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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Eliane Brum Fala sobre a crença de que nossos filhos devem crescer sem sofrer.





Publicado originalmente no site da revista época, com o título original: "Meu filho, Você não merece nada."

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


"Nossa época tem sido 
marcada pela ilusão de que
a felicidade é uma espécie 
de direito."



Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.



"Dizer que “fulano é esforçado” 
é quase uma ofensa. 
Ter de dar duro para 
conquistar algo parece já 
vir assinalado com o 
carimbo de perdedor. 
Bacana é o cara que não estudou, 
passou a noite na balada e 
foi aprovado no vestibular de Medicina. 
Este atesta a excelência dos 
genes de seus pais."



É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


"Aos filhos cabe fingir felicidade – 
e, como não conseguem, 
passam a exigir cada vez mais 
de tudo, 
especialmente coisas materiais, 
já que estas são as mais 
fáceis de alcançar" 


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Eliane Brum é:
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo). 
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum

domingo, 12 de janeiro de 2014

Mary Del Priore fala a respeito da crença dos alienistas do século XIX sobre desejo sexual feminino como histeria.

Historiadora e escritora, Mary del Priore.



Publicado originalmente no site História Hoje com o título: O medo da mulher insaciável


O domínio da sexualidade feminina era sempre da “outra”, da “mulher bonita”, da cortesã ou… da louca, da histérica. Os estudos sobre a doença mental, monopólio dos alienistas e a criação da cadeira de Clínica psiquiátrica nos cursos da faculdade de Medicina, desde 1879, acabaram por consagrar a ética do bom e do mau comportamento sexual. Estes eram tempos em que médicos importantes como Dr. Vicente Maia, examinavam mulheres cujas infidelidades ou amores múltiplos se distanciavam da ordem e da higiene desejada pela ordem burguesa que se instalara nos centros urbanos. Os médicos começavam a delinear o perfil do que chamavam a “mulher histérica”, tendo se tornado moda entre as de elite, “ataques” quando da saída de um enterro ou da chegada de notícia ruim.

A mulher tinha que ser naturalmente frágil, bonita, sedutora, boa mãe, submissa e doce, etc. As que revelassem atributos opostos seriam consideradas seres antinaturais. Partia-se do princípio que, graças à natureza feminina, o instinto materno anulava o instinto sexual e consequentemente, aquela que sentisse desejo ou prazer sexual seria inevitavelmente, anormal. “Aquilo que os homens sentiam”, no entender do Dr. William Acton, defensor da anestesia sexual feminina, só raras vezes atingiria as mulheres, transformando-as em ninfomaníacas. Ou, na opinião do renomado Esquirol que tanto influenciou nossos doutores: “Toda a mulher é feita para sentir, e sentir, é quase histeria”. O destino de tais aberrações? O hospício.

Entre alienistas brasileiros associava-se diretamente a sexualidade e a afetividade. O médico Dr. Rodrigo José Maurício Júnior, na primeira tese sobre o tema, apresentada na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1838, não hesitava em afirmar: “As mulheres nas quais predominar uma superabundância vital, um sistema sanguíneo, ou nervoso muito pronunciado, uma cor escura ou vermelha, olhos vivos e negros, lábios de um vermelho escarlate, boca grande, dentes alvos, abundância de pelos e de cor negra, desenvolvimento das partes sexuais, estão também sujeitas a sofrer desta neurose”. E ele não estava só.

Muitos mais pensavam que a histeria era decorrente do fato de que o cérebro feminino podia ser dominado pelo útero. Júlio Ribeiro, em seu romance naturalista A carne, de 1888, põe na boca de um dos protagonistas, Barbosa, a certeza de que fora deixado por sua amante, Lenita, pois esta, possuidora de um cérebro fraco e escravizado pela carne tornara-se histérica. Na versão de outro médico, o Dr. Henrique Roxo, a excessiva voluptuosidade da mulher era facilmente detectável por um sintoma óbvio: “eram péssimas donas de casa”.

Das teses de medicina, ao romance e destes para as realidades nuas e cruas do Hospício Nacional dos Alienados, a verdade era uma só: a sexualidade feminina era terreno perigosíssimo e era de bom tom, não confundi-la com sentimentos honestos. A iniciação a práticas sexuais seguidas do abandono do amante levava à degeneração. Acreditava-se que, uma vez conhecedora de atividades sexuais, as mulheres não podiam deixar de exercê-la, como vemos no romance de Aluísio de Azevedo, Casa de Pensão: viúva, Nini, passa a ter sintomas de histeria. A não satisfação do desejo sexual cobrava um preço alto. A paixão por outros homens que não o marido, ou seja, o adultério, também aparecia aos olhos dos médicos como manifestação histérica.

Perseguiam-se as histéricas e ninfômanas. Debruçados sobre a sexualidade alheia, examinando-a em detalhes, os médicos, por sua vez, acabam por transformar seus tratados sobre a matéria, no melhor da literatura pornográfica do período.

- Mary del Priore
Historiadora e escritora, com mais de 36 livros publicados e diversos prêmios nacionais e internacionais.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Veja a opinião de um negro sobre o programa de Regina Casé.



Texto publicado originalmente no site: Diário do Centro do Mundo 


Por Marcos Sacramento.

O Esquenta é o programa mais conservador da televisão brasileira. É uma versão barulhenta e colorida de velhos costumes. Num primeiro olhar, parece uma grande festa na periferia, na qual as gírias, danças e modas de regiões com IDH baixo e criminalidade alta são irradiadas para todo o país pela tevê.

Vemos meninos contorcendo as articulações em performances de passinho, meninas com minissaia e microvocabulário, rapazes negros com cabelos louros e óculos espelhados de cores berrantes rodando o salão felizes e eufóricos. A festa mistura samba, funk, estilo de vida despreocupado e despudorado, concurso de beleza, humor, artistas de novela, enfim, para usar um termo bem periférico, “tudo junto e misturado”.

Essas características, apenas, não me incomodam. Não sou quadrado, respeito e até admiro algumas formas de cultura vindas do gueto e abuso do direito de desligar a TV. O que me irrita, e muito, e faz com que chame o programa de conservador e escravocrata é a cor de pele predominante nessa festa maluca.

Certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos.

É esse o ponto. O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do mau gosto de penteados e cortes de cabelo extravagantes.

Sou negro e não sei sambar, não pinto meu cabelo de louro, não uso cordões, não ando gingando nem falo em dialeto. Não sou exceção, felizmente. Sei que há muitos caras e moças como eu. Muitos são poliglotas, outros gostam de música clássica, vários gostam mais de livros do que de pessoas, outros reclamam do calor da Brasil, certamente há os que são introspectivos e de poucas palavras, e há os que nem sentem falta do feijão quando viajam para o exterior.

Embora o Esquenta não tenha a proposta de ser um programa sobre cultura negra, ele ajuda a construir um estereótipo. Por que as novelas não têm galãs negros ou musas negras? Faça a lista dos galãs e das musas televisivas e depois veja quantos são negros. O número será irrisório.

O Esquenta ajuda a manter essa ordem. Em vez de rapazes elegantes, mostra dançarinos com cabelos bizarros. As moças, sempre de shorts minúsculos e prosódias vulgares, nunca serviriam de modelo para capas da Marie Claire ou da Claudia.

Regina Casé e seu programa parecem dizer aos jovens dos guetos: “Ei, isso mesmo, aprendam passinho, aprendam a rebolar até o chão, continuem com seu linguajar próprio, porque tudo isso é lindo, é legal, é Brasil, é tudo junto e misturado, continuem com seus empregos modestos, porque a vida é agora, é para ser vivida, curtida, com alegria, malemolência, sempre com um sorriso no rosto”.

E assim, aquela menina sentada no sofá vai continuar achando o máximo desfilar com pouca roupa e pelos das pernas pintados de loiros pela comunidade. Nunca vai pensar em aprender a falar alemão ou tentar entender os grafites de Banksy, da mesma forma que os rapazes nunca sonharão em trabalhar no Itamaraty e praticarão bullying contra os meninos polidos que não falam em dialeto e inventam de estudar violino, já que um programa televisivo de uma das principais emissoras do país legitima seu estilo de vida mal educado e de poucas perspectivas.

Como um coronel oligarca e cínico, o programa dá uma recado para a garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”.



Sobre o Autor
Marcos Sacramento, capixaba de Vitória, é jornalista. Goleiro mediano no tempo da faculdade, só piorou desde então. Orgulha-se de não saber bater pandeiro nem palmas para programas de TV ruins.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A nova safra de escritores Guaxupeanos




A minha querida Guaxupé cidade do interior de Minas Gerais, está passando por uma grande efervescência literária nesse final de ano. Não bastasse o lançamento do livro “O Cadáver” por esse que vos escreve, outras duas obras estão a caminho. Serão lançadas nessa próxima sexta-feira (08/11/2013) as obras “O Sexto Reino” do jovem escritor guaxupeano J.A.R. Ferraz, e também o livro de crônicas “Santo Algures” de Rodrigo Taveira que apesar de não ser natural de Guaxupé reside nessa cidade há 4 anos. 


A pacata cidade de Guaxupé sempre foi reduto de autores de diversas áreas do conhecimento tendo em seu panteão, literatos reconhecidos nacionalmente e até internacionalmente como Elias José e Nege Além, mas há muitos outros que as vezes passam despercebido pelo público: Veja lista de autores guaxupeanos compilada pelo também autor Moacyr Costa Ferreira.




Que essa jovem força que aflora na literatura de Guaxupé nesse inicio de século não seja apenas um “fogo de palha” como dizemos aqui em Minas. Que nós, jovens e inexperientes autores não nos dispersemos pela falta de apoio da grande mídia e consideremos o papel social de nossa arte. Que Guaxupé que sempre foi conhecida por sua força na agricultura, principalmente pelo café, possa ser também conhecida como um reduto de autores e pessoas que se interessam por literatura. Um pequeno nicho cultural, que seja, mas um lugar onde a expressão cultural possa ter relevância para seu povo.

André Stanley


André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência.

Leo Lins fala sobre a nova censura brasileira, e explica "O que é uma piada".





Texto publicado originalmente no dia 05 de novembro de 2013 na pagina pessoal do facebook do Humorista Leo Lins com o título original de PROIBIDO PENSAR




Poucos meses atrás fui alvo de um protesto de dekasseguis (brasileiros no Japão) em virtude de piadas com terremoto. Poucas semanas atrás Danilo Gentili foi notificado que está sendo processado por uma mulher que se ofendeu com piadas sobre o fato de ter doado mais de 400 litros de leite. Tata Werneck recebeu queixas da comunidade judaica e Bruno Mazzeo foi acusado de racismo por causa de um esquete. Tudo isso em questão de 2 meses. Fora isso tramita no congresso uma lei para proibir as biografias não autorizadas. Será mesmo que não existe censura? Será que estamos livres para falar o que quiser?



“Seja qual for sua origem, a fala é a maior de todas as invenções”. (Geoffrey Blainey)


Cada vez mais o Estado está a costurar a boca das pessoas. A justificativa para esta costura é utilizar uma agulha de moral e um fio de boas maneiras, onde, segundo eles, a união dos dois é benéfica para o povo.


A capacidade de raciocinar fez o homem chegar à lua, mas parece que hoje em dia ele não é capaz de chegar a uma conclusão. É preciso o Estado intervir e decidir sobre o que você pode ler, assistir ou até mesmo rir.


A piada tem uma estrutura e 
a principal característica de uma piada
 é a presença da chamada “distorção cômica”.


A Ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário também quer proibir caricaturas não autorizadas e tirar do ar um BLOG de humor, alegando que ele propaga noticias falsas. Mas é JUSTAMENTE POR ISSO que ele é um BLOG de humor. O que deveria ser retirado é um cromossomo a mais no DNA da ministra, pois claramente seu nível de raciocínio está abaixo do normal.


Deixem me explicar para os leigos em humor. Assim como aprendemos no português da escola que uma frase é composta por sujeito, verbo e predicado. A piada tem uma estrutura e a principal característica de uma piada é a presença da chamada “distorção cômica”.


O William Boner não pode falar: “Encontraram 10 japoneses que estavam desaparecidos em Fukushima. Parece que por causa da radiação eles estão brilhando no escuro, então está mais fácil”.


Mas porque ele não pode e um comediante pode? Porque é uma piada.
JORNALISTA = DA NOTÍCIAS
COMEDIANTE = CONTA PIADAS
MUSICO = CANTA OU TOCA MUSICAS
PADEIRO = FAZ PÃO
IMBECIL = SE OFENDE COM TUDO (isso foi uma piada para criticar a postura de algumas pessoas. Porque foi uma piada? Porque não existe a profissão de imbecil)


O jornalista pode fazer uma piada durante sua vida pessoal, assim como os comediantes também falam sério em algum momento. Mas este momento não deve ser no palco.


Quando digo:


“Não entendo negão que faz tatuagem?! É o mesmo que riscar um Avatar de caneta BIC”. (PIADA)


Não estou querendo dizer que o negro é tão inferior ao branco que nem se tatuar ele pode. Estou apenas fazendo uma PIADA com o fato de que tatuagens aparecem menos na cor negra do que na cor branca.


Se eu falar: Acho ridículo negro com tatuagem, nem da pra ver direito.


Isso não é uma piada, é apenas um comentário, não necessariamente pejorativo.
A mesma pessoa que disse isso pode achar ridículo um branco com a cabeça raspada. Isso não quer dizer que o formato do crânio dos brancos é tão feio que deve ser ocultado com cabelos.


Quando Tata Werneck disse no programa Amor e Sexo: se um amigo meu fosse alvo de bullying eu ia acalmar a galera pra não zoar ele... E mudar o foco pra um judeu.


CLARAMENTE É UMA PIADA. Tata diz que vai acalmar a galera... dando a impressão que está contra o bullying, mas no final distorce a realidade ao falar que vai mudar o foco pra um judeu. Se ela falasse:


“Se o meu amigo fosse judeu, tinha mais é que sofrer bullying mesmo.” isso não é uma piada. Não tem distorção cômica. Para mim isso seria um comentário infeliz e desnecessário.


Vejamos a triste doadora de leite e Danilo Gentili


A piada foi: “...ela doou mais de 300 litros. Em termos de doação de leite esta quase alcançando o kid bengala.”


A comparação é uma figura de linguagem tipicamente utilizada para criar distorções cômicas.


Até o famoso caso de Rafinha Bastos, também CLARAMENTE era um piada: “ela está muito bonita, comeria ela e o bebê”. A piada na verdade elogiava a aparência da cantora. Talvez em forma de poesia não desse problema algum:


A menina amadurece
Ela carrega vida no ventre
E mesmo sem a silhueta de antes
Desperta nos homens desejo ardente


A PIADA tem que poder ser feita, seja ela sobre relacionamentos, alcoolismo, animais de estimação, acidentes da natureza, guerras, espionagem, desvio de verbas, compras no mercado, gordos em academia...


Se existem musicas, poesias, filmes, fotografias, enfim diversas formas de arte abordando esses temas, porque o humor deve ser excluído?!
E... Será que apenas o humor que vai ser excluído?! A literatura já está sofrendo censura.


Neste passo, dentro de um tempo os médicos cubanos vão pensar: “Aún estamos em Cuba?!” (Ainda estamos em Cuba?!)


Se essa censura aumentar vou lutar até onde puder. Se não tiver mais jeito espero poder fazer como grandes artistas perseguidos pela ditadura, como o grande Caetano ou Gilberto Gil. Espero poder me exilar ‘tristemente’ em Londres e viajar toda a Europa fazendo shows. Anos mais tarde retornar ao Brasil, mostrar a intimidade na revista CARAS e depois proibir que alguém escreva algo sobre minha pessoa. (isso foi uma ironia, outra figura de linguagem comum na comédia)


Veja bem, não quero que todo mundo goste do que eu falo. Espero que as pessoas formulem sua própria opinião a respeito. Mas um povo pensante é mais difícil de ser dominado. Por isso estão impondo limites. O povo está virando um gado criado em confinamento, abaixando a cabeça para tudo... quando será o abate?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Psicologa Americana Apresenta a "Cura Religiosa".


Parte desse artigo foi publicado originalmente por Paulo Lopes com o título: Livro orienta como se curar da Síndrome do Trauma Religioso


“Quando tinha 16 anos eu iniciei o que veio a ser meus quatro anos de luta contra a bulimia. Quando os sintomas começaram, eu pedi ajuda para os adultos que sabiam mais do que eu sobre como parar com comportamentos vergonhosos - O líder do estudo bíblico que eu fazia e um ministro da juventude que nos visitava. “Se você pedir qualquer coisa com fé e verdadeira crença, diziam eles: “Isto será feito’. Eu sabia que eles estavam transmitindo a palavra de Deus. Nós orávamos juntos e eu ia para casa confiante que Deus ouvia minhas preces. No entanto minhas terríveis compulsões não iam embora. No final do meu primeiro ano de faculdade eu estava tão desesperada e deprimida que tentei suicídio. O problema não era somente a bulimia. Eu fui convencida por eles que eu era um total fracasso espiritual. O departamento de aconselhamento da minha faculdade havia me oferecido uma ajuda real (o que depois eles realmente deram). Mas na minha mente naquela altura, tal ajuda não poderia concertar o problema principal: Eu era um fracasso aos olhos de Deus. Levou anos para mim entender que minha incapacidade de curar a bulimia através dos mecanismos oferecidos pelo cristianismo não era por causa da minha deficiência espiritual, mas pela deficiência da minha própria crença evangélica.”


Estas são palavras da psicologa Marlene Winell, consultora de desenvolvimento Humano em São Francisco EUA. Que é filha de missionários pentecostais. Esse background que para muitos seria propicio ao surgimento de uma fanática pregadora religiosa produziu o seu contrario. A Dra. Winell vem trabalhando nos últimos 20 anos de sua vida na “recuperação” segundo ela de pessoas sob a influencia doentia do fundamentalismo religioso, incluindo as denominações da”Assembléia de Deus” na qual ela foi criada. A Dra Winell  é autora do livro “Leaving the Fold - A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion” (ainda não lançado em português, que pode ser livremente traduzido como – Deixando a congregação: Um guia para ex- fundamentalistas e outros que estão deixando sua religião), e que como o nome diz serve como um guia para quem por algum motivo deixou sua fá e se encontra perdido devido ao vazio que isso pode causar. Ela é responsável pelo termo “Religious Trauma Syndrome” (RTS) (Síndrome do Trauma Religioso) que ela usa para classificar seus pacientes que sofrem de sintomas causados por lavagem cerebral praticada por religiosos fundamentalistas. Segundo a Dra Winell tais sintomas incluem ansiedade, depressão e certa degradação do convívio social. “Os ensinamentos religiosos podem causar danos sérios na saúde mental de um indivíduo”. 


Veja a definição da própria autora: 
Dra. Marlene Winell

“Síndrome de Trauma Religioso é um conjunto de sintomas e características que tendem a agir simultaneamente e que está relacionada com traumas causados por alguma religião. É o resultado de duas coisas: A imersão em uma religião controladora e o impacto secundário de viver em um grupo religioso.”

“No cristianismo fundamentalista, o indivíduo é considerado depravado e tem necessidade de salvação”, afirmou. “A mensagem central é ‘você é mau e merece morrer, porque o salário do pecado é a morte. [...] Já tive pacientes que, quando eram crianças, se sentiam perturbados diante da imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados deles.” 

Síndrome do Trauma Religioso se manifesta em pessoas de todas as idades, mas principalmente naquelas cuja personalidade esteja em formação, as crianças. 

“As pessoas doutrinadas pelo cristianismo fundamentalista desde criança podem ser aterrorizadas por memórias de imagens do inferno e do apocalipse”, disse. “Algumas sobreviventes desse período, as quais eu prefiro chamar de ‘recuperadas’, têm flashbacks, ataques de pânicos, ou pesadelos na vida adulta, mesmo quando se libertaram das pregações teológicas.” 

Um paciente relatou seus tormentos dessa fase de sua vida: “Eu acreditava que ia para o inferno por acreditar que estava fazendo algo de muito errado. Estava completamente fora de controle. Às vezes, eu acordava no meio da noite e começava a gritar, agitando os braços, tentando me livrar do que sentia. O medo e a ansiedade tomaram conta da minha vida.” 

Winell afirmou que a recuperação de quem nasceu em uma família de fanáticos religiosos é mais difícil em relação àquele que adotou uma crença fundamentalista na vida adulta, porque não dispõe de parâmetro de comparação.

Ela disse que se livrar de uma religião é muito difícil em muitos casos porque isso significa pôr em risco um sistema de apoio composto por parentes e amigos, principalmente em relação às pessoas que nasceram em uma família de crentes fanáticos. 

Uma paciente relatou o seu caso: “Eu perdi todos os meus amigos. Eu perdi meus laços estreitos com a família. Agora estou perdendo meu país. Eu perdi muito por causa desta religião maligna, e estou indignada e triste. . . Eu tentei duramente fazer novos amigos, mas falhei miseravelmente. Eu sou muito solitária.” 

Outro paciente contou: “Minha vida estava fortemente arraigada e ancorada na religião, influenciando toda a minha visão do mundo. Meus primeiros passos fora do fundamentalismo foram assustadores, e eu tive pensamentos frequentes de suicídio. Agora isso está no passado, mas eu ainda não encontrei o meu lugar no universo”. 


Winell disse que resolveu dar o nome de "Síndrome de Trauma Religioso" ao conjunto de sintomas e características da lavagem cerebral religiosa porque assim fica mais fácil estudar e diagnosticar as pessoas que sofrem desses males. 

Ela argumentou que a nomenclatura "STR" fornece um nome e uma descrição para as pessoas afetadas pela religião, de modo que elas se sintam parte de um grupo e possam assim compartilhar suas experiências, reduzindo sua percepção de solidão e de culpa.

Por isso, Winell discorda de que a criação de termos como “recuperação de religião” e “Síndrome de Trauma Religiosa” sejam uma tentativa de ateus de patologizar as crenças religiosas. Até porque, disse, “a religião autoritária já é patológica”.

Fontes: A maior parte desse artigo foi publicado originalmente por Paulo Lopes
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André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Conversa entre escritores: J.A.R. Ferraz Entrevista André Stanley



Fui entrevistado pelo escritor J.A.R Ferraz, por conta do lançamento do meu livro "O Cadáver"
Leia a entrevista na integra e conheça o blog dele onde ele posta noticias sobre suas obras publicadas incluindo escritos para você baixar gratuitamente.


Título Original: Entrevista com André Stanley, autor de O Cadáver,
Por J.A.R. Ferraz


Estive conversando com um dos mais novos escritores de Guaxupé, André Stanley. Em uma pequena entrevista com o autor de O Cadáver, ele contou sobre sua obra recém-lançada:

J.A.R.Ferraz: Primeiramente, gostaria que fizesse uma breve apresentação para os leitores.

André Stanley: Meu nome é André Luiz Ribeiro, mais conhecido como André Stanley entre os amigos. Sou formado em História. Atuo como pesquisador free lancer de história cultural. Também dou aulas de Inglês, idioma do qual sempre fui um grande estudioso. Também tento ser músico nas horas vagas. Na minha adolescência fui baixista, guitarrista e vocalista de algumas bandas de Rock N’ Roll e de Heavy Metal. Mas nunca fui um músico muito dedicado, sempre arrumava outra coisa para me dedicar o que acabava me atrapalhando.

J.A.R.Ferraz: Chamou-me muito a atenção no seu livro à maneira como você descreve a historia. Como conseguiu inspiração para escrevê-la?

A.S: Uma vez eu vi uma foto de um cadáver sendo autopsiado, o que me deixou muito impressionado. Eu me impressiono demais com essas coisas. Eu não poderia presenciar um acidente, creio que também necessitaria de socorro em uma ocasião assim. (risos). Mas isso ficou em algum canto do meu cérebro ate que um dia eu li uma resenha de um conto do Garcia Marques onde ele descrevia o aparecimento de um corpo em uma praia num pequeno vilarejo. Quando li essa descrição a ideia veio automaticamente na minha mente. Um cadáver desconhecido é sempre fonte de muito mistério e muitas memória vêm a tona. Comecei escrever imediatamente.

J.A.R.Ferraz: Quais escritores o inspiram?

A.S: Eu leio muito, mas por incrível que pareça leio muitos livros acadêmicos da minha área de atuação (história e educação) o que às vezes me impede de ler romances ou ficções, mas sempre faço uma força para ler alguns romances. Os escritores que mais me cativaram são escritores estrangeiros, tenho uma certa dificuldade com a literatura brasileira apesar de achar que temos uma das mais ricas literatura do planeta. Mas Franz Kafca é para mim um escritor por excelência ele criou o romance moderno sem sentido e sem fim. Li muito Shakespeare, acho que posso considerar Shakespeare uma inspiração na forma com escrevo. Descobri Saramago recentemente e achei fantástico. Gosto de Vladimir Nabokov que escreveu, para mim, uma das grandes obras do século XX “Lolita” - tenho uma queda por romances subversivos. No mais leio alguns romances históricos que acho interessante, sou um grande defensor do romance histórico, acho que os historiadores que geralmente são críticos ferrenhos dessas obras são uns chatos que pensam possuir monopólio da verdade. Vejo muita qualidade em Dan Brown, por exemplo, e é claro ainda mais em Umberto Ecco. Leio muita filosofia e psicologia que obviamente influencia mesmo que inconscientemente minha escrita. Acho que os autores que mais li até hoje foram, William Shakespeare, Franz Kafka e Friedrich Nietzsche.

J.A.R.Ferraz:Muitos escritores complementam seus livros com alguns acontecimentos de suas vidas que serviram de inspiração. Você passou isso para sua historia?

A.S: Sim, acho impossível escrever sem levarem consideração acontecimentos vivenciados por nós mesmos. Todo livro é uma de alguma forma uma autobiografia do autor. No meu livro eu não coloquei nomes nem datas propositalmente para não soar muito pessoal. E também para dar mais liberdade ao leitor de imaginar por si próprio Mas fica implícito que o interior que descrevo no livro se trata do interior que eu conheço e no qual fui criado.

J.A.R.Ferraz: Admiro escritores que usam a forma de escrever “palavras difíceis”. Ser professor te ajudou a aperfeiçoar sua escrita?

A.S: Na verdade o fato de ser professor não me ajudou muito, pois quando eu escrevi o livro em questão, eu atuava como professor particular de inglês e fazia estagio dando aulas de história. O que ajuda uma pessoa a ganhar vocabulário e por isso mais opções de construções textuais são as suas leituras. Ler é o segredo para ter um bom vocabulário e um bom conhecimento. Não acredito que uma formação acadêmica seja essencial para uma pessoa se tornar um bom escritor, isso apenas ajuda. O essencial na minha opinião é ver como os grande fizeram no passado e com isso criar o seu próprio repertório. Mas uma coisa é inegável, quanto mais inserido você estiver no mundo acadêmico mais fácil será para você desenvolver seu lado técnico que nesse mundo globalizado conta muito.

J.A.R.Ferraz: E em algumas partes do seu livro, é citado muito sobre historia, que no caso é sua formação acadêmica. Isto também ajudou?

A.S: Quando você domina um assunto você automaticamente se sente mais seguro para utilizá-lo em uma obra literária, o fato de eu estar estudando história na é poça em que escrevi pode sim ter me dado alguns insights, porém totalmente de forma implícita, não quis fazer uma análise histórica. Estava desde o inicio pensando em escrever um romance.

J.A.R.Ferraz: Sabemos que nos dias de hoje, escritores brasileiros costumam ter pouco reconhecimento se não tiver um empurrão da mídia, e todos sabemos o quanto é difícil ter uma obra publicada devido aos vários obstáculos. Qual a sua dica para quem esta começando agora?

A.S: O Brasil é um país que lê muito pouco, apesar de ter melhorado, as estatísticas são muito desfavoráveis para o mercado editorial. Mas estamos falando de uma arte milenar, que de forma alguma deveria ser feita pensando no dinheiro. É difícil hoje em dia competir com os grandes escritores, mas se você tem uma obra e a deixa na gaveta está perdendo uma oportunidade de ser visto e de colocar sua cara a tapa. Creio que o que é bem feito deve ser mostrado. O que é belo deve ser mostrado – sem nenhuma analogia com revista de nu feminino (risos). Recentemente o escritor brasileiro que mais vende livros no mundo inteiro se recusou a ir a feira literária de Frankfurt alegando justamente que o Brasil passa por uma efervescente cena literária com promissores escritores surgindo e o ministério da cultura não colocou nenhuma dessas novas promessas na lista de convidados. Achei um ato grandioso de Paulo Coelho, mas vivemos no Brasil e enquanto a leitura foi vista culturalmente como uma atividade inferior e como perda de tempo, não consigo vislumbrar um mundo muito favorável a quem escreve. Óbvio que existem exceções, alguém da indústria editorial pode te descobrir por acaso e te transformar em uma celebridade, mas ai seria como jogar na loteria. Sintetizando eu diria que a tecnologia está aí e devemos usá-la sempre a nosso favor, se tem uma obra engavetada e espera pelo momento certo para enviar para as grandes editoras, você pode se decepcionar, pois creio que não vão dar a mínima para você, só investirão em alguém que garantir um retorno certo pelo investimento deles, agora se você encontra uma boa editora independente e lança sua obra por si mesmo,mostrará que não depende do mercado editorial para mostrar seu talento. Isso sim eu considero heroico e digno de meu respeito.

J.A.R.Ferraz: E para finalizar, O Cadáver teve uma ótima aceitação pelos leitores. Tem mais algum livro vindo por ai?

A.S: Eu me considero um escritor 24 horas por dia, pois não é somente o ato de escrever que o torna escritor. Um escritor quando não está escrevendo está lendo, pensando e vivendo para adquirir elementos que depois serão materializados em uma folha de papel, que por sua vez depois será desmaterializados pelos leitores de acordo com sua própria bagagem. Tenho muitas idéias e creio que em no máximo dentro de um ano já terei decodificado essas idéias e transformado-as em um novo romance. Acho que o lançamento de O Cadáver me tirou um pouco o foco, era como se eu necessitasse urgentemente de me livrar desse cadáver para começar algo novo, (risos) acho que em breve sentirei aquela necessidade de me recolher em meu sombrio escritório com minha garrafa de vinho tinto e começar a colocar tudo no papel. É um processo natural da minha mente, não tenho muito controle sobre isso.



J.A.R.Ferraz:
José Augusto Ribeiro Ferraz (J.A.R.Ferraz), natural de Guaxupé-MG. Escritor da trilogia O Sexto Reino - E o Vale dos Dragões, A Draconita do Caos, E o Império do Druida - e também do primeiro volume de O Cemitério da Colina de publicação online. Trabalha em mais outras duas obras: Fazenda Bálsamo (terror) e Sonhos de Vida e Morte (Drama). Em 2005, aos dezoito anos, começou a escrever a trilogia “O Sexto Reino”, quando ainda era estudante na escola Dr. Benedito Leite Ribeiro, onde recebia o incentivo do escritor Elias José. Durante esses anos a historia passou por varias mudanças e em 2013 finalizou o primeiro volume. Sempre gostou de criar pequenas historias e poemas, mas foi depois de conhecer as obras de J. R. R. Tolkien que deu inicio ao seu livro. Começou a trabalhar aos 15 anos de idade com vendas, passando por calçados até produtos agropecuários. Chegou a cursar a faculdade de Comunicação Social, porém, não foi até o fim. Atualmente continua exercendo a profissão de vendedor.

Editor independente de São paulo produz mais de 100 livros em sua própria casa

O poeta e editor Eduardo Lacerda, da Patuá, no quintal de sua casa( Sampa Criativa)


Título original: EDITOR PRODUZ EM CASA MAIS DE 100 LIVROS E UMA INDICAÇÃO AO JABUTI
POR ANA PAULA FERRAZ
Há um ano, Eduardo Lacerda dorme no sofá da sala. As quatro paredes de seu quarto, do chão ao teto, e também a sua cama são tomadas por livros. Resiste apenas, num canto, ostentosa e protetora, a imagem de Iemanjá. Os mais de 2 mil exemplares, que também ocupam o hall de entrada e uma parte da sala da casa dos seus pais, no bairro de Sapopemba, zona leste de São Paulo, fazem parte do estoque da Patuá, editora independente fundada em 2011 por ele e sua ex-sócia, Aline

Rocha. O catálogo conta com 150 títulos de autores estreantes, em sua maioria, poetas.

Lacerda, que é filho de pai de santo, explica: patuá é um amuleto de origem africana. “Para muitos, é uma forma de proteção, mas, para a gente, é uma forma de enfrentamento”, afirma corajosamente o editor e poeta que, há três anos, optou por viver de literatura. Supersticiosamente ou não, os resultados da Patuá têm sido muito bons. Alguns dos escritores revelados pela editora têm conquistado destaques em grandes jornais. O livro Vário Som, da poetisa Elisa Andrade Buzzo, inclusive, concorre este ano ao prêmio Jabuti, o principal de literatura no país. “Temos conseguido tudo isso, mas não é o objetivo. O que eu quero é ter liberdade de fazer coisas como publicar o primeiro livro de um menino que eu acredito. Isso é ser uma editora independente”, pontua.

Agito literário


Os eventos de lançamento da Patuá acontecem semanalmente e também são acontecimentos, com encontro de dezenas de prosadores e poetas que trocam ideias, informações e, claro, fofocas. “Não é um movimento literário, mas é uma movimentação literária”, diz. Lacerda pretende manter o catalogo da Patuá vivo: “Quero que um livro publicado hoje ainda esteja circulando daqui a dez anos”. Porém ele admite que isso depende muito de como o autor trata sua obra. “Há pessoas que encaram a publicação apenas como uma aventura.” Atualmente, a Patuá recebe para avaliação cerca de cem originais por mês. “Não dá para ler tudo.”
Leia matéria completa no Site Sampa Criativa

domingo, 13 de outubro de 2013

10 músicas de Heavy Metal que podem ser usadas em uma aula de História.

Bruce-Dickinson -  Queen Mary University of London - official publicity photo


O site “Loudwire” especializado em Heavy Metal publicou em 2013, uma matéria onde selecionou 10 músicas de Heavy Metal que são uma verdadeira aula de História. Como professor de História achei-me no dever e tomei a liberdade de traduzir o artigo de Joe DiVita e acrescentar umas dicas de como usar as músicas em uma boa aula de História, onde pelo menos aqueles seus alunos cabeludos que vão todo dia a escola com roupa preta irão adorar. O simples fato de se trabalhar com uma música de Metal já pode causar um certo furor, pois sai da rotina e mostra que você está interessado em conhecer o mundo deles. Vamos às músicas.

Ok, bem vindo ao curso de história de Heavy Metal. Durante esse curso nós vamos cobrir tópicos históricos abrangendo desde o antigo Egito até os recentes eventos que ocorreram no mundo. No entanto, esta aula será dada de uma forma diferente do padrão do curso de História.

Você não terá que se preocupar em comprar livros caros, já que as lições serão ensinadas através de músicas de Heavy Metal. Inúmeros artistas buscam inspiração de eventos do passado e oferecem uma reflexão sobre o que aconteceu. Nós discutiremos ambos os aspectos nessa aula, então leia para participar. Cada lição será ensinada através de uma canção, então pegue seus cadernos e comecem a tomar notas enquanto discutimos essas 10 músicas de Heavy Metal que são cada uma delas uma grande lição de história.


1- The Essential Salts' –Nile

A banda Nile (Nilo- rio do Egito) que é fanática pela história do antigo Egito escreveu varias canções sobre uma das mais fascinantes culturas de toda a história. The essencial Salts (Os sais essenciais) descreve o ritual de reanimação por meio do cozimento de partes do corpo e dos ossos até que a água se evapora restando apenas uma substância branca.

Ali está o sal do sujeito da reanimação que então se tornará carne enquanto as palavras são ditas. A música continua descrevendo o que acontece depois e descreve o que acontece se os sais estiverem contaminados. O sujeito reanimado experimentará alucinações e deverá ser morto imediatamente. O necromante que está a cargo do processo de reanimar o sujeito de forma imprópria deve também ser morto por estrangulamento com uma corda. Os corpos deles são então queimados e suas cinzas lançadas no Nilo. Aposto que você não aprendeu isso em sua aula de Egito Antigo na escola? Essa música parece até mesmo um tutorial de como os egípcios faziam com seus mortos e o passo-a-passo do ritual.







2- Alexander the Great - Iron Maiden


O Iron Maiden escreveu muito sobre história, mas nunca da mesma maneira que em “Alexander the Great” (Alexandre O Grande). Enquanto a maioria das músicas do Maiden envolvendo história oferecem uma reflexão, está canção especificamente é mais uma breve história de um dos maiores conquistadores da história do mundo. A música oferece insights sobre a vida de Alexandre, filho de Felipe da Macedônia, e detalha uma série de eventos cronológicos. Os locais das batalhas mais importantes e de seus oponentes já são o bastante para qualquer um tirar um “10” em um teste de história. A banda até mesmo menciona a influencia que o conquistador teve ao espalhar o Helenismo mundo afora o que pavimentou o caminho para o cristianismo. Considere “Alexander the Great” como um guia para sua aula de história da Grécia.




3- Indians – Anthrax

Os mestres do Trash Metal nova-iorquino lançaram o grandioso “Among the Living” em 1987, que continha uma música sobre uma vergonhosa marca dos colonizadores da America do Norte. “Indians” (Índios) destaca as ações deploráveis tomadas contra as tribos nativas americanas e o que nós aprendemos com nosso passado. O Anthrax escreveu sobre alguns dos horrores enfrentados pelos nativos americanos justapostas com noções de paz e um desejo por um mundo sem preconceito. Conscientes de que nós nunca podemos voltar e reviver aquilo que aconteceu no passado, o Anthrax mostra que a melhor forma de honrar aqueles que morreram é aprender com os nossos erros para que não façamos novamente.





4- Hold at All Costs – Iced Earth

O líder do Iced Earth Jon Schaffer é um entusiasta da história americana e possui até mesmo sua loja de raridades históricas que é chamada de “Spirit of 76” (espírito de 76). “The glorious burden” é o primeiro álbum do Iced Earth com Tim “ripper” Owen nos vocais e é um álbum predominantemente sobre a história dos USA e temas patrióticos. ”Hold at all costs” (Agüente a todo custo) é o segundo dia da Batalha de Gettysburg durante a Guerra Civil Americana. Os flancos direito e esquerdo do exército da União foram atacados por ondas de investidas inimigas. Sem munição, não havia outra opção de retaliação que não fosse enfrentar a próxima onda de ataques com baionetas nos rifles. Em uma grande virada, a União segurou os confederados na mais mortal batalha da guerra. 




5- Stalingrad – Hail of Bullets

A banda de Death Metal alemã "Hail of Bullets" se auto intitulam “World War II Metal” (Segunda Guerra Mundial Metal) o apelido combina perfeitamente com o tema, já que a banda aborda temas especificamente sobre a Segunda Guerra Mundial. A batalha de Stalingrado é uma das mais notórias da guerra. Hail the Bullets não pega leve aqui, eles detalham uma série de eventos que se desenrolam durante a batalha com a brutalidade vívida dos mortos espalhados com um fundo absolutamente Death Meltal. Os vocais inelegíveis de Martin van Drunen faz com que a música se torne uma pequena lição sobre a batalha. Da próxima vez que estiver em uma aula de história discutindo sobre a Segunda Guerra Mundial, ofereça-se para tocar na sala de aula um Death Metal para ajudá-los a passar de ano.





6- Primo Victoria – Sabaton

Os suecos do Sabaton se orgulham de escrever sobre história militar. “Primo Victoria” é a primeira música que abre o primeiro álbum da banda com o mesmo nome. A música é sobre o Dia-D e ostenta uma batida com tempo de marcha para invocar o sentimento de guerra. A letra fala sobre a mentalidade dos soldados nas praias da Normandia, sabendo do risco de não voltarem vivos para casa. O sentimento de irmandade do exército está em foco aqui, descrevendo que morrer é egoísmo porque morreram antes do objetivo final que é destruir os nazistas. A operação é um esforço de equipe, isso é tudo o que importa. Sabaton presta um tremendo serviço ao abrir o álbum colocando o ouvinte para entrar na pele de um soldado na guerra.




7- Manhattan Project – Rush

O Rush é geralmente considerada uma banda de Rock progressivo, mas eles já fizeram sons muito parecidos com Heavy Metal, assim se encaixam nesta lista. De qualquer forma, o Rush escreveu letras que fazem as pessoas pensar. Eles mostram suas reflexões históricas a respeito do projeto que batizaram a música em questão. Manhattan Project é o nome do projeto que desenvolveu a bomba atômica. A letra é predominantemente vaga, mas com informa o ouvinte suficientemente sobre o projeto e as subsequentes conseqüências. O Rush expressa o arrependimento sentido por aqueles que comandaram o lançamento da bomba atômica no Japão, e no ultimo verso, da o nome do piloto e o mês do evento. Você pode agradecer o rush quando você pega aquela pergunta de risco.




8- Angel of Death –Slayer

A obra prima do Slayer “Reign in Blood” apresenta a impecável “Angel of Death” (Anjo da morte). A música escrita por Jeff Hanneman descreve os inúmeros horrores que ocorreram no campo de concentração de Auschwitz. O título foi tirado do apelido do médico Dr. Josef Mengele, que atuou em Auschwitz. Ele é odiado pelos atos de horrores que a música descreve muito bem. Seus experimentos monstruosos com prisioneiros judeus são pouco detalhados aqui, mas é mais que o suficiente para embrulhar seu estomago. As aulas de história geralmente descrevem um pouco dos detalhes sobre os terríveis atos praticados no holocausto, mas “Angel of Death” não deixa a desejar na descrição desse odioso evento.





9- War Pigs – Black Sabbath

Está clássica musica do Black Sabbath foi originalmente intitulada “Walpurigis” e era nitidamente satânica, falando sobre o sabbath das bruxas. O título não era inteiramente pertinente a isso, então foi pedido à banda para mudar a letra. O resultado foi uma música que passou pelo teste do tempo e se tornou uma musica de protesto contra a guerra da Vietnã. “War Pigs”(porcos de guerra) funciona como uma cápsula do tempo e é um dos vários protestos contra a Guerra do Vietnã. A música põe em pauta a mentalidade dos políticos e as pessoas que eles enviam para morrer no campo de batalha. A música termina descrevendo o fim da guerra e aqueles que pediram desesperadamente por ela repetindo seus erros, mas agora é muito tarde e Satã caçoa deles no inferno. 





10- Wind of Change – Scorpions

Ok, esta é uma balada, sim, mas é de uma banda de Heavy Metal então ela conta. O hit da banda alemã Scorpions fala a respeito da queda do muro de Berlin que foi um momento tão emotivo para aqueles que o presenciaram que só poderia ser capitado através de uma balada. “Wind of Change”(vento da mudança) descreve o sentimento a respeito do muro que dividiu Berlin ocidental da Berlim Oriental e o que isso significa para o futuro. A queda do muro viu a Alemanha unificada pela primeira vez desde o fim da segunda guerra mundial. Isso significou muito para aqueles que viviam na Berlin Oriental, por causa da grande disparidade de qualidade de vida que eles enfrentavam comparando com seus conterrâneos do lado ocidental. O muro de Berlim era uma lembrança melancólica da guerra que agora os cidadãos poderiam deixar para trás.






Esses são apenas 10 exemplos escolhidos arbitrariamente pelo autor do artigo (Joe DiVita), mas é nítido que um número infinito de músicas de Heavy Metal se referem a temas Históricos que tiveram importância para a História da humanidade. Cabe ao professor estar em sintonia com sua sala para notar a necessidade de usar ou não uma dessas canções em suas aulas de História. Mas por outro lado, muitas outras canções de estilos diversos foram escritas inspiradas em eventos históricos. O segredo é construir um ambiente propício para que os alunos se interessem pela matéria e essas músicas são uma alternativa para chamar a atenção dos alunos e de alguma forma entrar em seus mundos tão particulares.

É inegável o maior interesse dos músicos e fans de Heavy Metal por temas históricos, por isso sempre quando ver um metaleiro saiba que pode ter dele o melhor se cativar-lo corretamente. No entanto podemos pensar em músicas alternativas para temas semelhantes.

A famosa banda U2 que tem um estilo mais popular e aceitável entre a juventude tem dois exemplos de músicas que podem ser trabalhados em sala de aula: “Sunday Bloody Sunday” que descreve o massacre de manifestantes irlandeses que protestavam contra a dominação britânica, evento que até hoje gera muita reflexão. Pride( In the name of Love) fala de forma subjetiva do assassinato do grande líder americano Martin Luther king Jr, que lutou bravamente pelos direitos da população negra dos EUA e foi assassinado por isso.

Mãos a obra caros professores de História, vamos fazer nossos alunos curtirem nossas aulas...





André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

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