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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Ex fan vende toda sua coleção de vinil do Pink Floyd...



Roger Waters - caricatura by André Stanley (Stanley Creation)

Ex fan vende toda sua coleção de vinil do Pink Floyd, disse que vai investir agora em Ultraje a Rigor e Lobão.

Ele não quis comentar sobre o motivo que o levou a tomar decisão tão peculiar. Disse apenas que depois de tantos anos ouvindo as músicas da banda descobriu que não entendia as letras.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Escola sem partido é uma ilusão cristã conservadora.



Se a doutrinação feita nas escolas pelos professores de história fosse realmente efetiva, não teríamos, funk, ninguém pensaria em apoiar o Bolsonaro ou o Feliciano, o Cristo Redentor já teria sido demolido para a construção de uma estátua do Che Guevara. A Coca Cola seria considerada droga e teria que ser vendida com uma advertência do Ministério da Saúde falando dos malefícios do produto ao lado de uma foto mostrando um feto com os ossos derretidos. E a dona Cida, que faz salgados, teria um deficit financeiro considerável, pois a venda de coxinha seria proibida, o bom é que ela poderia aderir à nova onda de vender pão com mortadela...ou seja, tem muito conservador retardado que parece viver em outro mundo. Escola sem partido é a mais nova ilusão cristã conservadora com a adição de um ator porno para dar um toque de rebeldia. 


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Revolucionário Judeu



Certa vez, um judeu meio revolucionário resolveu ser bonzinho com todo mundo, inclusive os mais rudes criminosos e, isso incomodou uns sacerdotes que não concordavam com um cara meio hippie fazendo performances de rua, tirando o foco das pessoas da verdadeira fé. Também, o cara era muito impertinente, vivia dizendo para as pessoas que a riqueza não era sinal de sucesso, que as pessoas deviam deixar sua família para sair por ai e pregar o amor entre as pessoas, que o dinheiro deveria ser apenas para pagar os impostos, porque não era de dinheiro que as pessoas precisam, o verdadeiro tesouro de cada um é o que eles fazem aos seus camaradas. Dizia também que, se alguém te bater na cara ofereça o outro lado para levar outra porrada. Ou seja, ele não foi visto com bons olhos. Por outro lado, era difícil competir com um cara que fazia números fantásticos, ele curava cegos, ressuscitava defuntos, levitava, dentre outras coisas. Talvez, se isso fosse feito nos templos ou nas casas dos ricos empresários isso não seria um problema, no entanto, o público do cara era formado por prostitutas, ladrões, fornicadores e todo tipo de escória das mais perigosas. O cara, obviamente, foi preso, acusado de subversão e foi condenado a morte. Assim, o inconveniente judeu foi morto e esquecido para todo o sempre. Afinal, naquela época não havia internet para postar seus incríveis workshops, nem silk-screen para que sua face fosse estampada nas camisetas das pessoas.




    André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sábado, 5 de março de 2016

Colecionadora de papel higiênco









Ainda há coisas bizarras acontecendo nesse mundo. O mais legal é que costumes exóticos sempre existiram, por exemplo, quando eu era criança, tinha o costume de colecionar marcas de cigarro, as vezes latinha de cerveja – antes delas se tornarem um artigo disputado pelos coletores de lixo. Mas uma amiga me surpreendeu, conversava sobre assuntos aleatórios quando ela me relatou sua obsessão por papel higiênico. Disse que tinha uma pasta de capa dura onde tinha centenas de modelos de papel higiênico catalogados. Tinha daqueles folha dupla, folha simples, verdes, azuis, rosas. O legal é que o método de coleta de material dela chegou a me preocupar, mas quando notou minha surpresa ela logo disse que só coletava o papel em natura, ainda sem usar – ao menos isso!


Ela pedia para ir ao banheiro quando ia a alguma residência e nem sempre era para fazer algum tipo de necessidade fisiológica, mas sim para coletar o valioso material no rolinho. Ela se preocupava até mesmo em colorir os furinhos que formam aqueles desenhos no papel – tipo coraçõezinhos, coelhinhos, passarinhos, etc - para ressaltar os detalhes das figuras. Disse que uma vez ficou tão maravilhada com a arte de um de seus papeis que pensou até em emoldurar para colocar na parede de seu quarto.

Achei no mínimo exótico esse costume, mas sabe que tem gente aficionada nesse tipo de coisa, é só digitar papel higiênico no Google e verá.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Perseguição à cristãos na Índia pode ser indicio do cumprimento da profecia bíblica.

Uma onda de ataques a cristãos na índia e também em alguns países do continente africano, parece reproduzir hoje em dia a perseguição que os cristãos sofriam pelo império romano nos primeiros séculos do cristianismo..agora seus perseguidores são muçulmanos ou extremistas hindus. É uma onda de violência que nos permite refletir sobre o fato de que o livro sagrado dos cristão já apregoava que no fim dos tempos algo assim iria acontecer. Será que enfim uma profecia bíblica parece estar sendo concretizada?....SÓ QUE NÂO.... basta uma rápida pesquisa pela internet e notar que todos os sites que apregoam isso e todos os videos do Youtube que circulam essa ideia de uma perseguição épica ao cristianismos são de origem cristã.Ou seja..é o mesmo que um Corintiano fazer um vídeo contra o aumento da criminalidade - desculpe o sarcasmo. E todas as fotos que esses cristãos usam como evidencias e provas do que estão pregando são na verdade fotos de chacinas urbanas executadas por paramilitares ou mesmo governos militares, ou até mesmo fotos de acidentes. Me pergunto por que fazer uma propaganda tão forte para tentar cumprir uma profecia cujo fim será a nossa destruição? Ainda mais com evidencias falsas facilmente desmascaráveis? É óbvio que há sim perseguição a cristãos na Índia , um país predominantemente Hindu. Mas afirmar que milhares deles vem sendo mortos e usar fotos de corpos carbonizados pela explosão de um caminhão tanque é uma puta de uma charlatanice muito pertinente aos pastores evangélicos atuais... acho que isso é realmente condizente como cristianismo...Vai entender....

domingo, 12 de janeiro de 2014

Por que não devemos fazer piada com o islamismo? O que você precisa saber antes de fazer humor direcionado ao islamismo.

Charge do profeta Maomé usando um turbante em forma de bomba.
A ilustração é uma das 12 charges publicadas pelo jornal "Jyllands-Posten", em novembro de 2005,
que deu origem a vários protestos por parte de muçulmanos islâmicos


    As vertentes mais conservadoras do islamismo não permite a representação do profeta Mohamed (Maomé em português). Por isso pense duas ou mais vezes antes de querer fazer alguma figura, mesmo que para um trabalho escolar, com uma representação gráfica do profeta Mohamed. Em 2005 o jornal de maior tiragem da Dinamarca – Jyllands-Posten – publicou uma série de caricaturas mostrando o profeta Mohamed. O que para um país democrático ocidental poderia ser algo corriqueiro e inocente foi a causa de uma grande instabilidade diplomática. Varias embaixadas dinamarquesas sofreram retaliação e ameaças diversas em vários países muçulmanos e uma onda de violência que ocasionou em mais de cem mortes. 

    Por esse único acontecimento contemporâneo podemos notar o quanto uma singela manifestação artística e bem humorada pode causar entre uma sociedade fundamentalista. Muitas vezes acompanho pela internet alguns humoristas que se aproveitando da sua liberdade de expressão e de um certo distanciamento da religião islâmica, desferem com o mesmo entusiasmo uma critica muito bem humorada através, não só de charges, mas também de vídeos postados em seus canais no Youtube direcionada ao cristianismo – religião dominante no ocidente. Mas óbvio que conservadores não são exclusividade da religião muçulmana e ocasionalmente vejo a reação desconcertada desses conservadores cristãos contra essa onda de humor que oportunamente critica a religião. 

    O caso mais recente é o vídeo de “Especial de Natal” do pessoal da “Porta dos Fundos” que vem sofrendo muitas criticas de cristãos de todas vertentes no Brasil.




    A maioria das criticas do cristianismo conservador diz respeito ao fato de esses humoristas nunca fazerem piadas com os muçulmanos, valendo ai uma analogia com aquela ideia de que: “você zoa comigo que sou fraco e incapaz de te bater, mas quero ver você mexer com o meu irmão que é forte e já tem varias passagens pela polícia.”

    Mas o próprio “Porta dos Fundos” fez um vídeo bem divertido sobre uma loja de burcas onde claramente criticam a rigidez da cultura islâmica em relação a liberdade feminina (veja o vídeo). 

    Também acho que seria muita ousadia mexer com um pessoal que a qualquer momento pode te ameaçar com uma dinamite. “Ao contrario do Deus imaginário que você acredita, os terroristas muçulmanos são muito reais, de carne e osso... ” assim disse o vloguer Clarion de Laffalot em um de seus vídeos respondendo a uma dessas criticas. (assista aqui) .”

    Na verdade os humoristas brasileiros tem pouca lenha para queimar contra os islâmicos, afinal somos um país historicamente dominado pelo cristianismo, do vale fazer uma piada com uma religião que nem é tão popular por aqui?

    Já o escritor britânico de origem indiana Salman Rushidie em 1989 publicou o livro “Versos Satânicos” onde o islã e principalmente o Corão é criticado por perseguição aos cristão e hindus. Em decorrência dessa publicação vários militantes islâmicos queimaram seu livro e manifestaram contra o autor. Mas foi no Irã onde Rushidie sofreu seu maior revés pois teve sua condenação a morte decretada pelo aiatolá Komeini em 1989. Alguns lideres iranianos ofereceram 6 milhões de dólares pelo assassinato de Rushidie, o que o fez viver escondido desde então. 


Salman Rushidie autor de Versos Satânicos

    Os vloggers americanos, por exemplo, não podem dizer o mesmo, afinal em varias oportunidades seu governo declarou guerra a varias países muçulmanos e batizou essas guerra de “Guerra ao Terror.” E o retardado presidente George Bush teve a brilhante ideia certa vez de chamar de “uma nova cruzada” – se referindo as campanhas militares que os cristãos empenharam contra os islâmicos entre os séculos XI e XIII. 

    Mas devo dizer que uma vlogueira americana de olhar travesso e muita coragem me surpreendeu. Ela postou um vídeo onde respondia exatamente as mesmas criticas sofridas pelos humoristas brasileiros. Tipo: “Por que você não faz piadas com os muçulmanos?” Seu nome é Jaclyn Glenn e já é conhecida na internet por postar vídeos anti-religiosos em seu canal no youtube. Não sei se essa menina estará viva por muito tempo, mas é certo que ela tem muita coragem. 


    A Garota zomba até mesmo dos erros de linguagem cometido por seus críticos e detonando os islâmicos que diziam que o islã é uma religião da paz e que por sua vez escreviam posts muito ofensivos a ela tipo: “Sua puta, você alguma vez já leu o Corão ou conversou com algum muçulmano antes? Pare de falar merda de coisas sem conhecer, sua vadia imunda e horrível.” Em um momento quando um religioso islâmico a critica dizendo que Jaclyn poderia sofrer conseqüências sérias coso nãos se retratasse, afinal o Islã é uma religião que prega o “Olho por olho”. Depois disso essa garota simplesmente pega um quadro branco e começa fazer uma caricatura muito bizarra e depreciativa do profeta Mohamed. Olhos grandes, “cabeça de merda”, boca de palhaço com dentes totalmente detonados e para finalizar um par de chifres, uma clara referencia ao diabo da mitologia cristã. 

    Considerando o que já foi feito contra alguns críticos do Islã, acho que essa menina está entrando em terreno minado, literalmente. Seria uma pena ver uma noticia em um telejornal dizendo que essa garota linda foi feita em pedaços por uma bomba. Ela é bonitinha, não sei se você pegaria mas, posso dizer que ela tem colhões.



André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Você acredita em Jesus??

Assista o repórter mais mala de Portugal 

Não sei se você já foi abordado na rua por um repórter de TV fazendo perguntas aleatórias, mas certamente já foi abordado por um evangélico tentando orar por você. Na minha adolescência por exemplo, eu fui muito assediado por "crentes malas" que olhavam para meu visual de metaleiro caipira e logo pensavam: "aquele cara precisa de ajuda ele não tem Jesus no coração." Agora imagina uma junção no minimo inusitada, um repórter muito mala que por sua vez é crente, perguntando se você acredita em Jesus...assistam esse vídeo e vejam como um metaleiro tipico responde ao mala do repórter...sem contar que o sotaque português deixa tudo muito mais hilario...


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Leo Lins fala sobre a nova censura brasileira, e explica "O que é uma piada".





Texto publicado originalmente no dia 05 de novembro de 2013 na pagina pessoal do facebook do Humorista Leo Lins com o título original de PROIBIDO PENSAR




Poucos meses atrás fui alvo de um protesto de dekasseguis (brasileiros no Japão) em virtude de piadas com terremoto. Poucas semanas atrás Danilo Gentili foi notificado que está sendo processado por uma mulher que se ofendeu com piadas sobre o fato de ter doado mais de 400 litros de leite. Tata Werneck recebeu queixas da comunidade judaica e Bruno Mazzeo foi acusado de racismo por causa de um esquete. Tudo isso em questão de 2 meses. Fora isso tramita no congresso uma lei para proibir as biografias não autorizadas. Será mesmo que não existe censura? Será que estamos livres para falar o que quiser?



“Seja qual for sua origem, a fala é a maior de todas as invenções”. (Geoffrey Blainey)


Cada vez mais o Estado está a costurar a boca das pessoas. A justificativa para esta costura é utilizar uma agulha de moral e um fio de boas maneiras, onde, segundo eles, a união dos dois é benéfica para o povo.


A capacidade de raciocinar fez o homem chegar à lua, mas parece que hoje em dia ele não é capaz de chegar a uma conclusão. É preciso o Estado intervir e decidir sobre o que você pode ler, assistir ou até mesmo rir.


A piada tem uma estrutura e 
a principal característica de uma piada
 é a presença da chamada “distorção cômica”.


A Ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário também quer proibir caricaturas não autorizadas e tirar do ar um BLOG de humor, alegando que ele propaga noticias falsas. Mas é JUSTAMENTE POR ISSO que ele é um BLOG de humor. O que deveria ser retirado é um cromossomo a mais no DNA da ministra, pois claramente seu nível de raciocínio está abaixo do normal.


Deixem me explicar para os leigos em humor. Assim como aprendemos no português da escola que uma frase é composta por sujeito, verbo e predicado. A piada tem uma estrutura e a principal característica de uma piada é a presença da chamada “distorção cômica”.


O William Boner não pode falar: “Encontraram 10 japoneses que estavam desaparecidos em Fukushima. Parece que por causa da radiação eles estão brilhando no escuro, então está mais fácil”.


Mas porque ele não pode e um comediante pode? Porque é uma piada.
JORNALISTA = DA NOTÍCIAS
COMEDIANTE = CONTA PIADAS
MUSICO = CANTA OU TOCA MUSICAS
PADEIRO = FAZ PÃO
IMBECIL = SE OFENDE COM TUDO (isso foi uma piada para criticar a postura de algumas pessoas. Porque foi uma piada? Porque não existe a profissão de imbecil)


O jornalista pode fazer uma piada durante sua vida pessoal, assim como os comediantes também falam sério em algum momento. Mas este momento não deve ser no palco.


Quando digo:


“Não entendo negão que faz tatuagem?! É o mesmo que riscar um Avatar de caneta BIC”. (PIADA)


Não estou querendo dizer que o negro é tão inferior ao branco que nem se tatuar ele pode. Estou apenas fazendo uma PIADA com o fato de que tatuagens aparecem menos na cor negra do que na cor branca.


Se eu falar: Acho ridículo negro com tatuagem, nem da pra ver direito.


Isso não é uma piada, é apenas um comentário, não necessariamente pejorativo.
A mesma pessoa que disse isso pode achar ridículo um branco com a cabeça raspada. Isso não quer dizer que o formato do crânio dos brancos é tão feio que deve ser ocultado com cabelos.


Quando Tata Werneck disse no programa Amor e Sexo: se um amigo meu fosse alvo de bullying eu ia acalmar a galera pra não zoar ele... E mudar o foco pra um judeu.


CLARAMENTE É UMA PIADA. Tata diz que vai acalmar a galera... dando a impressão que está contra o bullying, mas no final distorce a realidade ao falar que vai mudar o foco pra um judeu. Se ela falasse:


“Se o meu amigo fosse judeu, tinha mais é que sofrer bullying mesmo.” isso não é uma piada. Não tem distorção cômica. Para mim isso seria um comentário infeliz e desnecessário.


Vejamos a triste doadora de leite e Danilo Gentili


A piada foi: “...ela doou mais de 300 litros. Em termos de doação de leite esta quase alcançando o kid bengala.”


A comparação é uma figura de linguagem tipicamente utilizada para criar distorções cômicas.


Até o famoso caso de Rafinha Bastos, também CLARAMENTE era um piada: “ela está muito bonita, comeria ela e o bebê”. A piada na verdade elogiava a aparência da cantora. Talvez em forma de poesia não desse problema algum:


A menina amadurece
Ela carrega vida no ventre
E mesmo sem a silhueta de antes
Desperta nos homens desejo ardente


A PIADA tem que poder ser feita, seja ela sobre relacionamentos, alcoolismo, animais de estimação, acidentes da natureza, guerras, espionagem, desvio de verbas, compras no mercado, gordos em academia...


Se existem musicas, poesias, filmes, fotografias, enfim diversas formas de arte abordando esses temas, porque o humor deve ser excluído?!
E... Será que apenas o humor que vai ser excluído?! A literatura já está sofrendo censura.


Neste passo, dentro de um tempo os médicos cubanos vão pensar: “Aún estamos em Cuba?!” (Ainda estamos em Cuba?!)


Se essa censura aumentar vou lutar até onde puder. Se não tiver mais jeito espero poder fazer como grandes artistas perseguidos pela ditadura, como o grande Caetano ou Gilberto Gil. Espero poder me exilar ‘tristemente’ em Londres e viajar toda a Europa fazendo shows. Anos mais tarde retornar ao Brasil, mostrar a intimidade na revista CARAS e depois proibir que alguém escreva algo sobre minha pessoa. (isso foi uma ironia, outra figura de linguagem comum na comédia)


Veja bem, não quero que todo mundo goste do que eu falo. Espero que as pessoas formulem sua própria opinião a respeito. Mas um povo pensante é mais difícil de ser dominado. Por isso estão impondo limites. O povo está virando um gado criado em confinamento, abaixando a cabeça para tudo... quando será o abate?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

(ERRATA)Pleonasmo


Pleonasmo identificado pela leitora Stephanie Vinhedo.


Artigo: Crianças Assassinas
Data: domingo, 25 de agosto de 2013
Pleonasmo: "Casos de crianças assassinas são raros e por isso quando nos deparamos com um no noticiário, isso parece muito mais absurdo do que parece. "
(N. do A) Esse erro é muito comum - principalmente quando se trata de crianças da pré-escola. No meu caso que sou um escritor profissional, obviamente que o erro foi proposital, para ver o grau de competência de meus leitores. Valeu Stephanie você está de parabéns.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Esqueletos do Asfalto M.C.: Presidente Dilma da uma fugidinha de Moto para curtir Basília de uma outra perspectiva

Presidente Dilma da uma fugidinha de Moto para curtir Basília de uma outra perspectiva...:
Ilustração de Jean Galvão

VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
ANDRÉIA SADI
DO PAINEL, EM BRASÍLIA

"Coloquei o capacete e saí andando de moto pelas ruas de Brasília." A revelação, com ares de felicidade, foi feita de forma absolutamente casual pela presidente Dilma Rousseff a um incrédulo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

"Eu também não acreditei na hora, mas, quando encontramos o Amaro no elevador, passei a acreditar", disse o ministro, ao perceber a reação dos repórteres à história. A conversa, segundo Lobão, ocorreu durante um encontro na semana passada.

Lobão se referia ao chefe da Segurança Presidencial, general Marcos Antônio Amaro, com quem ele e Dilma esbarraram ao final da conversa. Dilma foi logo se gabando: "Nem ele ficou sabendo", disse, confiante de que sua escapada havia sido sigilosa.

O general surpreendeu a presidente. "Fiquei sabendo, sim, mandei acompanhar a senhora", foi logo dizendo o chefe da segurança de Dilma, informando que havia orientado uma equipe a segui-la à distância para não acabar com o sentimento de que estava fazendo uma aventura às escondidas.


Como se queixam alguns ex-presidentes, no Brasil o governante acaba desaprendendo a abrir portas com a própria mão.

Ao relatar sua experiência, cuja data não foi revelada, Dilma contou ao ministro sua sensação de andar de moto pela capital: "Senti melhor os ares de Brasília".


Foi um elogio poético, dado que a cidade passa pelo seu tradicional período de seca, quando a umidade do ar chega a níveis saarianos.

É incerto se Dilma estava na garupa de alguém ou se arriscou-se a pilotar. Segundo o Palácio do Planalto, que não comentou a estripulia, a presidente não tem carteira de habilitação nem sabe dirigir motocicletas.

Ainda surpreso pela revelação, Lobão cobrou da presidente os riscos de segurança envolvidos no hobby: "A senhora não tem de se preocupar só com você e a Paula [filha da presidente], tem de se preocupar também com 200 milhões de brasileiros".

Dilma sorriu, agradeceu a preocupação do ministro, mas disse: "A vida é cheia de riscos. Tudo que se faz na vida importa riscos".

Ao ouvir da Folha o relato de Lobão, um ministro próximo de Dilma mostrou-se descrente. "A presidente, andando de moto? Não acredito", disse. Mas há precedente na relação da mandatária com as máquinas.

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas, é um apaixonado por motos. Dono de uma Harley-Davidson, marca mítica norte-americana, ele conta que Dilma não só pediu para subir no modelo como posou para fotografia.

A fuga não é inédita. Como lembrou Lobão, o general João Batista Figueiredo (1918-1999) costumava deixar os seguranças loucos ao escapar para voltinhas de motocicleta durante sua Presidência (1979-1985).

"Foi uma aventura da presidente. Ela merece. O cargo limita muito as opções de lazer dela. Não dá para frequentar normalmente teatro, cinema, restaurantes", disse.



Publicado originalmente com o título: "Dilma driblou seguranças e saiu de moto pelas ruas de Brasília, diz ministro" em Folha de São Paulo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O que você precisa saber sobre o conservadorismo religioso do brasileiro analisando o “Porta dos Fundos”





O novo vídeo do grupo de humor “Porta dos Fundos” intitulado “Oh meu Deus”, como não poderia ser diferente acabou gerando um pouco de polêmica. Digo isso porque estamos falando do Brasil, um país onde a democracia ainda engatinha e os conservadores religiosos aproveitam das mais inusitadas maneiras de aparecer na mídia. Obvio que o personagem da vez, e outra vez não poderia deixar de ser o parlamentar evangélico mais badalado do Brasil, o próprio Marcos Feliciano em pessoa conclamou seus seguidores do Tweeter para uma comoção nacional para retirar o vídeo do ar. A trupe do “Portas do Fundo” por suas vez não deixará de ganhar os louro por essa polemica, pois acho que o objetivo desse tipo de humor é justamente causar desconforto a quem lhe servir, e por isso estão tendo o reconhecimento que merecem na nova cena do humor na internet. Mas como o colunista da “Folha” Tony Goes escreveu hoje em sua coluna “(Feliciano) poderá dizer que, mais uma vez, os crentes foram vítimas deperseguição. Aliás, já está no lucro. Seu objetivo maior foi alcançado: voltaràs manchetes, que freqüentou semana passada graças à gozação que sofreu numavião.”

Feliciano quer estar na mídia como o grande mártir do século XXI. Uma imagem que está bem enraizada no mundo cristão. Os cristãos sempre necessitaram da presença de um mártir como o próprio Cristo supostamente o foi em sua época. O cristianismo foi o criador dessa noção de que há beneficio no sofrimento. Quem sofre vai para o céu, “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve." (Mateus).

Essa imagem do homem que sofre perseguição por conta de sua fé já foi muito explorada na história e vem ainda sendo muito útil para a dominação em massa. Portanto Marcos Feliciano é uma cria de seu meio. Mas não pense que faz isso por pura fé, seu oportunismo é malévolo. Notemos que suas falácias são friamente e detalhadamente calculadas por profissionais da área.Não vamos nos iludir com a aparente ingenuidade desse homem. 

                            


Mas voltando ao vídeo[assista-o acima], que merece sim uma visão mais crítica por parte do espectador, relata com maestria e um sarcasmo muito justificável a alienação coletiva que muitos símbolos religiosos causam nas pessoas que não questionam nada e simplesmente aceitam passivamente toda influencia externa. Já vi casos onde foi dito que a imagem de Cristo ou da Ave Maria aparecem nos mais exótico lugares, dedes pão com presunto até na mancha do vidro de uma casa, por que não na vagina de uma mulher – como foi retratado no vídeo? Por que um pão com presunto é mais sagrado que uma genitália? Mas isso não vem ao caso. O problema é que a liberdade de expressão deve ser respeitada em todos os sentidos. Por que vocês cristãos conservadores apregoam que esse vídeo fere sua fé – que deveria ser inabalável? Afinal a critica muito bem identificável no vídeo se direciona àqueles fanáticos que acreditam em tudo e querem cultuar tudo que pareça ter barba bigode cabelos longos e as vezes até uma aureola. Fique olhado fixamente para o anus de um cachorro por alguns minutos e verá isso se assim quiser.

Portanto é valida a critica feita pelo pessoal do Porta do Fundo. E aqueles que acham ofensivo, eu tenho uma sugestão muito interessante, anotem! "Não assistam o vídeo e não o indiquem a ninguém, e caso venham a pronunciar contra o vídeo sintam-se bem vindos.”
O problema é vocês quererem censurar um grupo de profissionais tachando-os de hereges em um pais laico, onde ser “herege” deveria ser uma condição corriqueira e não uma exceção.
Pois se o Brasil se gaba de estar vivendo em plena democracia, apontando da falta de liberdade, por exemplo, do povo americano que possui uma democracia muito mais velha que a nossa, olhem para o tamanho da trave que há no seus olhos – parafraseando o própria Cristo, afinal eu sou livre para fazer isso já que faz mais de dois mil anos que ele faleceu, portanto suas frases já são de domino público* - Nos EUA e Canada há muito mais subversão e criticas religiosas do que aqui nesse país abençoado por Deus. Como seria possível um comediante como Bill Maher se apresentar aqui no Brasil?

No meio do show metade da platéia teria deixado o evento vomitando ou orando pela alma do pobre comediante atormentado. Ou para ser um pouco mais incisivo, quem aqui poderia imaginar um show do George Carllin sendo apresentado por essas terras? São apenas dois exemplos que deixam claro o quanto o país do funk das poposudas e do carnaval das mulatas de tapa sexo ainda está passando por um alto grau de conservadorismo religioso que sempre foi a causa das maiores imbecilidades da história da humanidade, como por exemplo proibição do uso de preservativos.




André Stanley 

André Stanley é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver”; presidiu o Centro acadêmico do curso de História no UNIFEG em 2007, é membro efetivo da Ass. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História. Também leciona língua inglesa idioma que domina desde a adolescência..

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Metaleiro ou Headbanger?



Certa vez, ouvi uma música do DETONATOR - personagem cômico de Bruno Sutter - cuja letra dizia: "Se quem nasce no Brasil é brasileiro, quem nasce no Metal é o que?" "Metaleiro!" (Todos cantam em coro). O interessante é que ele faz sua música com trechos do hino nacional brasileiro, criando um nacionalismo escrachado. Ainda tem o grito de guerra típico das torcidas de futebol com os dizeres "Ah eu sou metaleiro, com muito orgulho com muito amor." A intenção do músico e comediante é justamente o escárnio com estereótipo do fã radical de Heavy Metal, o que ajuda a dar um carácter irônico ao termo. Em outra parte da letra ele diz: "Headbanger é na Inglaterra e em todas as nações que falam a língua do inglês." Apesar de ser uma música de zueira, ela trata de um tema polêmico entre o público de Metal

Dentro da cena Heavy Metal, sempre houve uma discussão a respeito de qual seria a forma mais adequada para se denominar o músico ou o fã de Heavy Metal. O termo “metaleiro” foi muito usado nos anos 80s para designar tais indivíduos. Com o tempo, este termo foi se desgastando e se tornando sinônimo de “porra loca,” vadio, vagabundo, gente sem serventia, muitas vezes associado à “maloqueiro” e “maconheiro” pela semelhança fonética. Então num ato de pura estratégia linguística, a imprensa especializada, que outrora também se utilizava largamente desta denominação, começou a usar um termo em inglês, para dar um carácter mais universal - segundo eles - para substituir o “metaleiro”.

Acho interessante essas sacadas dos especialistas - sem sarcasmo - mas headbanger, a meu ver, tampouco me parece adequado. Quem olha para um cara cabeludo chacoalhando a cabeça em um show ou simplesmente ouvindo um som dentro do carro, pode ter a impressão que aquele cara só sabe fazer aquilo. Que o único propósito da música que ele ouve é balançar a cabeça (Headbanging - em inglês) feito um louco. E sabemos que rodar a cabeleira é apenas um efeito catártico causado pela agressividade dos riffs de guitarra, semelhante a histeria coletiva que ocorre dentro das igrejas evangélicas, onde vemos pessoas pulando, rolando no chão e se jogando uns nos outros. Ou seja, ficar neste estado não é o único propósito do Metal. Há outros elementos envolvidos, como apreciar as melodias do vocal, o que nos faz cantarolar juntos, ficar intrigado com a técnica de certos músicos, o que nos faz estudar feito loucos para atingir uma fração daquela técnica, se interessar pela letra de um música ao ponto de começar a pesquisar tudo a respeito e se tornar especialista em um determinado assunto.

Enfim, é por essa simplificação semântica que me simpatizo mais com o antigo termo, “metaleiro”. Essa nomenclatura está mais ligada a genealogia do termo “Heavy Metal”. O cara toca, ouve ou vive o Metal, portanto, "metaleiro" ele é.

Se levarmos em conta o gênero musical que deu origem ao Heavy Metal, faz todo sentido usar o termo "metaleiro", afinal, quem ouve rock sempre foi e será "roqueiro." Mas como a língua portuguesa é mesmo um luxo, podemos ter um conflito lexical, já que aqueles caras que tocam instrumento de metal (trompete, saxofone, e coisas afins) mesmo que nunca tenham ouvido uma única música do Iron Maiden, são também, chamados de "metaleiros". Segundo algumas fontes o profissional que faz panela também é chamado de metaleiro. 

Mas se até mesmo o próprio dicionário da língua portuguesa “Michaellis” define “metaleiro” como fã ou músico de Heavy Metal, e o "Aurélio " diz que "metaleiro" é "aquele que, sendo músico ou não, é adepto do heavy metal e se veste da maneira característica deste estilo musical." Para que discutir com as definições oficiais?

O que eu quero dizer, é que o termo "metaleiro" se tornou pejorativo em algumas ocasiões, no entanto, o termo "Headbanger" já nasceu pejorativo. Pois se o fã de Metal, já é visto por grande parte da sociedade como um nada, um doente "batedor de cabeça" (Headbanger), esse termo em inglês vem bem a calhar para os detratores do Heavy Metal. 

Acho até mais apropriado o termo "Metalhead" (Cabeça de Metal), usado majoritariamente na Europa para denominar os amantes do Heavy Metal, todavia também pode dar margem a duplos sentidos, como cabeça dura, burro, imbecil, sujeito de pouca capacidade intelectual.

No mais, acho que continuarei usando o termo "metaleiro" que já é clássico, pois não posso por um simples capricho retórico, ou para soar mais politicamente correto, usar uma nomenclatura, que apesar de fazer certo sentido, não condiz com tudo que a música de Metal representa para um fã. Afinal se o ato de ficar girando a cabeça enquanto ouvimos uma música pesada é praticamente uma reação natural do nosso corpo, não creio que seja essa característica tão estereotipada que deva denominar toda uma tribo.


André Stanley é escritor e professor de História, Inglês e Espanhol, autor do livro "O Cadáver", editor dos blogs: (Blog do André Stanley, Stanley Personal Teacher). Colaborador do site especializado em Heavy Metal Whiplash. Foi um dos membros fundadores da banda de Heavy Metal mineira Seven Keys. Também é fotógrafo e artista digital.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A nova idade da pedra: Por Bill Maher

Incentivo econômico para legalizar a maconha e a falha na guerra contra as drogas produziu um mar de mudanças na America que veio para ficar.


Este é um novo mundo maconheiro. Até bem recentemente, mesmo um ano atrás, eu não teria adivinhado que estaríamos onde estamos agora – com 18 estados legalizando a maconha para fins medicinais, de acordo com uma pesquisa recente, uma porcentagem crescente de 85 por cento de pessoas apoiam o uso medicinal da planta. Para todo nosso rancor político, isto se é fato, algo que ultimamente nos une é o baseado. A maconha é uma das poucas coisa que tanto os caipiras quanto os hippies gostam. Rapers fumam maconha, e artistas do interior também fumam. Tem tanta maconha no ônibus da turnê do Willie Nelson quanto no ônibus do Snoop Dogg. A maconha está unindo a divisão do azul e do vermelho e transformando em roxo. 

Para aqueles que temem que nos tornemos uma nação que senta no sofá comendo Cheetos o dia todo, relaxa. Fumar maconha não é o mesmo que preguiça. A maconha era algo que eu sempre pude justificar porque ela excita o meu cérebro. Algumas pessoas a usam para dormir, outras ela deixa paranoico. Alguns ela deixa criativo, e nós somos os sortudos, porque se ela fez algum dano em nós, ao menos temos a receita. Eu tenho um monte de boas idéias por conta da maconha. Incluindo fumar mais maconha.

Legalização é um daqueles assuntos, como o casamento gay, que deixa o pessoal do “saquinho de chá” - possível referencia ao "Tea Party" - doidos. Aquela imagem em preto e branco do seriado de TV “Leave It the Beaver” que Mitt Romney se encaixa tão bem está saindo de cena. Bill Clinton disse certa vez “Se você olhar para trás, no anos 60 e achar que tinha mais coisas legais do que danosas, você é provavelmente um democrata. Se você achar que tinha mais danos do que coisas boas, você é provavelmente um republicano.” Bem, para aquelas pessoas que adoram os anos 50, o baseado desempenhou um papel muito importante na revolução cultural que eles detestam.

Os republicanos sempre foram uma aliança complicada de um estranho Jesus, aficionados por armas, moradores de subúrbios obesos e super ricos, mas o que os cega é essa ideia de que a vida era perfeita na Appleton de 1958. Tão logo o presidente Obama foi eleito, esse visual do cara negro que gostava de fumar maconha caminhando pela casa branca era demais. Sempre que você ouve eles dizer: “Eu quero meu país de volta” – de quem ou do que? Por acaso fomos invadidos pelos negronianos? Eles podem querer ele de volta, mas aquela America já se foi para sempre.

Claro que há um grande incentivo econômico para legalizar a maconha. Mais de uma década atrás, havia um condado na Georgia onde as pessoas demitiram seu xerife porque ele estava destruindo os plantadores de maconha. A safra era sua alma, então eles se livravam dos valentões e elogiaram outro xerife que se comprometera em atender suas necessidades. Esse é o tipo de mudança que está acontecendo na America nesse momento. Se 40 anos de falhas na guerra contra as drogas nos ensinaram algo, é que a clientela é muito vasta forte e leal. Como em tudo nesse mundo, o dinheiro fala mais alto. E dinheiro está ai para ser ganho. Não há volta. Atingimos o ponto mais agudo da questão, a marijuana legalizada veio para ficar - é apenas uma questão de quão rápido isso irá acontecer por todo o país. 



Este artigo é da edição da revista Rolling Stone de 20 de junho de 2013, traduzido por André Stanley.

June 10, 2013 6:00 AM ET


Read in English: HERE

domingo, 28 de julho de 2013

Duetos com Fidel.





Uma adolescente, que acabava de inaugurar seu primeiro tampax, 13 anos recém completados mas com corpinho de 18. Classe média alta, nariz empinado e um short jeans por demais curto. Em sua blusa extremamente cavada, nota-se a estampa de um imponente homem barbado de boina militar. Lorraine igualmente loira e adolescente de borbulhantes hormônios passa pela garota, gosta da camiseta e diz a si mesma: “Não sei, mas parece que já vi aquela figura em algum lugar... se eu achar uma dessas na cor vinho eu compro, parece ser de uma boa grife.” 

Lorraine, num domingo qualquer vai ao estádio com o namorado assistir Cruzeiro e Atlético – clássico do futebol mineiro – É atleticana roxa, afinal se não fosse não teria namorado. Este é apaixonado desde criancinha pelo time alvinegro. Na torcida adversária a garota nota que uma bandeira enorme estampa o rosto de um cara barbado de boina militar: “Parece que já vi aquela imagem em algum lugar” – diz a garota para si própria. Continua assistindo ao jogo, ao lado do namorado que berra como uma seriema com prisão de ventre. Quando o Cruzeiro marca 1 a 0. Tristeza total. “Meu Deus, tomara que o galo ao menos empate, ou então não vou aguentar a choradeira do meu amor” – pensa consigo a preocupada Lorraine. 

“Já sei! Aquela bandeira tem a mesma figura que vi estampada na blusa daquela menina... a vadia era cruzeirense, como pude achar aquilo bonito, é a figura mais feia que já vi” – julga -se  em pensamento.

Lorraine chega um dia à escola e vê um professor de história com uma camiseta com a mesma imagem do cara barbudo de boina militar, professor que aliás, será seu professor de história no próximo ano. 

“Professor Ricardo, eu nunca pensei que ele fosse cruzeirense, por que usa aquela camisa?” Pensa a decepcionada Lorraine. Dias depois sentada na cantina com as amigas, Lorraine repara no decote da bela blusinha verde limão da companheira de lanche e sua colega de sala, se conheceram no inicio daquele ano letivo. “Belo decote Mercedes, aparece quase metade dos seios, em mim ficaria um arraso afinal meus seios são muito maiores” – Pensa uma prepotente Lorraine de seios fartos. 

Mas enquanto apreciava e invejava o decote da amiga, algo de súbito lhe tira a concentração. Um colar simples - na verdade um cordão desses que os estudantes de humanas costumam vender na feira livre - e um pingente bem discreto com um rosto que lhe parece familiar, um cara barbudo com boina de soldado. Lá das profundezas de sua garganta suas cordas vocais quase instantaneamente, talvez antes mesmo de perceber atentamente a figura, desfere em um só golpe tal pergunta adormecida em mente juvenil: 

- Mercedes! Onde comprou esse colar? Não sabia que era cruzeirense! 

- Cruzeirense... eu? Respondeu sua amiga intrigada. 

- De maneira alguma, nem de futebol eu gosto, mas se quer saber onde arranjei esse colar, você não vai acreditar. O Roberto deu pra mim – respondeu Mercedes. 

-Vocês não tão ficando, estão? – pergunta Lorraine em tom de reprovação. 

- Ah... a gente ficou umas duas vezes – responde a amiga, meio sem graça. 

- Mas por que diabos esse cara te deu um colar do Cruzeiro? Pergunta uma irritada Lorraine.

- Não é do Cruzeiro, esse cara aqui é um cantor cubano chamado Che Guevara... nunca ouviu falar? Pergunta Mercedes meio que sem entender de onde a amiga havia tirado aquela ideia de que o cordão que usava era do Cruzeiro.

- Ah... você só pode estar brincando? - Diz Lorraine sem esconder o espanto, mas ao mesmo tempo, não querendo revelar o fato de ter associado a imagem que viu na bandeira do Cruzeiro com o cantor cubano pendurado no pescoço da amiga, "...afinal esse cantor deve ser cruzeirense, ou deve ter composto alguma música que fale do Cruzeiro, por isso os torcedores cruzeirenses usam aquela bandeira. Mas ela falou que o cara é cubano, como poderia conhecer um time de futebol brasileiro..." A menina ficou ainda mais desnorteada. No entanto, já sabia agora o nome do cara barbudo com boina de soldado. "Che Guevara!"

Um belo dia sua professora de história faltou, pois havia contraído uma virose. Como desejava que aquela virose se prolongasse até o final do ano. Mas o fato é que o professor substituto era Ricardo, o professor do próximo ano. "Esse sim era um gato, não vejo a hora de tê-lo como professor ano que vem." – pensou a garota quando Ricardo adentrava a sala. No decorrer da aula não se conteve e quis demonstrar um afeto desmedido pelo professor: 

- Professor, seja bem vindo, vamos ser seus alunos ano que vem, então pega leve com a gente – o comentário tirou apenas alguns sorrisos automáticos dos colegas de sala, mas sempre que surgia uma oportunidade punha o professor em maus lençóis com seus comentários de adolescente no cio. Ao dar o sinal do intervalo, a menina, feito uma cadelinha amestrada, fica de papo com o professor para demonstrar intimidade, e mostrar aos colegas e principalmente às colegas o quanto era preferida do professor mais bonitão da escola. Mas de repente se lembra que um dia vira Ricardo com uma camisa, aquela do cara barbado com boina "...como era mesmo o nome dele?...Che Guevara! É esse o nome do cara, É um cantor cubano..." agora lembrava nitidamente, um conhecimento e tanto para demonstrar ao professor. Logo formulou uma compilação de pensamentos em relação ao cantor cubano e disparou sem medo: 

- Professor sei que gosta de música cubana. 

- E como é que sabe, que gosto de música cubana? Perguntou o professor calmamente, pois conhecia tanto de música cubana quanto de culinária acriana. 

 - Só de olhar para o senhor eu percebi que é um fã de Che Guevara - Disse a garota demonstrando confiança em sua feição de retrato renascentista.

 - Fã de Che Guevara? Como assim? Perguntou perplexo o professor. 

- Calma teacher, o senhor não é o único que gosta, eu ouço muito o “Gueva”. – disse a menina tentando soar íntima do eminente artista cubano que uns tempos antes era um símbolo cruzeirense. 

- Ah... você ouve muito o “Gueva”. Posso perceber que é bem intima dele, encontrou até uma forma carinhosa de chamá-lo, creio que sua mãe o chamava assim.Disse Ricardo cinicamente, já antevendo uma satírica intervenção. 

- O Senhor não teria um CD dele pra me emprestar?... eu tenho somente algumas músicas gravadas, que não estão em bom estado. Perguntou a garota já tentando vislumbrar uma intimidade maior com o mestre. Esse no entanto já se entregara inteiramente à magnifica gafe da menina, e desferiu. 

- Claro, tenho todos os CDs do “Gueva”, qual você quer primeiro? Perguntou o professor escondendo sua perplexidade diante da inocência da garota, e ao mesmo tempo aproveitando da grandiloquente oportunidade de escarnio.

- Qual a Senhor considera melhor? Perguntou a menina, querendo ser simpática com o gosto de Ricardo, esse por sua vez desfere; 

- Duetos com Fidel! Esse é certamente o melhor de todos...



 



André Stanley alcunha de André Luiz Ribeiro é professor e escritor; autor do livro “O Cadáver” (Editora Multifoco – 2013); É membro efetivo da Asso. Dos Historiadores e pesquisadores dos Sertões do Jacuhy desde 2004. Atua hoje como professor e pesquisador de História Cultural. Também leciona língua inglesa, idioma que domina desde a adolescência, Administra e escreve para os blogs: Blog do André Stanley (blogdoandrestanley.blogspot.com) – Sobre História, política, arte, religião, humor e assuntos diversos e Stanley Personal Teacher (stanleypersonalteacher.blogspot.com) onde da dicas de Inglês e posta exercícios para todos os níveis.






*O autor permite a reprodução desse artigo contanto que lhe seja creditada a devida autoria.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fanatismo Religioso - A ignorância histórica dos conservadores religiosos.


Um velho texto da internet que ainda serve para calar a boca da nova safra de pastores evangélicos brasileiros.



Carta aberta para Dra. Laura Schlessinger

Laura Schlessinger é uma personalidade da rádio americana que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.
Certa vez ela teria dito que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância.
O texto abaixo é uma carta aberta supostamente enviada para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano (disponibilizada e traduzida na Internet).

“Cara Dra. Laura:

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu programa, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quanto posso.

Quando alguém tenta defender a homossexualidade, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levíticos 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim de debate.
Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las:
a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual acha que seria um preço justo por ela?

c) Eu sei que não é permitido ter contacto com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24). O problema é: como é que eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode-me esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?

f) Tenho um amigo meu que gosta de comer moluscos, sendo que este comportamento é abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade? Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)


j) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)?

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar.
Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.
Seu discípulo e fã
(Nome mantido em sigilo)


Minha Opinião:
Só para lembrar:

Levítico é o terceiro livro do velho testamento da bíblia sagrada.

É um dos livros que compõe o pentateuco, os cinco primeiros livros da bíblia que segundo a tradição cristã foi escrito por Moisés. O nome desse livro provem da Tribo de Levi, a tribo de Israel a qual foi escolhida para exercer a função de sacerdotes em Israel. É basicamente um livro de leis.Um livro que contem todas a leis que os hebreus deveriam seguir a risca. Devemos lembra que se tratava de um época inóspita, com pessoas acostumadas as maiores atrocidades que um ser humano é capaz de fazer. Era importante que uma legislação colocasse ordem nesse povo. Seria insano aplica-lo em qualquer sociedade atual. O levítico deve ser lido como um documento histórico, um conjunto de leis e obrigações que um povo da antiguidade seguia. Era uma forma arcaica de constituição, uma forma de colocar ordem em uma sociedade semi-selvagem. Uma sociedade que de tão inóspita necessitava de uma carta teológica para que fosse conduzida sob o julgo do medo da punição. O braço da lei não podia ser contestada pois não era desse mundo, era em nome de Deus que esse lei deveria ser aplicada, e seus transgressores deveriam ser punidos severamente. Seria uma ingenuidade máxima acreditar que esse livro possa ser lido como um livro sagrada. Vivemos em uma outra época com uma sociedade muito diversa daquele a qual ele foi destinado. Crentes extremistas precisam tomar cuidado com suas alegações infantis a respeito da sacralidade das leis bíblicas. Lembre-se, se a bíblia é um livro sagrado, nada pode tirar a sacralidade do corão, da torá ou da qualquer outro livro sagrado de outras religiões. A bíblia é só mais um entre milhares de outros livros teológicos. pense nisso.


Não há como comprovar a originalidade dessa carta, pois a própria  Dra. Laura Schlessinger negou que fora direcionada a ela. Mas o que importa é que esse texto descreve satiricamente e por isso mesmo de forma contundente a ignorância histórica de muitos religiosos que  se utilizam de proselitismos tão imuteis e irrelevantes que se aproximam do idiotismo. É um texto aplicável a muitos religiosos da atual safra brasileira.



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