eventos que ocorreram no mundo. No entanto, esta aula será dada de uma forma diferente do padrão do curso de História.

Você não terá que se preocupar em comprar livros caros, já que as lições serão ensinadas através de músicas de Heavy Metal. Inúmeros artistas buscam inspiração de eventos do passado e oferecem uma reflexão sobre o que aconteceu. Nós discutiremos ambos os aspectos nessa aula, então leia para participar. Cada lição será ensinada através de uma canção, então pegue seus cadernos e comecem a tomar notas enquanto discutimos essas 10 músicas de Heavy Metal que são cada uma delas uma grande lição de história.


1- The Essential Salts' –Nile

A banda Nile (Nilo- rio do Egito) que é fanática pela história do antigo Egito escreveu varias canções sobre uma das mais fascinantes culturas de toda a história. The essencial Salts (Os sais essenciais) descreve o ritual de reanimação por meio do cozimento de partes do corpo e dos ossos até que a água se evapora restando apenas uma substância branca.

Ali está o sal do sujeito da reanimação que então se tornará carne enquanto as palavras são ditas. A música continua descrevendo o que acontece depois e descreve o que acontece se os sais estiverem contaminados. O sujeito reanimado experimentará alucinações e deverá ser morto imediatamente. O necromante que está a cargo do processo de reanimar o sujeito de forma imprópria deve também ser morto por estrangulamento com uma corda. Os corpos deles são então queimados e suas cinzas lançadas no Nilo. Aposto que você não aprendeu isso em sua aula de Egito Antigo na escola? Essa música parece até mesmo um tutorial de como os egípcios faziam com seus mortos e o passo-a-passo do ritual.







2- Alexander the Great - Iron Maiden


O Iron Maiden escreveu muito sobre história, mas nunca da mesma maneira que em “Alexander the Great” (Alexandre O Grande). Enquanto a maioria das músicas do Maiden envolvendo história oferecem uma reflexão, está canção especificamente é mais uma breve história de um dos maiores conquistadores da história do mundo. A música oferece insights sobre a vida de Alexandre, filho de Felipe da Macedônia, e detalha uma série de eventos cronológicos. Os locais das batalhas mais importantes e de seus oponentes já são o bastante para qualquer um tirar um “10” em um teste de história. A banda até mesmo menciona a influencia que o conquistador teve ao espalhar o Helenismo mundo afora o que pavimentou o caminho para o cristianismo. Considere “Alexander the Great” como um guia para sua aula de história da Grécia.




3- Indians – Anthrax

Os mestres do Trash Metal nova-iorquino lançaram o grandioso “Among the Living” em 1987, que continha uma música sobre uma vergonhosa marca dos colonizadores da America do Norte. “Indians” (Índios) destaca as ações deploráveis tomadas contra as tribos nativas americanas e o que nós aprendemos com nosso passado. O Anthrax escreveu sobre alguns dos horrores enfrentados pelos nativos americanos justapostas com noções de paz e um desejo por um mundo sem preconceito. Conscientes de que nós nunca podemos voltar e reviver aquilo que aconteceu no passado, o Anthrax mostra que a melhor forma de honrar aqueles que morreram é aprender com os nossos erros para que não façamos novamente.





4- Hold at All Costs – Iced Earth

O líder do Iced Earth Jon Schaffer é um entusiasta da história americana e possui até mesmo sua loja de raridades históricas que é chamada de “Spirit of 76” (espírito de 76). “The glorious burden” é o primeiro álbum do Iced Earth com Tim “ripper” Owen nos vocais e é um álbum predominantemente sobre a história dos USA e temas patrióticos. ”Hold at all costs” (Agüente a todo custo) é o segundo dia da Batalha de Gettysburg durante a Guerra Civil Americana. Os flancos direito e esquerdo do exército da União foram atacados por ondas de investidas inimigas. Sem munição, não havia outra opção de retaliação que não fosse enfrentar a próxima onda de ataques com baionetas nos rifles. Em uma grande virada, a União segurou os confederados na mais mortal batalha da guerra. 




5- Stalingrad – Hail of Bullets

A banda de Death Metal alemã "Hail of Bullets" se auto intitulam “World War II Metal” (Segunda Guerra Mundial Metal) o apelido combina perfeitamente com o tema, já que a banda aborda temas especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial. A batalha de Stalingrado é uma das mais notórias da guerra. Hail the Bullets não pega leve aqui, eles detalham uma série de eventos que se desenrolam durante a batalha com a brutalidade vívida dos mortos espalhados com um fundo absolutamente Death Meltal. Os vocais inelegíveis de Martin van Drunen faz com que a música se torne uma pequena lição sobre a batalha. Da próxima vez que estiver em uma aula de história discutindo sobre a Segunda Guerra Mundial, ofereça-se para tocar na sala de aula um Death Metal para ajudá-los a passar de ano.





6- Primo Victoria – Sabaton

Os suecos do Sabaton se orgulham de escrever sobre história militar. “Primo Victoria” é a primeira música que abre o primeiro álbum da banda com o mesmo nome. A música é sobre o Dia-D e ostenta uma batida com tempo de marcha para invocar o sentimento de guerra. A letra fala sobre a mentalidade dos soldados nas praias da Normandia, sabendo do risco de não voltarem vivos para casa. O sentimento de irmandade do exército está em foco aqui, descrevendo que morrer é egoísmo porque morreram antes do objetivo final que é destruir os nazistas. A operação é um esforço de equipe, isso é tudo o que importa. Sabaton presta um tremendo serviço ao abrir o álbum colocando o ouvinte para entrar na pele de um soldado na guerra.




7- Manhattan Project – Rush

O Rush é geralmente considerada uma banda de Rock progressivo, mas eles já fizeram sons muito parecidos com Heavy Metal, assim se encaixam nesta lista. De qualquer forma, o Rush escreveu letras que fazem as pessoas pensar. Eles mostram suas reflexões históricas a respeito do projeto que batizaram a música em questão. Manhattan Project é o nome do projeto que desenvolveu a bomba atômica. A letra é predominantemente vaga, mas com informa o ouvinte suficientemente sobre o projeto e as subsequentes conseqüências. O Rush expressa o arrependimento sentido por aqueles que comandaram o lançamento da bomba atômica no Japão, e no ultimo verso, da o nome do piloto e o mês do evento. Você pode agradecer o rush quando você pega aquela pergunta de risco.




8- Angel of Death –Slayer

A obra prima do Slayer “Reign in Blood” apresenta a impecável “Angel of Death” (Anjo da morte). A música escrita por Jeff Hanneman descreve os inúmeros horrores que ocorreram no campo de concentração de Auschwitz. O título foi tirado do apelido do médico Dr. Josef Mengele, que atuou em Auschwitz. Ele é odiado pelos atos de horrores que a música descreve muito bem. Seus experimentos monstruosos com prisioneiros judeus são pouco detalhados aqui, mas é mais que o suficiente para embrulhar seu estomago. As aulas de história geralmente descrevem um pouco dos detalhes sobre os terríveis atos praticados no holocausto, mas “Angel of Death” não deixa a desejar na descrição desse odioso evento.





9- War Pigs – Black Sabbath

Está clássica musica do Black Sabbath foi originalmente intitulada “Walpurigis” e era nitidamente satânica, falando sobre o sabbath das bruxas. O título não era inteiramente pertinente a isso, então foi pedido à banda para mudar a letra. O resultado foi uma música que passou pelo teste do tempo e se tornou uma musica de protesto contra a guerra da Vietnã. “War Pigs”(porcos de guerra) funciona como uma cápsula do tempo e é um dos vários protestos contra a Guerra do Vietnã. A música põe em pauta a mentalidade dos políticos e as pessoas que eles enviam para morrer no campo de batalha. A música termina descrevendo o fim da guerra e aqueles que pediram desesperadamente por ela repetindo seus erros, mas agora é muito tarde e Satã caçoa deles no inferno. 





10- Wind of Change – Scorpions

Ok, esta é uma balada, sim, mas é de uma banda de Heavy Metal então ela conta. O hit da banda alemã Scorpions fala a respeito da queda do muro de Berlin que foi um momento tão emotivo para aqueles que o presenciaram que só poderia ser capitado através de uma balada. “Wind of Change”(vento da mudança) descreve o sentimento a respeito do muro que dividiu Berlin ocidental da Berlim Oriental e o que isso significa para o futuro. A queda do muro viu a Alemanha unificada pela primeira vez desde o fim da segunda guerra mundial. Isso significou muito para aqueles que viviam na Berlin Oriental, por causa da grande disparidade de qualidade de vida que eles enfrentavam comparando com seus conterrâneos do lado ocidental. O muro de Berlim era uma lembrança melancólica da guerra que agora os cidadãos poderiam deixar para trás.






Esses são apenas 10 exemplos escolhidos arbitrariamente pelo autor do artigo (Joe DiVita), mas é nítido que um número infinito de músicas de Heavy Metal se referem a temas Históricos que tiveram importância para a História da humanidade. Cabe ao professor estar em sintonia com sua sala para notar a necessidade de usar ou não uma dessas canções em suas aulas de História. Mas por outro lado, muitas outras canções de estilos diversos foram escritas inspiradas em eventos históricos. O segredo é construir um ambiente propício para que os alunos se interessem pela matéria e essas músicas são uma alternativa para chamar a atenção dos alunos e de alguma forma entrar em seus mundos tão particulares.

É inegável o maior interesse dos músicos e fans de Heavy Metal por temas históricos, por isso sempre quando ver um metaleiro saiba que pode ter dele o melhor se cativar-lo corretamente. No entanto podemos pensar em músicas alternativas para temas semelhantes.

A famosa banda U2 que tem um estilo mais popular e aceitável entre a juventude tem dois exemplos de músicas que podem ser trabalhados em sala de aula: “Sunday Bloody Sunday” que descreve o massacre de manifestantes irlandeses que protestavam contra a dominação britânica, evento que até hoje gera muita reflexão. Pride( In the name of Love) fala de forma subjetiva do assassinato do grande líder americano Martin Luther king Jr, que lutou bravamente pelos direitos da população negra dos EUA e foi assassinado por isso.

Mãos a obra caros professores de História, vamos fazer nossos alunos curtirem nossas aulas...





André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

sábado, 7 de setembro de 2013

Garoto prodígio já lançou quase dez álbuns de musica Sinfônica de forma independente.







Apesar de afastado do mundo da música há anos ainda encontro tempo para fuçar na internet na intenção de encontrar algo extraordinário. Algo que me toque, afinal musica é sobre ser tocado por sons que causam inexplicavelmente algum tipo de emoção em você. Portanto cheguei em um nível onde não me importa mais a origem do som. Se vem de um gaita de fole ou de um tambor de umbanda, o que importa é a carga emocional que aquilo irá provocar em mim. E para falar a verdade venho atravessando uma fase onde é difícil eu sentir algo ouvindo uma música. Tenho centenas de CDs dos mais variados possíveis, desde blues de raiz até Heavy Metal pauleira. Mas mesmo assim não encontro disposição para ouvir algo que eu já possua. A internet é uma puta ferramenta para quem gosta de pesquisar coisas novas. E para falar a verdade, e discordando de muitos comentários que venho ouvindo, há sim muita coisa boa sendo feita por artistas novos e até mesmo por músicos veteranos que ainda insistem em se arrastar pela cena atual. Mas como estou sempre a procura de coisas novas  fui em busca da molecada e me deparei com um garoto francês de talvez uns 18 anos que é um verdadeiro gênio das composições orquestrais. Numa época onde fica cada vez mais difícil surgir gênios da musica nos moldes daqueles monstros do romantismo como Wagner ou Paganini, muito até pelo perfil difuso que a musica tem hoje em dia podemos nos deleitar com orquestrações maravilhosamente imaginadas por um garoto auto de data. Obvio que falamos aqui de uma orquestração sintética, pois imagina a grana que é necessária para contatar uma orquestra inteira hoje em dia, mas com a tecnologia de softwares atual é possível criar peças magníficas que não tiram em nada o mérito do compositor que imaginou aquela especifica ordenação sonora. 

Confira abaixo uma de suas composições:





Peter Crowley é o pseudônimo de Pierre Feal. Esse carinha é na verdade um gênio misterioso, pois não consegui encontrar nada sobre sua vida pessoal na net nem em lugar algum. Mas o que importa é sua obra fantástica, que poderia ser usada em qualquer filme épico medieval hollywoodiano como trilha sonora. Se você assim como eu gosta de musica instrumental que toca sua imaginação, Peter Crowley Fantasy Dream é uma boa escolha para um momento seu consigo mesmo, não é uma musica de curtição para quem está pensando em algo como Metal Sinfônico puro. Realmente alguns álbuns dele soam bem Metal, com riffs marcantes de guitarra, mas a maior parte de sua obra é composta de trilhas orquestradas, como ouvimos nos créditos finais de filmes épicos, como "Senhor dos Anéis" ou "Gladiador". E se você for ouvir o som do cara em ordem cronológica - de lançamento -  vai notar que o grau de complexidade das composições vai aumentando. Peter Crowley é um garoto prodígio que aprendeu a tocar guitarra aos 14 anos e também segundo consta é responsável por tocar a maioria dos outros instrumentos no seu projeto. O que é mais legal é que você pode ouvir muitas de suas musicas em seu canal no Youtube onde ele sempre disponibiliza algo. Vale a pana dar uma conferida nesse menino. Ele começou com seu trabalho como compositor de musica épica em 2008, portanto muito pouco tempo atrás,no entanto sua discografia é enorme. Mais de 10 trabalhos já foram lançados e para ajudar o jovem artista visite sua bandcamp.


Capa de seu primeiro lançamento de 2011


Seu mais recente álbum lançado em 2013




André Stanley 

André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..
                           

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Metaleiro ou Headbanger?



Certa vez, ouvi uma música do DETONATOR - personagem cômico de Bruno Sutter - cuja letra dizia: "Se quem nasce no Brasil é brasileiro, quem nasce no Metal é o que?" "Metaleiro!" (Todos cantam em coro). O interessante é que ele faz sua música com trechos do hino nacional brasileiro, criando um nacionalismo escrachado. Ainda tem o grito de guerra típico das torcidas de futebol com os dizeres "Ah eu sou metaleiro, com muito orgulho com muito amor." A intenção do músico e comediante é justamente o escárnio com estereótipo do fã radical de Heavy Metal, o que ajuda a dar um carácter irônico ao termo. Em outra parte da letra ele diz: "Headbanger é na Inglaterra e em todas as nações que falam a língua do inglês." Apesar de ser uma música de zueira, ela trata de um tema polêmico entre o público de Metal

Dentro da cena Heavy Metal, sempre houve uma discussão a respeito de qual seria a forma mais adequada para se denominar o músico ou o fã de Heavy Metal. O termo “metaleiro” foi muito usado nos anos 80s para designar tais indivíduos. Com o tempo, este termo foi se desgastando e se tornando sinônimo de “porra loca,” vadio, vagabundo, gente sem serventia, muitas vezes associado à “maloqueiro” e “maconheiro” pela semelhança fonética. Então num ato de pura estratégia linguística, a imprensa especializada, que outrora também se utilizava largamente desta denominação, começou a usar um termo em inglês, para dar um carácter mais universal - segundo eles - para substituir o “metaleiro”.

Acho interessante essas sacadas dos especialistas - sem sarcasmo - mas headbanger, a meu ver, tampouco me parece adequado. Quem olha para um cara cabeludo chacoalhando a cabeça em um show ou simplesmente ouvindo um som dentro do carro, pode ter a impressão que aquele cara só sabe fazer aquilo. Que o único propósito da música que ele ouve é balançar a cabeça (Headbanging - em inglês) feito um louco. E sabemos que rodar a cabeleira é apenas um efeito catártico causado pela agressividade dos riffs de guitarra, semelhante a histeria coletiva que ocorre dentro das igrejas evangélicas, onde vemos pessoas pulando, rolando no chão e se jogando uns nos outros. Ou seja, ficar neste estado não é o único propósito do Metal. Há outros elementos envolvidos, como apreciar as melodias do vocal, o que nos faz cantarolar juntos, ficar intrigado com a técnica de certos músicos, o que nos faz estudar feito loucos para atingir uma fração daquela técnica, se interessar pela letra de um música ao ponto de começar a pesquisar tudo a respeito e se tornar especialista em um determinado assunto.

Enfim, é por essa simplificação semântica que me simpatizo mais com o antigo termo, “metaleiro”. Essa nomenclatura está mais ligada a genealogia do termo “Heavy Metal”. O cara toca, ouve ou vive o Metal, portanto, "metaleiro" ele é.

Se levarmos em conta o gênero musical que deu origem ao Heavy Metal, faz todo sentido usar o termo "metaleiro", afinal, quem ouve rock sempre foi e será "roqueiro." Mas como a língua portuguesa é mesmo um luxo, podemos ter um conflito lexical, já que aqueles caras que tocam instrumento de metal (trompete, saxofone, e coisas afins) mesmo que nunca tenham ouvido uma única música do Iron Maiden, são também, chamados de "metaleiros". Segundo algumas fontes o profissional que faz panela também é chamado de metaleiro. 

Mas se até mesmo o próprio dicionário da língua portuguesa “Michaellis” define “metaleiro” como fã ou músico de Heavy Metal, e o "Aurélio " diz que "metaleiro" é "aquele que, sendo músico ou não, é adepto do heavy metal e se veste da maneira característica deste estilo musical." Para que discutir com as definições oficiais?

O que eu quero dizer, é que o termo "metaleiro" se tornou pejorativo em algumas ocasiões, no entanto, o termo "Headbanger" já nasceu pejorativo. Pois se o fã de Metal, já é visto por grande parte da sociedade como um nada, um doente "batedor de cabeça" (Headbanger), esse termo em inglês vem bem a calhar para os detratores do Heavy Metal. 

Acho até mais apropriado o termo "Metalhead" (Cabeça de Metal), usado majoritariamente na Europa para denominar os amantes do Heavy Metal, todavia também pode dar margem a duplos sentidos, como cabeça dura, burro, imbecil, sujeito de pouca capacidade intelectual.

No mais, acho que continuarei usando o termo "metaleiro" que já é clássico, pois não posso por um simples capricho retórico, ou para soar mais politicamente correto, usar uma nomenclatura, que apesar de fazer certo sentido, não condiz com tudo que a música de Metal representa para um fã. Afinal se o ato de ficar girando a cabeça enquanto ouvimos uma música pesada é praticamente uma reação natural do nosso corpo, não creio que seja essa característica tão estereotipada que deva denominar toda uma tribo.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Heavy Metal: Ser headbanger é ser neurótico?

Imagem: Metaleiro Neurótico - André Stanley



Esse artigo foi originalmente publicado alguns anos atras no blog "Crisalidá de Aço", mas acho que o tema é legal para gerar discussões 

“Enquanto houverem garotos chateados, continuará a existir o Heavy Metal.” Assim profetizava Ozzy Osborne, o avô do Metal nos idos dos anos 80s. Buscava definir em uma frase toda a essência do Heavy Metal e creio não haver aforismo mais sábio que este.

Em 1984, época em que este estilo ganhava o mundo, um caso de suicídio chocou a opinião pública, quando os pais do dito suicida resolveram processar OZZY OSBORNE por induzir através de sua música o rapaz a tirar sua própria vida. Um ano depois o JUDAS PRIEST também enfrentou os tribunais por conta de dois fãs da banda que atiraram em suas próprias cabeças. O próprio Ozzy já havia estado antes em situação semelhante quando uma enfermeira teria se matado ao ouvir a música “Paranoid” do BLACK SABBATH. Outros casos como esses ocorreram posteriormente envolvendo bandas como, AC/DC e PINK FLOYD em mais de uma ocasião.

Culpar um estilo musical por fazer apologia ao suicídio parece uma solução interessante, sobretudo, para quem detesta tal música. Mas será que as famílias destes suicidas não querem mesmo é se redimirem da própria culpa?
A discussão seria mais proveitosa se analisássemos o perfil do fã de Metal. O popular “metaleiro” – como o próprio Ozzy nos alertou acima – é um sujeito chateado com a vida, alguém que precisa se libertar de alguma forma de algum tipo de prisão psicológica que o oprime. Neste sentido, a música pesada se torna uma espécie de válvula de escape e, sobretudo, uma forma de manifestação social, o headbanger quer ser ouvido e sua música é a única forma que encontra para que a sociedade o ouça.

Não acredito que o headbanger seja um suicida em potencial, como muitos especialistas da área de psicologia vêm cogitando. Afinal – e essa é uma constatação pessoal – de todas as pessoas do meu círculo de amizades que tentou ou consumou o ato suicida, nenhum deles era headbanger.
No entanto, há artigos científicos que afirmam que o fã de Metal “têm uma tendência significativamente mais alta" a ter comportamentos depressivos e é sabido que o fã de Heavy Metal, muitas vezes, se encontra oprimido demais dentro de uma sociedade essencialmente conservadora, hipócrita e fundamentalista, que valoriza cada vez mais, padrões irreais de beleza e do que é socialmente correto ou aceitável.

O fã de Metal é na verdade, uma pessoa que se sente incapaz de viver no mundo real desolador e tão diferente daquele que almeja, onde peculiaridades comportamentais são tidas como evasão social, e não como um ato de criatividade.

Muitos, quando ficam mais velhos caem na real e veem que o tão sonhado mundo épico estampados nas capas dos álbuns das bandas que gostam é apenas uma “utopia”, uma idealização subjetiva de um mundo onde somente ele é o protagonista. Talvez até um “mundo paralelo” criado para dar mais significado a sua vida.

Mas as vezes, algo errado acontece - muito raramente é verdade - ao enfrentarem esse choque de realidade, sua mente já fortemente abalada pela frustração e, muitas vezes, pela falta de apoio familiar e social acaba fazendo com que esses indivíduos se atirem nas garras da depressão e vez ou outra tenham pensamentos suicidas.

Creio que a questão que deve ser discutida é, será que o Heavy Metal é um estilo – não só musical, mas também um estilo de vida – que atrai pessoas neuróticas e por isso temos casos como estes citados acima? Ou esse estilo se presta como um fator terapêutico que ajuda essas pessoas neuróticas a ter uma vida mais segura – mesmo que de forma idealista – e até mesmo a fugir de qualquer pensamento suicida?

Não é meu papel esgotar esse debate, até mesmo porque, apesar de ser fã de Heavy Metal há algumas décadas, não sou especialista na área da psicologia, mas qualquer discussão dessa importância cabe a qualquer um envolvido na cena. Afinal a depressão se tornou uma questão de saúde pública e deve ser tradada com cuidado, e em qualquer tribo urbana da modernidade esse problema estará presente, e no Heavy Metal não é diferente.

O que cabe a nós como seres humanos, é buscar entender esses casos e dar suporte a quem assim precisar, seja essa pessoa headbanger ou não.

Fontes:




Sites importantes para saber mais sobre o tema:

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