Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de maio de 2016

Obama Exalta Heavy Metal Finlandês.




O Presidente dos EUA Barack Obama exaltou o Heavy Metal finlandês em uma entrevista durante uma visita da comitiva dos governos dos países nódicos à Casa Branca. Obama disse que "gostaria de ressaltar que a Finlândia tem talvez, o maior número de bandas de Heavy Metal per capta no mundo e também está muito bem classificada no índice de boa governança." o Presidente ainda declarou: "eu não sei se há alguma correlação entre esses dois aspectos." e ainda brincou " Graças aos inovadores nórdicos nós compartilhamos nossa música no Spotify, nos mantemos em contato via Skype e milhares de pessoas gastam seu tempo no que de outra forma seria gasto no Minecraft, Angry Birds e Candy Crush ".

Assista o vídeo a partir de 11:43 minutos.






Fonte:

André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Making a Murderer: É possível criar um assassino?



Série documentário da Netflix sobre Homem supostamente condenado a prisão perpétua por manipulação policial gera controvérsias. 

O Canal da internet Netflix vem causando controvérsias com seu mais novo documentário, que foi ao ar no final de 2015. 

A série de documentários divididos em 10 episódios conta a história do julgamento de Steven Avery que foi condenado a prisão perpétua por estupro e assassinato de uma fotógrafa na cidade de Manitowoc no estado do Wisconsin (EUA). 

Na verdade, o documentário tem início quando Steven Avery foi solto em 2003 após passar 18 anos na prisão por um estupro ocorrido em 1985. Avery foi considerado inocente após as provas que foram alegadas contra ele serem consideradas insustentáveis quando o DNA do verdadeiro autor do crime foi descoberto. 

O Documentário mostra sua volta para casa após cumprir 18 anos de uma sentença por um crime que não cometeu. Seus familiares o recebem com festa e o próprio Steven Avery dá uma série de entrevista celebrando sua liberdade e fazendo planos para o futuro, como um homem renovado e disposto a viver em paz com sua família trabalhando no ferro velho do pai e cumprir com suas obrigações de cidadão. 

Teresa Halback - a vítima
Mas alguns anos após sua soltura, em 2005, um outro crime abala sua cidade. O desaparecimento da fotógrafa Teresa Holbach toma conta dos noticiários e por uma incrível coincidência a última pessoa a ter contato com a vítima é nada menos que Steven Avery. Depois de alguns dias partes da ossada da fotografa é encontrada em meio as cinzas do que seria uma fogueira no quintal da casa de Steven Avery. 

A história é a seguinte: Halback era uma fotógrafa freelance que prestava serviço para uma revista local de anúncio de vendas de automóveis. Como Avery era proprietário de um ferro velho, sempre requisitava os serviços da fotógrafa para anunciar seus carros que estavam à venda. No dia do seu desaparecimento – 31 de outubro de 2005 – Halback havia sido contratada por Steven para fotografar uma van que ele desejava vender. O serviço foi feito e após isso a fotógrafa não foi vista com vida novamente. 

Interrogatório de Brendan Dassey - sobrinho do acusado
Diante de todas as evidencias a polícia prende Steven Avery como principal suspeito. Para piorar sua situação, alguns dias depois seu sobrinho Brendan Dassey foi preso depois de passar por um interrogatório – sem a presença de um advogado – onde confessa ter ajudado o tio a prender, estuprar e matar Teresa Halback. O documentário mostra partes desse interrogatório onde Dassey confessa a cumplicidade do crime, e evidencia que os policiais coagiram Dassey a confessar. 

As evidências contra Steven ficavam cada vez mais fortes, o que dificultava sua defesa, que alegava que os policiais plantaram parte dessas evidências na cena do crime. Além de parte da ossada da vítima ter sido encontrada no quintal de Avery, e da confissão – coagida ou não – de seu sobrinho, o carro da vítima foi encontrado no meio dos outros veículos do ferro velho de Avery e uma amostra de sangue retirada do automóvel pertencia a Steven Avery, a chave do veículo foi encontrada no quarto de Avery alguns dias depois e continha o DNA do réu, o que fez seus advogados alegarem que essas evidências foram plantadas pelos policiais que investigavam o crime, no intuito de incriminar Avery. 

Os familiares de Steven são mostrados o tempo todo no documentário em situações cotidianas, onde sua mãe aparece cozinhando e seu pai aprece trabalhando no ferro velho. Ou seja, os produtores do documentário nitidamente tentam humanizar o acusado, e deixa claro que Avery está sendo vítima de mais uma injustiça. 

Avery no tribunal
Podemos fazer um paralelo dessa postura seletiva dos documentaristas com a série de documentários produzidos pela HBO entre 1996 e 2011, sobre o julgamento de West Memphis, onde Damien Echols e dois amigos foram acusados de assassinarem três crianças na cidade de West Memphis no estado do Arkansas. Depois de passar 18 anos na prisão os acusados foram soltos por conta de um estranho acordo feito com o estado do Arkansas onde eles poderiam alegar que eram inocentes, mas o estado por sua vez exigiu que confessassem o crime e desde em então são considerados réus confessos. O Próprio Damien Echols escreveu um artigo, onde se mostra solidário a Steven Avery e diz que casos como esses parecem não ter fim. “Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar e muitas outras vezes.” Publiquei uma matéria sobre o caso de Damien Echols alguns meses atrás nesse blog [leia]. Os documentários produzidos pela HBO tiveram papel fundamental na mobilização da opinião pública que criaram grupos de apoio onde até celebridades se engajaram pela causa dos três acusados o que pressionou o estado pela liberação dos acusados. 

Parece nítido que os produtores desse documentário da Netflix pretendem criar o mesmo clima de engajamento popular em favor de Avery, e estão conseguindo certa mobilização social. Uma petição feita pela internet já arrecadou mais de 300 mil assinaturas pedindo a soltura de Avery. E a organização não governamental Innocence Project – que cuida de casos de pessoas injustamente condenadas – assumiu o caso de Avery após sua condenação. 

O documentário vem recebendo também muitas críticas por parte daqueles que acreditam nas evidências encontradas contra Avery. Ken Kratz o promotor que representou o estado do Winsconsi contra Avery escreveu uma nota onde disse que o documentário da Netflix deixou de apresentar evidências concretas que incriminariam ainda mais Steven Avery. Como o fato de que Steven havia exigido da empresa "Auto Trader" - na qual Teresa prestava serviços – que queria contratar especificamente Teresa Halback para o serviço, e a bala onde foi encontrado o DNA da vítima saiu da arma que pertencia a Steven Avery dentre outras evidências. [Leia matéria em inglês sobre a as alegações de Kratz] O xerife da cidade de Menitowoc disse recentemente que o documentário da Netflix “é um filme, não um documentário. ” “Um documentário coloca as coisas em ordem cronológica e conta a história como realmente é ... eles pegaram coisas fora de contextos e as colocaram fora de ordem o que pode levar a pessoa a tomar conclusões equivocadas. ” 



Não podemos negar o caráter tendencioso do documentário que pretende inocentar um homem condenado, construindo uma imagem quase heroica do acusado. Mas uma coisa não pode ser negada nem pelos apoiadores e nem pelos que acreditam na culpa de Steven Avery. O interrogatório levado a cabo pelos investigadores realmente foram coercivos, impondo ao interrogado uma única opção que no caso era a confissão. Essa mesma metodologia foi usada no caso já citado dos três acusados de West Memphis onde um dos acusados – o menos capaz intelectualmente – Jessie Miskelley confessou o crime depois de 12 horas ininterruptas de interrogatório sem a presença de um representante legal. 

Outro aspecto que parece nítido é o empreendimento dos policiais, que nitidamente acreditavam na culpa de Avery, e tudo indica que foram levados por essa crença a plantar provas na cena do crime, no intuito de fortalecer as evidências contra os acusados. Isso ficou evidente quando os policiais não souberam explicar o porquê a chave do carro da vítima só foi encontrada dias depois sendo que no início das investigações nenhum policial envolvido nas buscas a havia visto no local onde fora encontrada posteriormente. Devemos lembrar que o acusado não era nenhum membro exemplar da comunidade, já havia sido condenado antes por outros crimes e era conhecido por seu passado delinquente, mas isso não deve ser usado como fator de condenação, mas pelo contrário, como fator relevante para que não se cometa uma injustiça, que nesse caso seria um erro reincidente. A polícia é uma entidade independente que tem como objetivo investigar e levantar evidências para apresentar a justiça, um policial não pode permitir que sua crença pessoal interfira na sua investigação. Nesse trabalho é preciso saber e não acreditar. 

Nesse sentido acho que o nome do documentário – Making a Murderer (Criando um assassino) – parece pertinente, pois trata-se nitidamente de alguém tentando fabricar um assassino, mesmo que esse assassino seja realmente o assassino. 

Assista ao Trailer oficial:



Fontes: 


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.




quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ateus versus Cristãos arrecadando dinheiro para caridade.

Esse vídeo foi feito pela militante ateia americana Jaclyn Glenn e suas amigas. A missão dessas meninas era arrecadar dinheiro em nome de uma instituição filantrópica - o Hospital para crianças de Los Angeles - Durante dois dias elas ficaram paradas no Hollywood Bullevard, uma das ruas mais movimentadas de Los Angeles. A diferença é que no primeiro dia elas levantavam um cartaz em nome de um grupo de cristãos metodista, e no segundo dia elas trocaram essa denominação por outra, se identificando como um grupo de ateus. Vejam a reação das pessoas e o resultado...



André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.

domingo, 25 de agosto de 2013

Crianças Assassinas – Dois casos de psicopatia infantil







Casos de crianças assassinas são raros e por isso quando nos deparamos com um no noticiário, isso parece muito mais absurdo do que realmente é. A polícia paulista está convicta que um garoto de 13 anos foi o responsável por uma chacina familiar de proporções únicas. Mas o caso Pesseghini pode reabrir a discutição da possibilidade da psicopatia infantil. Eu, desde o primeiro momento, sempre achei improvável que um garoto de 13 anos pudesse ser o protagonista de tal feito, matar pai e mãe e ainda duas tias avós. No entanto, apesar de improvável não pode ser tido como impossível. Casos de crianças homicidas ocorrem vez por outra em todos os cantos do mundo. Creio que a psicopatia é uma condição difícil de detectar, ainda mais quando o indivíduo é jovem demais para que possamos descartar qualquer eventual rebeldia adolescente que possa estar em vigor no psiquismo de uma pessoa.Vamos estudar dois casos emblemáticos de crianças psicopatas que podem nos dar uma ideia sobre como funciona o psiquismo de uma criança.

O Caso Beth Thomas




Lembro que um dia, pelas minhas navegadas na internet, me deparei com um documentário americano que sem dúvida pode perfeitamente ilustrar essa ideia de que uma criança pode sim, desenvolver uma psicopatia em sua mais sublime infância. “Crianças são seres inocentes sem preconceitos”, esse jargão foi por muito tempo utilizado por vários profissionais pedagogos ou psicólogos de diversos ramos do saber até que se tornou um lugar comum na cultura popular. Mas, a criança assim como o adulto é produto de sua condição neuropsíquica somada ao meio em que vive e se desenvolve.

O documentário em questão conta a trajetória de uma bela garotinha de olhos azuis chamada Beth Thomas. Para uma pessoa que não domina o inglês e assiste o documentário sem legendas, soaria como um vídeo caseiro de uma doce criancinha americana dizendo coisas banais. O diferencial está exatamente no vocabulário aguçado da menina e na série de perguntas feitas pelo homem que a entrevista. O documentário foi feito com vídeos gravados pelo terapeuta Ken Magid.

Magid questiona a pobre garotinha sobre uma faca que havia sumido. “– uma grande e pontuda?” – diz a menina.

- o que você ia fazer com a faca, Beth? – pergunta então o terapeuta sem demonstrar qualquer tipo de alteração de humor.


"Matar o John – seu irmãozinho ainda um bebê – mamãe e papai. Diz a garota também fria e detalhista. Quando o documentário foi exibido na televisão americana em 1989, muitos profissionais que trabalhavam com crianças vítimas de abusos criticaram a HBO – produtora do documentário – por estar fazendo sensacionalismo com o assunto.


O documentário mostra ainda um resumo dos fatos envolvendo a criança. Beth Thomas perdeu sua mãe quando era bebê.  Foi deixada sob os cuidados de uma instituição para adoção juntamente com seu irmão mais novo. Ambos foram adotados por um casal que não podia ter filhos. As duas crianças aparentemente saudáveis receberam todo carinho necessário para proporcionar um relacionamento normal entre pais e filhos, mas o que o casal não esperava era enfrentar situações impensáveis que chegaram ao extremo de estarem sob risco de vida por conta do comportamento da filha adotiva.


Diariamente Beth era pega manipulando sua genitália.
E as masturbações ocorriam até mesmo em locais
públicos o que causava grandes transtornos aos pais.



Segundo a mãe adotiva, Beth tinha um comportamento muito incomum para uma criança de 6 anos. Diariamente Beth era pega manipulando sua genitália. E as masturbações ocorriam até mesmo em locais públicos o que causava grandes transtornos aos pais. Beth molestava seu irmão sexualmente, beliscando seu pênis e uma vez foi pega pela mãe, que segundo a própria filha havia puxado o pênis do irmão e enfiado o dedo em seu anus. O pai adotivo de Beth conta a respeito de um sonho ruim onde ela relatava que um homem caia nela e a machucava com uma parte dele próprio. O terapeuta pede a Beth que desenhe para ele o sonho que tinha com seu pari verdadeiro. Beth fez desenhos aterradores onde seu pai a violentava até que ela sangrasse. Dois meses depois da adoção descobriram que a mãe de Beth morrerá quando ela tinha 1 ano de idade e que o pai biológico havia abusado sexualmente de ambos os bebes. Isso com certeza havia causado danos emocionais severos nas crianças.




Agora vivia feliz e respeitava
todos seus familiares

e também seus animais de

estimação que

outrora eram visto por ela

como brinquedos

cujo objetivo eram ser mortos

em suas mãozinhas de criança.



Procuraram ajuda da terapeuta Connell Watkins, que diagnosticou a garota como tendo RAD – sigla em inglês para Desordem de Apego Reativa. É um transtorno mental onde o individuo é incapaz de formar juízo de valores. RAD, portanto é um termo técnico utilizado para não rotular uma criança dcomo psicopata, no entanto, nada mais é do que uma psicopatia infantil. A Situação era tão desesperadora que a terapeuta tirou Beth da casa dos pais e a levou para sua própria casa para tratá-la. Atkins tinha em seu currículo alguns casos de sucesso na reversão do comportamento inadequado de crianças. Incluindo crianças de 9 anos de idade que cometeram assassinato. O documentário mostra a recuperação de Beth, que passou a se comportar como qualquer criança de sua idade. Começa a frequentar a igreja de sua comunidade, e até mesmo a cantar no coral. Agora vivia feliz e respeitava todos seus familiares e também seus animais de estimação que outrora eram visto por ela como brinquedos cujo objetivo eram ser mortos em suas mãozinhas de criança.


O documentário que foi ao ar pela HBO em 1990 termina mostrando o progresso de Beth. E parece que a terapia pela qual foi submetida realmente foi bem sucedida, pois Beth Thomas acabou se tornando uma mulher emocionalmente sociável e fazendo uma pesquisa rápida pela internet foi possível descobrir que ela se formou em enfermagem e atua na área de saúde desde então. Beth foi adotada uma segunda vez por uma terapeuta que atuava na clinica de Atkins. Beth e sua mãe adotiva Nancy Thomas abriram uma clinica para cuidar de crianças que sofriam com distúrbios iguais aos de Beth, que lançou o livro Dandelion on My Pillow, Butcher Knife Beneath (Dente de leão no travesseiro, Faca de açougueiro debaixo).






Um desfecho trágico ainda ligado à algumas personagens dessa história viria a acontecer em 2000 quando uma garota de 10 anos foi morta durante um procedimento terapêutico aplicado na clinica de Connell Atkins chamado “Rebirthing” – renascimento – que consistia em enrolar uma criança em um cobertor para que ela pudesse reviver um novo nascimento e o cobertor representava o útero materno. Apesar dos pedidos desesperados da garoa pare que parecem com aquilo, pois não conseguia respirar, os terapeutas continuaram o procedimento. Candace Newmaker de 10 anos morreu no dia seguinte no hospital. Connel Atkins foi condenada por homicídio assim como as terapeutas que trabalhavam nesse procedimento e os pais adotivos da garota Candice Newmaker que segundo a autópsia morreu sufocada. O caso Newmaker gerou comoção nacional e foi responsável pela criação da “Candace Law” – lei Candice – contra as terapias com crianças supostamente com distúrbios de apego.


O caso Mary Bel

Mary Bell - A homicida mais jovem da história

Outro caso pode ajudar a ilustras melhor o perfil psicológico de uma criança abusada sexualmente. Em 1968 dois garotos foram mortos de forma brutal em New Castle na Inglaterra. Houve uma diferença de dois meses entre a ocorrência de cada um dos homicídios, levando a crer que se tratava do mesmo assassino. Na verdade, foi descoberto para espanto de todos, que se tratava de uma assassina. Mary Bell uma garota de 11 anos que morava em um bairro pobre de New Castle, próximo de onde os assassinatos ocorreram.


Norma Bell - amiga e co-autora
do assassinato de Brian Howe
Mary Bell foi em sua época a mais jovem homicida da história. Ela ainda não havia completado 11 anos de idade quando estrangulou Martin Brown até a morte. Ele era um garoto de 4 anos de sua vizinhança. Dois meses depois com ajuda de sua amiga Norma Bell – que apesar do nome não tinha nenhum parentesco – levaram um garoto de 3 anos de nome Brian Howe para um terreno baldio e também o estrangulou até a morte, além disso ainda usou uma tesoura para marcar as pernas do garoto e fazer uma letra “M” em seu abdome. Não foi difícil para a policia chegar a Mary Bell. Filha de Betty McCrickett, uma prostituta que tinha reputação de praticar sadomasoquismo com seus clientes, e deixava Mary na rua enquanto os atendia em casa. Isso quando não se utilizava da própria filha para prática de seus joguinhos eróticos. Segundo consta Mary foi sexualmente abusada com uma certa freqüência dos 4 aos 8 anos.

Martin Brown de 4 anos - primeira vítima de Bell

O comportamento da garota Mary Bell já era conhecido. Antes dos assassinatos houveram vários casos de crianças que relataram ter sido atacadas por Mary que tentara estrangulá-las. Mary tinha personalidade forte e dominadora. No dia de seu aniversário de 11 anos um dia depois que havia assassinado o garoto Martin Brown, tentou estrangular uma amiga de escola, que se não fosse a intervenção do pai da garota atacada, que a tirou as bofetadas algo pior teria acontecido.


Brian Howe de 3 anos assassinado
por Mary Bell com ajuda de sua amiga Norma Bell


Mary havia desenvolvido um comportamento bem sádico e segundo consta, foi até a casa de Martin Brown dias depois de tê-lo matado e pediu a sua mãe para vê-lo. A mãe de Martin disse que o menino estava morto e Mary disse: “Eu seu que ele está morto, só queria ver ele no caixão”.

Mary e sua amiga Norma cometeram atos de vandalismo em uma creche deixando recados anotados em folhas de cadernos que diziam:



“I murder so THAT I may come back” 
"Eu mato para que eu possa voltar."


“fuck off we murder watch out Fanny and Faggot” 

“Foda-se nós matamos cuidado fanny e Faggot”

“we did murder Martain brown Fuck of you Bastard” 

“Nós realmente matamos Martin Brown foda-se seus bastardos”






Uma das mensagens recolhidas
pela policia


Esses dizeres revelam a personalidade conflitante de uma criança perturbada. Mary foi condenada em 17 de dezembro de 1968 depois de dias de julgamento. Devido a exclusividade do caso, ele teve comoção mundial e especificamente na Inglaterra foi um divisor de águas na legislação do país. Nunca tiveram que condenar alguém tão jovem por duplo infanticídio. Mary cumpriu 12 anos de sua sentença e passou por várias terapias e avaliações psicológicas. Em 1977 Mary Bell fugiu do presídio e, segundo ela, perdeu sua virgindade. Foi recapturada logo em seguida. Em 1980 ela foi liberada. Tinha então 23 anos e um novo nome, pois tinha a proteção da lei para ficar no anonimato e manter sua integridade. Os familiares das vitimas vem lutando desde então para que a justiça revogue essa decisão. Tal lei batizada de “Ordem Mary Bell” por conta da própria da proteção e anonimato a todas a crianças envolvidas em procedimentos legais.


Mary Bell foi entrevistada em 2007 pela jornalista Gitta Sereny que resultou no livro “Gritos no vazio”. Sabe-se que o dinheiro rendeu um bom dinheiro para Bell o que gera muita controvérsia na sociedade britânica, principalmente entre os familiares das vítimas.


Bell logo após ser recapturada pela policia
1977
Esses dois casos ilustram algo que sempre vem sendo razão de discussão entre psicólogos de todos os setores. Será a psicopatia uma predisposição genética? Ou ela surge no contexto familiar e social do individuo? Temos aqui dois casos de psicopatia na infância que até o presente momento parece ter sido revertidas com sucesso na vida adulta dos individuos que as portava. Tanto Beth Thomas quanto Mary Bell – segundo consta – se tornaram adultos emocionalmente saudáveis depois da intervenção terapêutica. A questão é, essas duas mulheres estão vivendo suas vidas tendo que domar seus instintos assassinos todo santo dia, ou elas realmente desenvolveram valores éticos e morais que as tornam seres sociáveis? Todos os psicopatas se tratados na infância podem reverter sua psicopatia? Acho que terminei os artigos com muito mais perguntas do que respostas, mas creio que são as perguntas certas que nos levam a algum lugar.





Assista documentário sobre o caso Mary Bell: https://www.youtube.com/watch?v=moFhGzE_xRI
Assista o documentário sobre Beth Thomas: https://www.youtube.com/watch?v=g2-Re_Fl_L4


Fontes:


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A SWAT e os desafios da extrema militarização da policia americana.

 Título original: Rise of the Warrior Cop for The Wall Street Journal.



Em 4 de Janeiro do ano anterior (2012) uma  equipe da policia do departamento de narcóticos conduziu uma incursão em Ogden no estado de Utah (EUA) na casa de Matthew David Stewart as 8:40 p.m. Os 12 oficiais agiam seguindo uma dica dada pela ex-namorada de Stewart, que disse que ele estava cultivando maconha em suas casa. O Sr. Stewart acordou nu com o som dos policiais arrombando suaporta. Achando que estava sendo invadido por criminosos, como ele veio a declarar depois, pegou sua pistola Beretta 9 milímetros.

Matthew David Stewart in court after his arrest(Matthew Stewart na corte após ser preso)


A polícia disse que eles bateram na porta e se identificaram, no entanto nem o Sr. Stewart nem mesmo seus vizinhos disseram ter ouvido tal anuncio. Stewart disparou 31 vezes e a policia mais de 250 vezes. Seis dos agentes foram feridos e o oficial Jared Francom foi morto. O próprio Sr. Stewart foi atingido duas vezes antes de ser preso. Ele foi acionado por diversos crimes incluindo o assassinato do policial Jared Francom.

Os policiais encontraram 16 pequenos pés de maconha na casa do suspeito. Não havia evidencia de que o Sr. Stewart – um veterano das forças armadas americanas e sem ficha criminal prévia – estivesse vendendo maconha. O pai do acusado disse que seu filho sofria de trauma pós traumático e que podia estar se automedicando usando maconha.

No começo desse ano a câmara municipal do condado de Ogden recebeu reclamações de dezenas de cidadãos desta cidade a respeito da forma como os mandatos de seguranças estavam sendo cumpridos. Quanto Sr. Stewart seu julgamento esta marcado para Abril e os advogados de acusação estavam brigando pela pena de morte. Mas depois de perder uma audiência em Maio passado a respeito da legalidade do mandato cumprido pela policia ele se enforcou em sua cela

As táticas policiais usadas no caso de Stewart não são uma exceção. Desde a década de 60, em resposta a uma série de ameaças percebidas, agentes de segurança pública em todos os EUA e em todos os níveis governamentais estão atenuando cada vez mais a linha que separa um oficial de policia de um soldado.

Levados pela retórica marcial e pela disponibilidade de equipamento de uso militar – de baionetas e M-16 a rifles para carros blindados. As forças policiais Norte-americanas têm frequentemente adotado uma mentalidade que anteriormente só era reservada para o campo de batalha. O combate as drogas, mais recentemente após os ataques de 9 de setembro, os esforços antiterroristas que surgiram desde então criaram uma nova figura para sociedade norte americana atual: O “policial guerreiro” – armado até os dentes,prontos para lhe dar com potenciais malfeitores e aumentando a ameaça as liberdades concedidas as famílias Americanas.




A sigla S.W.A.T significa (Special weapons and tatcs) “armas e táticas especiais em inglês” . Essas unidade da policia são treinadas com métodos similares àqueles usados pelas forças especiais no serviço militar. Eles aprendem a arrombar casas com aríetes e a usar aparatos incendiários como granadas de flash que sega temporariamente quem estiver por perto. Seu objetivo principal é limpar um local – para remover qualquer ameaça e distrações (incluindo animais de estimação) e subjugar os residentes o mais rápido possível.

A primeira equipe da SWAT dos EUA começou a atuar no final da década de 1960 em Los Angeles. Até 1975, havia aproximadamente 500 unidades desse porte. Hoje há milhares delas. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo criminologista Peter Kraska da Eastern Kentucku University, apenas 13% das cidades que possuem entre 25.000 e 50.000 habitantes tinha uma equipe da SWAT em 1983. Até 2005 esse número já passava dos 80%.

O numero de incursões conduzidas por forças especiais como a SWAT cresceu da mesma forma. Na década de 1970 houve apenas algumas centenas de intervenções, até o começo da década de 1980 eram 3.000 por ano. Em 2005(ultimo ano que o Dr. Kraska coletou dados) houveram aproximadamente 50.000 incursões.

...investigada por não pagar seu empréstimo estudantil


Muitas agencias federais também têm sua própria equipe da SWAT, incluindo Fish & Wildlife - Pesca e Vida Selvagem, (NASA) Agencia espacial americana e o departamento do interior. Em 2011, a equipe da SWAT do departamento de educação executou uma incursão na casa de uma mulher que foi inicialmente relatada como sendo investigada por não pagar seu empréstimo estudantil, entretanto depois a agencia declarou que ela era suspeita de fraudar o programa federal de empréstimos estudantis.


Os detalhes geraram muitas manchetes nos jornais por revelar que o departamento de educação tinha uma unidade de elite como a SWAT. Nenhum dos departamentos federais se responsabilizou diante de meus pedidos por informações a respeito do porque eles consideram que uma equipe com treinamento e aparato militar seria necessário.


A ideia para a primeira equipe da SWAT de
Los Angeles surgiu durante as revoltas domesticas e
os conflitos civis de meados dos anos 1960.



Os norte americanos sempre tiveram um pé atrás quanto ao uso de força militares para policiamento domestico. Preocupações a respeito do abuso potencial de poder tem longa data, isto ocorre desde a criação da constituição, quando os fundadores desse país levantavam questão sobre exércitos permanentes e a intimidação da população por parte de um executivo com excesso de zelo, que poderia escolher seguir os tristes precedentes estabelecidos pelos imperadores e monarcas europeus.


A ideia para a primeira equipe da SWAT de Los Angeles surgiu durante as revoltas domesticas e os conflitos civis de meados dos anos 1960. Daryl Gates, na é poça um inspetor do Departamento de Policia de Los Angeles, estava ficando muito frustrado com a ineficiência de seu departamento para responder aos incidentes que ocorriam, como os distúrbios ocorridos no distrito de Watts em 1965. A partir de então seus pensamentos se tornaram militarizados. Ele era particularmente simpatizante das forças especiais das marinhas (Fuzileiros Navais) e começou a imaginar um grupo de elite de policiais que poderiam responder de uma maneira similar em aos distúrbios perigosos que ocorriam pelas ruas.


Gates inicialmente teve dificuldades de ter sua idéia aceita. O chefe de policia de Los Angeles William Parker achava o conceito arriscado por poder causar um racha entre os militares e os responsáveis pela aplicação da lei. Mas com a chegada do Chefe Thomas Reddin em 1966, Gates teve carta branca para começar a treinar uma unidade. Até 1966, sua SWAT estava pronta para sua incursão inaugural contra uma movimentação dos Black Panthers.

Nessa mesma época o presidente Richard Nixon declarava guerra às drogas. Entre as novas medidas de difícil aceitação incluía a incursão “sem bater” por parte da policia antidrogas que seria permitido entrar nas casas sem que necessitassem anunciar. Depois de um debate caloroso o congresso autorizou as incursões sem anunciação por parte dos policiais da narcóticos em 1970.
Nos anos seguintes histórias emergiram sobre agentes federais arrombando lares (freqüentemente sem um mandato) e aterrorizando cidadãos e famílias inocentes. O congresso revogou a lei em 1974, mas a política sempre dá um jeito e isso sempre era aceito (sem autorização do congresso).


Durante a administração de Reagan, os métodos da equipe da SWAT convergiram para a guerra contra as drogas. Até o final dos anos de 1980, forças tarefas juntaram policiais e soldados para interdições contra o narcotráfico. Helicópteros da Guarda Nacional e aviões de espionagem U-2 voaram pelos céus da Califórnia em busca de plantações de maconha. Quando suspeitos eram identificados, tropas da guarda nacional e outras agências federais e locais eram enviadas para erradicar as plantas e capturar as pessoas que a cultivavam.

Defensores dessas táticas diziam que os traficantes de droga estavam adquirindo armas ainda mais potentes e a policia necessitava estar sempre um passo a frente na corrida das armas. Houveram de fato alguns incidentes isolados onde a policia estava em desvantagem de armamentos, mas não existem informações de que era um problema generalizado. Um estudo feito em 1991 pelo Independence Institute de tendência liberal, constatou que menos de 1/8 dos 1% de homicídios nos EUA foram cometidos com armas de uso militar. Estudos subsequentes feitos pelo departamento de justiça em 1995 e o instituto nacional de justiça em 2004 tiveram conclusões similares. A grande maioria dos crimes sérios são cometidos com armas de uso domestico, e não armas de alto poder.


O novo século trouxe a guerra ao terror e, com isso, novas razões e recursos para militarizar as forças policiais. De acordo com o Centro pra relatório investigativo - Center for Investigative Reporting – o departamento de segurança interna entregou subsídios de 35 bilhões de dólares desde sua criação em 2002, com grande parte desse dinheiro sendo usado para a compra de equipamentos militares como carros blindados. Somente em 2011, um programa do Pentágono para o reforço das capacidades de aplicação da lei local disponibilizou $ 500 milhões em equipamentos, a maior quantia de todos os tempos.


A década passada também viu um alarmante numero de missões executadas pelas equipes da SWAT. Quando a mania por poker começou a disparar, grande número de departamentos policiais responderam enviando a SWAT para invadir jogos em garagens e porões onde havia suspeita de jogo ilegal. De acordo com novos relatos e conversas com organizações de poker houve dezenas dessas incursões, em cidades como Baltimore, Charleston, S.C. e Dallas.


Em 2006, o optometrista de 38 anos Sal Culosi foi baleado e morto por um oficial da SWAT do condado de Fairfax. A investigação começou quando um detetive a paisana ouviu Culosi fazendo apostas em jogos de futebol americano universitário com uns caras em um bar. O departamento enviou uma equipe da SWAT atrás de Culisi, que não tinha nenhum antecedente criminal e nenhum histórico de violência. Enquanto a equipe da SWAT descia um oficial disparou um único tiro que atingiu o coração de Culosi. A polícia disse que o tiro foi acidental. A família de Culosi suspeita que o oficial viu Culosi apanhar seu celular e achou que fosse uma arma.

monges tibetanos que 
tiveram seus vistos expirados 
enquanto visitavam a America 
em uma missão de paz. Em Iowa 
os infelizes homens santos foram 
presos por uma equipe da SWAT.

Incursões como essas tem sido usadas nos anos recentes para o cumprimento da lei. Agentes federais armados do departamento de Pesca e vida selvagem invadiram a fabrica de guitarras Gibson em Nashville em 2009, com a suspeita de que estavam usando madeira que foram ilegalmente cortadas em Madagascar. A Gibson foi multada em 2012 tendo que pagar 300.000 dólares e admitiram ter violado a lei Lacey. Em 2010 o departamento de policia de New Haven enviou ema equipe da SWAT para invadirem um bar que a policia suspeitava que estavam vendendo bebidas para menores. Por tamanho absurdo é difícil crer na história de 2006 sobre monges tibetanos que tiveram seus vistos expirados enquanto visitavam a America em uma missão de paz. Em Iowa os infelizes homens santos foram presos por uma equipe da SWAT.


Infelizmente, as atividades agressivas das unidades super armadas das SWAT resultaram em muito derramamento de sangue desnecessário: cidadãos inocentes perderam suas vidas, assim como policiais confundidos com assaltantes como no caso de Matthew David Stewart.

Na minha própria pesquisa, eu coletei mais de 50 exemplos nos quais pessoas inocentes foram mortas em incursões para o cumprimento de mandatos por crimes que não foram violentos ou foram cometidos de forma consensual (como no trafico de drogas ou jogos ilegais onde todas as partes participam voluntariamente).

Estas vitimas eram transeuntes, ou a policia mais tarde encontrou evidencias do crime pelo qual a vitima estava sendo investigada. Nesta lista inclui Katherine Jonhston, uma mulher de 92 anos de idade morta por uma equipe da Narcóticos de Atlanta que agiu de forma equivocada ao seguir a dica mal averiguada de um informante em 2006; Alberto Sepulveda, uma garoto de 11 anos acidentalmente atingido por um tiro disparado por policiais da SWAT da Califórnia durante uma incursão antidrogas em 2000; e Eurie Stamps, morto em 2011 em uma incursão em sua casa em Framingham, quando um oficial disse que sua arma disparou acidentalmente. Sr. Stamps não era suspeito da investigação.



...aparecem policiais saltando de helicópteros, 

atirando com metralhadoras, arrombando portas e 

abordando suspeitos. 

Tais campanhas incutem uma cultura 

de policiamento americana que se tornou isolada, 

confrontadora e militarista demais, 

e elas tendem a atrais recrutas pelas razões erradas.

O que seria preciso para retroceder tais medidas excessivas levadas a cabo pela policia? Creio que para começar, o óbvio seria acabar com as subvenções federais que encorajam as forças policiais a adquirir equipamento que é mais apropriado para um campo de batalha. Além disso, é crucial mudar a cultura de militarização na aplicação da lei nos EUA.


Considere os vídeos de recrutamento de policias de hoje em dia (largamente disponíveis no youtube), nos quais geralmente aparecem policiais saltando de helicópteros, atirando com metralhadoras, arrombando portas e abordando suspeitos. Tais campanhas incutem uma cultura de policiamento americana que se tornou isolada, confrontadora e militarista demais, e elas tendem a atrais recrutas pelas razões erradas.


Se você der uma vasculhada on line nos sites de assuntos policiais, ou bater uma papo com jovens policiais, você logo encontrará alguma versão da frase “O que for necessário fazer para chegar em casa salvo.” É um sentimento que sugere que toda interação com o cidadão pode ser a sua ultima vez. Não ajuda muito também quando líderes políticos dão apoio a esta auto-imagem militarista, como o Major Michael Bloomberg da cidade de Nova York fez em 2011 ao declarar, “Eu tenho meu próprio exercito no (NYPD)Departamento de Policia de Nova York – o sétimo maior do mundo.”


A motivação do policial americano comum não deveria ser focar somente no final do seu turno. O LAPD – Departamento de Policia de Los Angeles pode ter nos dado a primeira equipe da SWAT, mas seu lema ainda é o mais correto ideal para os policiais americanos: “Proteger e servir.”


Equipes da SWAT tem seu papel, é claro, eles deveriam ser poupados para aquelas situações raras quando a violência iniciada pela policia é a única esperança para prevenir a perda da vida. Eles certamente não têm que agir como modernos esquadrões.

policiais caminham,
interagem com os cidadãos e
consideram se parte da vizinhança
que eles patrulham



Muitos agentes da lei de longa data tem me dito que eles se preocupam de que essa tendência em direção a militarização possa ir longe demais. Para aqueles que ainda acham que ainda há uma chance de uma reforma nessa tendência e investir em uma policia comunitária, essa é uma aproximação que depende mais da sociedade civil do que da força bruta.




Nesta bem diferente visão de policiamento, policiais caminham, interagem com os cidadãos e consideram se parte da vizinhança que eles patrulham – e portanto tem participação naquela comunidade. É um policial amigável que procuramos, não um RoboCop com um taser em punho.


Mr. Balko é o autor de “Rise of the Warrior Cop” (A ascensão do policial guerreiro)

Read In English 



André Stanley 

André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

Postagens Populares