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sexta-feira, 10 de abril de 2020

A pior pandemia é a de desinformação: Não estávamos preparados para tantos imbecis agindo ao mesmo tempo

A dificuldade de se manter bem informado sobre Economia em tempos ...

Não estávamos preparados para tantos imbecis agindo ao mesmo tempo.

Vivemos uma pandemia real, outra virtual. Embora a pandemia real nos faça temer pela nossa vida ou pela de um ente querido, é a pandemia virtual propagada via memes nas redes sociais que vai nos abrir uma ferida enorme que pode levar à gangrenar as instituições democráticas de nosso país.

A estratégia é clara, espalhar fragmentos de uma notícia, declaração, ou texto de impacto recortando qualquer aresta que possa ser prejudicial a sua causa e viralizar essa informação de forma randômica, porém profissionalmente, através de uma equipe de falsários que já conhecemos popularmente como "Gabinete do ódio".


Quando o próprio presidente da república propaga por exemplo que Tedros Adhanom, Diretor Geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) apoia sua solicitação de fim do isolamento social como combate a pandemia de COVID 19, reproduzindo uma frase de um discurso deste.


O que o presidente do Brasil não disse foi que na íntegra da fala de Tedros, não havia uma solicitação para que o isolamento social fosse reduzido, na verdade, ele ressalta a importância de medidas emergenciais dos governos para socorrer as populações mais necessitadas que serão os mais afetados nessa crise pandêmica.


Assim disse o Diretor Geral da OMS. Notamos que o presidente Jair Bolsonaro, ou algum de seus assessores sem escrúpulos retirou da fala de Tedros apenas o que lhe servia e omitiu o verdadeiro sentido da informação. O nome dessa estratégia é "Cherry picking" em inglês, em português também a conhecemos como "evidencia suprimida", não passa de uma falácia que tem como objetivo construir um argumento citando dados reais que parecem confirmar sua opinião ou sua informação, mas que não se sustentam mediante uma simples pesquisa no Google. 


Olhar Unificado: Poderíamos usar Isaías 28:13 como principio de ...
Essa mesma falácia é largamente utilizada por pastores evangélicos e gurus espirituais mundo afora. Veremos abaixo um compilado de trechos bíblicos que justificam o dízimo a ser pago pelos fiéis:


Esses trechos do antigo testamento são geralmente turbinados com outras passagens celebres do nova testamento como:


Por outro lado, temos trechos bíblicos que poderiam ser usados lindamente para justificar a poligamia:


O sacrifício de animais:


O Incesto


Ou seja, olhando para os trechos recortados acima notamos que um livro sagrado é necessariamente uma fonte inesgotável para a prática de “Cherry picking”.


Nas redes sociais vemos uma enxurrada de memes, informações distorcidas por ideologias políticas exacerbadas que se utilizam desta mesma estratégia de desinformação, um grande exemplo dessa viralização é propagada pelo perfil oficial da deputada federal Bia Kicís do PSL (Partido pelo qual Bolsonaro se elegeu presidente).

Um post de 10 de abril de 2020 diz que a UNICAMP, salienta que:



Post - Bia Kicis pagina oficial do Facebook
O trecho indica uma postura cautelosa e cientifica sobre o uso de uma medicamento que ainda não demonstrou resultados comprovadamente benéficos sobre o uso deste medicamento, no entanto, a deputada Bia Kicis no ápice de sua capacidade de supressão de evidências usa essa passagem da nota de uma universidade pública do estado de São Paulo para atacar o governado João Dória, seu maior adversário político no momento.

“Centenas de milhares de vidas sendo salvas pela ministração de Hidroxicloroquina, associada a Azitromicina + Zinco, mas a UNICAMP, que pela aparência é contra o "golpe", uma universidade do Estado de São Paulo, ou seja, "Doriana", diz que não há comprovação da eficácia dessa medicação. Ora bolas! Se o efeito é benéfico nos seres humanos, qual a necessidade de esperarmos pelos testes em camundongos?

Você prefere tomar a medicação que está salvando ou esperar que a "ciência" comprove sua eficácia? Parece que a "ciência" não lê jornais, não assiste a bons telejornais e nem navega nas ondas da internet. Se assim o fizesse, nos pouparia de presenciarmos cenas deploráveis."

Ou seja, é muito claro que a deputada populista posta uma informação verdadeira de uma declaração altamente cientifica, portanto, embasada em evidencias, tudo que se espera de uma instituição laica, para criar um post tendenciosamente politizado.

E se você ler os comentários de seus seguidores nota que a tal pandemia virtual a qual me referi no início deste texto já atinge várias pessoas adultas e demonstra total eficácia. Podemos notar os sinais do contágio quando lemos algo da estatura (baixa) disso:

“Opinião deles...foda se eles..vamos usar..se necessário...” 
(comentário extraído do facebook oficial da deputada Bia Kicis referente ao post acima)

Como se a declaração da universidade fosse baseada na opinião dos pesquisadores e não nos resultados das pesquisas. Além disso, notamos que o apoio ao presidente que de forma “achista” defende o uso de um medicamento ainda na fase de testes é amplificada através de hashtags do tipo “bolsonaraestavacerto” “premionobelparabolsonarro”.

Creio que a internet é uma maravilha tecnológica que nos ajuda a buscar informações precisas e mais replicáveis para que as mesmas informações sejam confrontadas com outras e assim, conseguirmos criar uma cultura de pesquisa e desenvolvimento da ciência que pode nos ajudar a combater graves crises sanitárias e  outras.

No entanto, agora parafraseando Umberto Eco, a constatação que fica é a de que não estávamos preparados para tantos imbecis agindo ao mesmo tempo. É um tipo de sincronia da morte, da morte da verdade, da ciência e do bom senso. Caso não consigamos controlar essa pandemia de desinformação, creio que tempos nublados nos assombrarão novamente.

Como já havia dito antes em outra postagem neste mesmo blog; no final, quem nos socorrerá das epidemias e das mazelas impostas pelo autoritarismo será a ciência através de seus erros e acertos amparada pela prudência e pelo bom senso. Sempre será assim, um eficaz cirurgião nunca é exaltado pelos anos de estudo e apuramento de sua técnica, quando salva a vida de um doente agonizante, no máximo como um instrumento de deus que através das orações alheias curou o doente. E assim caminha nossa pátria, sendo desfigurada pelo ódio que aos olhos de um guru espiritual é "amor", demonstrando a cegueira moral dessa nação controlada por imbecis virais diante das telas de seus computadores de última geração.


Pesquisa:





André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.



domingo, 5 de abril de 2020

Uma pandemia para revelar um Brasil perigosamente fundamentalista.

Coronavírus: Em dia de jejum, evangélicos fazem oração por ...
Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo





O Brasil está doente. Enfrenta uma epidemia de falácias, insensatez, anticientificismo, desespero diante da realidade objetiva e agora o agravamento de uma pandemia de Coronavírus.

O Brasil chegou a um estado esquizofrênico e irracional que pode, em pleno século XXI, nos levar a ter que enfrentar os mesmos flagelos de uma Idade Média que - julgávamos o período mais sombrio da História da humanidade - como o domínio da Igreja sobre o Estado (ou o chefe de "Estado", reino, etc"), desprezo às descobertas científicas, uso de medidas supersticiosas para combater um vírus mortal - com o agravante de que durante a epidemia da peste bubônica – Século XIV –  não dispúnhamos das mesma tecnologia e conhecimento sobre viroses que temos hoje, nem mesmo sabíamos o que era um vírus.

Ou seja, em um momento da História onde sabemos a causa, a forma de contágio, somos capazes de contabilizar os infectados e os mortos, sabemos até mesmo como evitar a circulação do vírus, ainda assim negamos a eficiência da ciência e jogamos nossas vidas nas mãos de líderes psicopatas.

O grau de insanidade está chegando a níveis alarmantes. É preocupante notar que em um momento tão ímpar como esse as pessoas preguem que o simples pensar positivo, a oração, o sacrifício físico, a abstinência ou o jejum sejam eficientes ao ponto de curar é até mesmo de impedir que a pessoa contraia um vírus novo, que ninguém havia, até então, desenvolvido algum tipo de anticorpo contra.

A interferência da religião na política é muito eficiente. Afinal ninguém irá questionar a idoneidade de seu pastor, seu padre, seu guru espiritual, seu coach quântico. Justamente por isso é perigosa. Desfigura o Estado laico, impõe os interesses - geralmente financeiros - de alguns líderes espirituais como se fosse o interesse de uma categoria. No entanto, o mais nocivo é o negacionismo científico e a desautorização das recomendações daqueles que por obrigação devem permanecer lúcidos em meio à essa guerra de narrativas.

No final, quem nos socorrerá das epidemias e das mazelas impostas pelo autoritarismo será a ciência através de seus erros e acertos amparada pela prudência e pelo bom senso. Sempre será assim, um eficaz cirurgião nunca é exaltado pelos anos de estudo e apuramento de sua técnica, quando salva a vida de um doente agonizante, no máximo como um instrumento de deus que através das orações alheias curou o doente. E assim caminha nossa pátria, sendo desfigurada pelo ódio que aos olhos de um guru espiritual é "amor", demonstrando a cegueira moral em que as religiões - sim todas - estão imersas.

O simples pensar positivo e tapar os olhos para dados reais, não ajudam em nada, além demonstrar serem medidas de extremo egoísmo. Afinal, a oração nada mais é do que um placebo emocional que o permite seguir em frente negando a realidade.  No entanto, tem um efeito colateral destrutivo. Pois negando os fatos você coloca toda sua comunidade em perigo, pois o fato de você crer fielmente na sua oração não fará com que a doença desapareça, assim como sempre houve orações para os famintos na África e os números de mortos pela forme, pela guerra e por doenças diversas nunca pararam de crescer.

O que faz realmente diferença é reconhecer que FUDEU TUDO e partir para guerra com todas as forças,  fazer jejum, macumba, mapa astral ou correntes de whatsapp em momentos de crises reais, ao contrário do que você pensa, é sinal de demência, não de sensatez.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

segunda-feira, 16 de março de 2020

O perigo dos líderes religiosos na política brasileira

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A interferência da religião na política é muito eficiente, afinal ninguém irá questionar a idoneidade de seu pastor, seu padre ou seu guru espírita, e justamente por isso é perigosa, desfigura o Estado laico, impõe os interesses de alguns líderes espirituais como se fosse o interesse de uma categoria, no entanto, o mais nocivo é o negacionismo científico, a desautorização das recomendações daqueles que por obrigação devem permanecer lúcidos em meio à essa guerra de narrativas. No final, quem nos socorrerá das epidemias e das mazelas impostas pelo autoritarismo será a ciência através de seus erros e acertos amparada pela prudência e pelo bom senso. Sempre será assim, um eficaz cirurgião nunca é exaltado pelos anos de estudo e apuramento de sua técnica, quando salva a vida de um doente agonizante, no máximo como um instrumento de deus que através das orações alheias curou o doente. E assim caminha nossa pátria, sendo desfigurada pelo ódio que aos olhos de um guru espiritual é "amor", demonstrando a cegueira moral em que as religiões - sim todas - estão imersas.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Da Folia de Reis ao Halloween.

Foto: Pit Thompson - 62º Encontro Nacional de Folia de Reis de Muqui ES


Hoje em dia muito se fala na coexistência pacífica de várias culturas distintas em uma mesma sociedade, e para isto se cunhou o termo multiculturalismo. O Brasil, devido às suas proporções continentais e aos vários povos distintos que ajudaram a construir sua cultura, seria um exemplo de país multicultural, pois em um mesmo território politicamente constituído, podemos ter o privilégio de ver danças de origem indígena, como a Catira, danças rituais provindas de povos africanos, como a Congada, e ainda rituais da religiosidade popular que foram trazidas pelos portugueses, como a Folia de Reis, sendo todas praticadas em uma atmosfera de relativa paz. Tanto a Catira, como a Congada e a Folia de Reis são manifestações culturais de origens distintas que fazem parte do que se convencionou chamar de “cultura tipicamente brasileira”.

O Brasil possui uma rica e complexa atividade cultural, e podemos notar que estas atividades coexistiram paralelamente durante séculos de colonização, escravidão e imigração. Será que nossa rica cultura será agora nesta era da internet, suplantada por este emaranhado de culturas estrangeiras, que em muitas ocasiões se impõem em detrimento das nossas? 

        Desde o fim da Guerra Fria, quando o capitalismo vem conseguindo status de vencedor, gerando até algumas teses que decretavam o fim da União Soviética como o fim da própria história, o mundo vem passando por uma aceleração do processo de globalização. Processo esse que grosso modo, teve início com a expansão marítima dos países ibéricos no início do século XVI. Foi se intensificando com a Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII. Mas foi somente com o fim da bipolarização entre os “blocos" capitalista e comunista, que esse processo vem se evidenciando de forma realmente global.

A queda do Muro de Berlim pode ser considerado o marco simbólico que ilustra uma ideia de propagação do capitalismo como regime que democratizaria todo o globo. A dominação ideológica do capitalismo foi responsável, dentre outras coisas, por uma visão global de uma cultura dominante, fundamentada sobretudo, no padrão cultural norte-americano. O “American way of life” se espalhou mundo afora como um modelo a ser atingido pelos cidadãos dos países periféricos. 

Neste sentido, manifestações culturais provindas dos Estados Unidos são introduzidas no Brasil como elemento que integra uma noção de cultura superior, por estar vinculada à modernidade. Isto ocorre muitas vezes em detrimento da cultura tradicional local que passa a habitar um campo secundário nas relações culturais em um mundo cada vez mais globalizado. Esta globalização que se intensifica continuamente gera, no entanto, em âmbito nacional, alguns antagonismos provocados, sobretudo pela ação do Estado no intuito de fortalecer a identidade nacional. 

Assim, a introdução de uma manifestação cultural provinda dos Estados Unidos, como o “Halloween”, encontra alguns empecilhos internos, como movimentos de cunho nacionalistas, frentes formadas por políticos – muitas vezes oportunistas – tentando demonstrar algum amor a pátria ou de religiões evangélicas realizando uma verdadeira “Cruzada” contra o paganismo.

No entanto, o “Halloween” praticado no Brasil hoje está isento do significado que esta festa possuía para aqueles que viviam nos países onde ela surgiu, ou que foram colonizados por estes. Nos Estados Unidos, de onde esta prática se espalhou para o mundo, o “Halloween” ganhou status de uma das datas do ano de maior faturamento no comércio, perdendo apenas para o Natal. Além disso, o cinema comercial norte-americano deu a essa festa um certo padrão às suas práticas. É essa noção que veio a se instalar no Brasil nas últimas décadas. As crianças e adolescentes que praticam o “Halloween” no Brasil, não estão com isso, celebrando um festival folclórico, mas sim se integrando ao mundo do entretenimento global.

São os próprios atores sociais dessas manifestações que podem descrever melhor o que estas práticas significam para suas vidas como seres sociais. Neste contexto, o objetivo de um pesquisador da história cultural brasileira passa a ser, contrastar opiniões e analisar os mecanismos que levam uma tradição estrangeira a se impor perante uma cultura que possui seus próprios valores intrínsecos. 

A Folia de Reis faz parte de uma comemoração cristã difundida essencialmente pelo catolicismo popular. Já o “Halloween” de origem pagã, sofre uma dura reprovação por parte das instituições cristãs. Católicos e principalmente protestantes, investem arduamente no intuito de desviar seus fiéis do caminho desta “festa demoníaca”. No entanto, essas performances religiosas e, ou nacionalistas não são capazes de estancar o avanço mundial da cultura global de rede. Fica aqui essa reflexão. O que acontecerá com a cultura popular?


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Revolucionário Judeu



Certa vez, um judeu meio revolucionário resolveu ser bonzinho com todo mundo, inclusive os mais rudes criminosos e, isso incomodou uns sacerdotes que não concordavam com um cara meio hippie fazendo performances de rua, tirando o foco das pessoas da verdadeira fé. Também, o cara era muito impertinente, vivia dizendo para as pessoas que a riqueza não era sinal de sucesso, que as pessoas deviam deixar sua família para sair por ai e pregar o amor entre as pessoas, que o dinheiro deveria ser apenas para pagar os impostos, porque não era de dinheiro que as pessoas precisam, o verdadeiro tesouro de cada um é o que eles fazem aos seus camaradas. Dizia também que, se alguém te bater na cara ofereça o outro lado para levar outra porrada. Ou seja, ele não foi visto com bons olhos. Por outro lado, era difícil competir com um cara que fazia números fantásticos, ele curava cegos, ressuscitava defuntos, levitava, dentre outras coisas. Talvez, se isso fosse feito nos templos ou nas casas dos ricos empresários isso não seria um problema, no entanto, o público do cara era formado por prostitutas, ladrões, fornicadores e todo tipo de escória das mais perigosas. O cara, obviamente, foi preso, acusado de subversão e foi condenado a morte. Assim, o inconveniente judeu foi morto e esquecido para todo o sempre. Afinal, naquela época não havia internet para postar seus incríveis workshops, nem silk-screen para que sua face fosse estampada nas camisetas das pessoas.




    André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ateus versus Cristãos arrecadando dinheiro para caridade.

Esse vídeo foi feito pela militante ateia americana Jaclyn Glenn e suas amigas. A missão dessas meninas era arrecadar dinheiro em nome de uma instituição filantrópica - o Hospital para crianças de Los Angeles - Durante dois dias elas ficaram paradas no Hollywood Bullevard, uma das ruas mais movimentadas de Los Angeles. A diferença é que no primeiro dia elas levantavam um cartaz em nome de um grupo de cristãos metodista, e no segundo dia elas trocaram essa denominação por outra, se identificando como um grupo de ateus. Vejam a reação das pessoas e o resultado...



André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

sábado, 4 de julho de 2015

A mania de perseguição dos cristãos:

O arquetípico martírio cristão e sua ressonância na atual política brasileira e estadunidense.




Os cristãos norte americanos e brasileiros - e talvez de todo o mundo ocidental - parecem estar sofrendo da "Síndrome do Judeu perseguido". O senador republicano Ted Cruz disse, "Não há mais espaço para cristão no partido republicano atual" - não irei abordar a questão nesse momento mas é sabido que esse partido representa a direita conservadora americana formada basicamente por cristãos protestantes e brancos. O ex- governador do estado do Arkansas, Mike Huckabee foi ainda mais longe ao declarar que "estamos nos movendo rapidamente para a criminalização do cristianismo" - é também importante lembrar que Arkansas é um estado localizado no que hoje se convencionou chamar de "Bible Belt" (cinturão da bíblia), pelo fato de haver uma alta concentração de cristãos conservadores nessa região". O apresentador da Fox News Bill O'Reilly, conhecido pelo seu conservadorismo, foi muito mais dramático que seus colegas ao dizer que "se você é cristão ou um homem branco nos Estados Unidos, está aberta a estação da caça contra você."
Quem persegue os cristãos na América?
David McNew/Getty Images
Estamos falando dos Estados Unidos da America, uma nação onde 73% de sua população se declara cristã. A pergunta é: quem está perseguindo os cristãos na America? Agora ultrapassando a linha do equador e chegando aos trópicos vamos notar que um fenômeno semelhante ocorre por essas terras. Pastores evangélicos comprovadamente charlatões e/ou simplesmente ignorantes, se utilizam desse discurso persecutório para incutir nas pessoas o quanto é difícil ser cristão nesse país. E os católicos que contam com mais de 60% da população não ficam atrás. Padres e entidade dessa corrente religiosa estão usando largamente as redes sociais para descreverem o como sofrem por professarem sua crença em público. Mais de 85% da população brasileira se declara cristã. Quem está perseguindo esses 166 milhões de pessoas? Os homossexuais? Segundo pesquisa realizada em 2009 a capital com maior concentração de homossexuais do Brasil é o Rio de Janeiro com cerca de 19% da população, outras fontes indicam que há no Brasil um número estimado de 18 milhões de homossexuais ou seja, menos de 10% da população brasileira se declara homossexual. Seriam os ateus que perseguem os cristãos? Apesar de ter ocorrido um aumento no número de não-religiosos, aqueles que se declaram ateus constituem um número pífio de 615 mil pessoas. Seriam os praticantes de religiões afro brasileira os perseguidores dos cristãos modernos? Apenas 0,34% da população brasileira se declara praticante destes cultos.

Creio que esses poucos dados citados acima podem nos dar uma ideia de quem de fato são as minorias desse país. E não é difícil notar que são minorias como essas que sofrem perseguição, por parte daqueles que defendem a moral e os bons costumes. Óbvio que todas essas estatísticas podem estar erradas. O número de cristãos que realmente professam e seguem a fé cristã deve ser bem menor, enquanto o número de pessoas que não tem religião ou de ateus pode ser bem maior do que mostram os gráficos. No entanto essa constatação é ainda uma forte evidência da perseguição sofrida por essas correntes em meio a uma sociedade tradicionalmente cristã. Quantas vezes um ateu ou um macumbeiro preferiu se declarar cristão para não sofrer nenhum preconceito por parte de seus vizinhos ou até mesmo de seus próprios familiares?
O Mito fundador do cristianismo
A Última Prece dos 
Mártires Cristãos
por Jean-Léon Gérôme, 1883.
Não sei como ser mais explícito ao demonstrar quem são as presas e quem são os caçadores. Mas podemos identificar a origem dessa falácia da perseguição propagada pelos cristãos fundamentalistas do ocidente. Basta considerar a necessidade de uma religião se embasar em um mito fundador. Esse mito que fundamenta toda a razão de ser de uma religião deve ser passado através das gerações inalterável pois é esse o elemento que justifica suas práticas. Os judeus por exemplo se utilizam de um longo histórico de perseguição que vem desde a hollywoodiana fuga do Egito - evento fundador do seu discurso persecutório - até os dias de hoje, e mesmo quando são eles os opressores, suas ações são justificadas por esse mito fundador. A moderna Israel é a terra prometida a eles por deus, mesmo que antes houvesse ali uma sociedade já constituída de palestinos que viviam em relativa paz com seus vizinhos judeus. Não é diferente com a religião de Cristo, um judeu messiânico que pregava o perdão até mesmo às adúlteras e às prostitutas e causou assim um mal estar nas autoridades politicas e religiosas de seu tempo. Mateus concretiza o discurso persecutório dos cristãos quando diz: "E, por causa do meu Nome, sereis odiados de todos. Contudo, aquele que permanecer firme até o fim será salvo"(MATEUS 10:22). 
Cristo foi condenado a morte e martirizado depois que uma multidão preferiu libertar um ladrão em seu lugar. Depois disso sabemos que os romanos temendo uma sublevação contra seu paganismo conveniente, começou a jogar esses cultuadores de Cristo para serem devorados por leões famintos no Coliseu. E o mito fundador do discurso persecutório do cristão foi então concretizado. O cristianismo foi então construído dentro dessa figura arquetípica do cristão perseguido pelas forças opressoras dos maléficos imperadores que tiranicamente e diabolicamente tentavam destruir sua fé. Até mesmo quando o cristianismo se tornou a norma, esse mito fundador serviu como justificativa para seus atos igualmente tiranos - mas não vamos entrar nesse mérito agora.

Os Cristãos e o poder.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Portanto creio que os cristãos atuais não fazem mais do que permanecerem conectados a essa visão arquetípica do martírio de Cristo, enquanto claramente desfrutam de uma influência massiva na politica e nos meios de comunicação dessas "potencias ocidentais". Basta notar que nos Estados Unidos o atual presidente Barack Obama - que é democrata - tem muita dificuldade de aprovar suas medidas mais inovadoras e liberais, pois os republicanos têm maioria na câmara. Enquanto no Brasil vemos um crescimento sugestivo - e preocupante - da Bancada Evangélica. Essa denominação formada por líderes religiosos se fosse um partido seria o 3º maior partido do Congresso, além de terem a presidência da Câmara - Eduardo Cunha. Esse domínio crescente está influenciando até mesmo os deputados católicos que teoricamente formariam a maioria do congresso nacional. Portanto, caros cristãos vocês ainda estão no poder. Entendo que necessitam parecer uma minoria perseguida como foi o caso de seus antepassados nas arenas romanas, e talvez, até sonhem com o martírio na Índia ou na Líbia, mas aqui nas terras frutiferas do novo mundo vocês ainda são os que perseguem.

Fontes:


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Superstição - a pior doença do povo brasileiro



Perguntam a razão de o Brasil ser o que é. Como poderia ser diferente um país sem um mínimo de educação, e não falo somente de saber ler, escrever e fazer cálculos matemáticos. Eu falo de um povo que não sabe pensar e agir com um mínimo de racionalidade. O Brasil é um país de pessoas supersticiosas e por isso facilmente manipuladas por líderes inescrupulosos. Pastores evangélicos que vendem vassouras abençoadas por mais de 1000,00 reais, ou tijolinhos miniaturas que não passam de 1,99 por 200,00 reais. Agentes de segurança pública que fazem exorcismo. Só para citar algumas dessas baixarias no campo religioso. Se formos aumentar o leque para outras praticas não haveria como numerá-las. 

Quem não se lembra do nosso famigerado técnico da seleção brasileira da copa de 2014? Felipão repetiu os mesmos rituais que havia feito na sua primeira passagem como técnico da seleção brasileira em 2002, foi visitar sua santa de devoção Nossa Senhora do Caravaggio em Farroupilha RS. Todos sabem, que em 2002 o time do Brasil se sagrou campeão mundial, já em 2014 acho que a Santa não estava muito a fim de ajudar nosso campeão e todo mundo sabe o final dessa história.

Ou seja, o Brasil paga um preço alto demais devido a suas ilusões e leviandades. Obvio que um campeonato de futebol não tem a mesma importância da busca de um bem estar social elevado, e por isso mesmo devo fazer essa pergunta: Se estamos há séculos orando e fazendo rituais para vivermos em uma nação de primeira, por que até hoje isso não aconteceu? O Brasil rasteja em todos os quesitos consideráveis para ser considerada uma nação justa e igualitária.

A resposta parece óbvia. Não há pior entrave para o desenvolvimento de uma nação do que suas tradições irracionais. Por que se chocar com a notícia de um muçulmano que joga ácido no rosto de sua esposa por que ela é suspeita de adultério? Isso é corroborado pelas tradições de certos países. Países que ainda se encontram na idade média.
Somente para ilustrar esse artigo, países onde há mais religiosos tendem a ser mais violentos. Podemos notar isso nos países governados por fundamentalistas – principalmente islâmicos, mas podem ser judeus, cristãos ou qualquer outro. 

Vale lembrar que em vários países islâmicos a educação é desestimulada, principalmente entre as mulheres. Ou seja, as crenças infundadas sempre deterão o desenvolvimento de uma nação. Por isso o Brasil é o que é. Enquanto nos recusarmos a questionarmos nossas crenças e tradições vamos continuar amargando um baixo índice de desenvolvimento humano (IDH). Ao contrário de países que ocupam o topo dessa lista (IDH), como Noruega e Holanda que reconhecidamente não dão tanta importância as crendices.

Fonte:

André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

(Documentário)O Deus Que não estava lá - Jesus realmente existiu?




Dirigido por: Brian Flemming
Produzido por: Brian Flemming, Amanda Jackson
Escrito por: Brian Flemming
Estrevistados: Brian Flemming (narration), Sam HarrisRichard CarrierAlan DundesBarbara MikkelsonDavid P. MikkelsonRobert M. PriceScott ButcherRonald Sipus
Distribuído por: Beyond Belief MediaMicrocinema International
Lançado em: 21 de Maio, 2005
Tempo: 62 mins
Língua:Inglês
Legendas:Português

Este documentário se trata de uma produção de Brian Flemming, um diretor americano que entre outros possui produções como: Hang Your Dog in the Wind e Nothing So Strange. Este "The God Who Wasn't There" (O deus que não estava lá) é seu documentário mais combativo em prol do ateísmo. Devido a esse ateísmo hiper- militante de Brian devemos assistir esse documentário com certo grau de prudencia e o senso crítico muito aguçado. Ele entrevista grandes nomes como o historiador Richard Carrier, o Neurocientista Sam Harris, dois grandes defensores do chamado neo-ateísmo, e do lado dos apologéticos religiosos Brian entrevista: Scott Butcher um cristão que stá totalmente engajado na causa dos que serão "arrebatados", e Dr. Ronald Sipus. Ou seja não é muito justo com os cristãos confrontando as ideias desses dois religiosos sem nenhuma credibilidade cientifica com grandes ícones da ciência moderna. Mas não creio que Brian tinha o objetivo de tornar seu documentário uma obra de pesquisa cientifica, afinal ele usa de muito sarcasmo para construir sua prerrogativa. A pergunta principal que o documentário aborta é: Jesus realmente existiu? Não pense que esse é o trabalho fundamental para responder essa pergunta mas levanta tópicos importantes sobre essa discussão, como por exemplo o fato de os evangelhos cristãos terem sido escritos décadas depois dos acontecimentos que eles apregoam terem ocorrido, e o fato de o documento mais antigo que evoca a presença de Cristo escrito por Paulo de Tarso sempre retratar Cristo como uma figura sobrenatural e nunca se referir a ele como um ser tangível. Vale a pena assistir como exercício argumentativo:



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Conservadores elegem seus novos heróis


O conservadorismo cristão vai de vento em popa elegendo seus novos heróis, como sempre acreditando cegamente em salvadores da pátria elegidos por Deus para nos tirar da barbárie, e com essa justificativa continuam a praticar todos os tipos de barbáries que sempre praticaram usando a retórica da criação de uma sociedade perfeita que julgam ser os detentores....quanta prepotência desses falsos moralistas hipócritas, que tem preguiça de pensar...sempre a justificar suas merdas com um proselitismo infantil  e a tentar desmoralizar o estado de direito de cada um de nós, seres humanos. Vêm um mundo exclusivamente como uma luta de bonzinhos, representados por eles próprios que por serem seguidores de um livro sagrado qualquer se julgam detentores da lei, e os malzinhos que são os outros que não acreditam nesse manualzinho que seguem. Tem uma história no cristianismo que fala de uma trave nos olhos, e outra que fala de atirar a primeira pedra aquele que .....deixa pra lá cristãos não aceitam rever seus princípios.




André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

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